Especial Olga: Mulheres na Política

by Think Olga

A cada dois anos, vamos às urnas eleger pessoas para nos representar politicamente. Ao dar emprego às mulheres e homens cujo rosto vemos na urna eletrônica, estamos automaticamente dando a elas/es também o dever de lutar pelo que nos interessa na vida pública. Por mais óbvio que isto seja, é normal que na correria para pagar os boletos entre uma eleição e outra, nos esqueçamos de acompanhar o trabalho dos políticos e até de pensar: estou mesmo tendo meus interesses representados e defendidos por meio deste voto?

Escolher quem vai governar nossas cidades, estados e país e quem vai criar ou concretizar as leis que regem nosso dia a dia é uma tarefa que pode se perder em meio a tantas distrações. Por isso, estamos aqui para lembrar: nosso voto determina desde como vai funcionar a cidade (o transporte público, as escolas e creches) até a forma como você vai lidar com o seu corpo e a sua saúde.

Porque quem decide quais legislações e políticas públicas receberão investimento e serão defendidas são as pessoas que agora estão pedindo nosso voto.

Sabemos que o reflexo de ter uma maioria de políticos homens são políticas públicas pensadas por eles e para as preferências deles. Um exemplo rápido: em São Paulo, as mulheres têm menos carro que os homens. Ou seja, abrir vias, duplicar marginais e favorecer o carro é uma política masculina. Paralelamente, são elas que andam mais a pé nas ruas, então, regras de construção e fiscalização de calçadas, se acontecesse, seriam um trabalho mais voltado às mulheres.

De forma geral, a arquitetura da cidade é construída para um adulto capaz, com agilidade, que não está carregando compras ou uma criança. Para ter as necessidades femininas plenamente incluídas nas políticas públicas, as necessidades da maternidade e das crianças também precisam ser pensadas. Um espaço urbano pensado para a mulher ocupar é um espaço para distintas necessidades, inclusivo, diverso, para todas e todos.

Neste Especial Olga: Política, imaginamos uma cidade imaginária com infraestrutura e opções plausíveis que podem inspirar nossas/os futuras/os gestoras/es públicas/os na tarefa de garantir cidades mais seguras e acolhedoras para as mulheres. Desenhamos, literalmente, o que gostaríamos de ver em nos espaços públicos para nós. Além disso, trazemos uma linha do tempo com as difíceis conquistas de mulheres em cargos de poder na política. Você ainda confere um glossário que explica qual é a função de cada cargo que vamos eleger este ano e como cada figura eleita impactará diretamente as nossas vidas. Por fim, alguns números e mapas sobre representatividade e dicas de plataformas que apresentam candidatas/os que defendem cidades/estados e um país inclusivo e que respeita as mulheres.

Agradecemos imensamente a todas e todos os envolvidos na realização deste especial, incluindo:

 

  • Aline Anaya - pedagoga, poeta e slammer. Rede de Mulheres Periféricas da Zona Sul de São Paulo

  • Arailda  Carla - pedagoga, coordenadora do Bloquinho do Brincar e cofundadora do Bloco do Beco. Rede de Mulheres Periféricas da Zona Sul de São Paulo

  • Gabriela Rosa - pesquisadora do Gepô-USP, doutoranda em Ciências Políticas da USP

  • Jenyffer Nascimento - educadora e poeta, articuladora feminista. Rede de Mulheres Periféricas da Zona Sul de São Paulo

  • Luana Oliveira - professora de geografia na rede pública, pesquisadora de gênero na área de maternidade. Rede de Mulheres Periféricas da Zona Sul de São Paulo

  • Maria Fernanda Lombardi - professora do departamento de Ciências Sociais da Unifesp

  • Marina Lima - Me Representa

  • Marina Pereira - arquiteta e urbanista, pesquisadora de planejamento urbano com a perspectiva de gênero

  • Michelle Correa - mãe, empreendedora feminista, integrante da Revista Amazonas. Rede de Mulheres Periféricas da Zona Sul de São Paulo

  • Paula Santoro -  professora da FAU-USP, participante do LabCidade

  • Priscila Musa - Associação Arquitetas Sem Fronteiras

  • Regina Bortotto - pedagoga. Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus

  • Sulamita Assunção - psicóloga social. Rede de Mulheres Periféricas da Zona Sul de São Paulo

  • Thayná Yaredy - Me Representa

  • Veronica Deviá - pesquisadora do Gepô - USP

 

E um agradecimento especial também às nossas fontes inspiradoras:

  • BBC Brasil

  • Folha de São Paulo

  • Gênero e Número

  • Inesc

  • Nexo

  • Nós, Mulheres da Periferia

  • Politize!

  • Site do Tribunal Superior Eleitoral

 

Boa leitura e clique aqui para baixar o material.