Qual o lugar da mulher na imprensa quando se trata de esporte?

by Think Olga

Apenas 3% do noticiário esportivo é voltado para a cobertura de atletas e competições femininas, segundo pesquisa da Women’s Sports Foundation.
 
No Brasil, um levantamento feito pela Gênero e Número analisou pouco mais de 24 horas da programação esportiva e mostrou que apenas 12% desse tempo, um total de 2 horas e 55 minutos, foi dedicado às atletas mulheres.
 
Em outra pesquisa sobre a cobertura jornalística no esporte, o Monitoramento Global de Mídia avaliou 18 mil notícias esportivas publicadas em 23 países, incluindo o Brasil, e mostrou que 85% das matérias eram sobre atletas e modalidades masculinas.
 
Tudo isso nos leva ao questionamento: qual o lugar da mulher na imprensa quando se trata de esporte?
 
 
Basta um pouco de atenção à cobertura jornalística de esporte para ver que esse lugar é bem claro e demarcado: é o da ausência e invisibilização.
 
O maior torneio futebolístico do mundo, por exemplo, conhecido como Copa do Mundo, na verdade tem nome e sobrenome: Copa do Mundo de Futebol Masculino.
 
Mas o futebol como esporte masculino é tão normalizado que não há espaço para as mulheres futebolistas senão o da exceção. E isso se replica em todo o mundo do esporte.
 
O resultado é uma cobertura jornalística na qual mulheres disputam manchetes com matérias que destacam seus atributos físicos, sexualizam seus corpos e abordam temas que fogem às questões esportivas, caindo no âmbito da vida pessoal das atletas, como rotina de beleza, dieta e maternidade. Conteúdos que reforçam estereótipos e desvalorizam o esporte feminino. De atletas se tornam meras musas.
 
Para ajudar a pensar e combater esse problema, lançamos a Parte VII do MINIMANUAL DO JORNALISMO HUMANIZADO: JORNALISMO ESPORTIVO, um guia de bolso, para jornalistas, redatores, blogueiros, veículos de comunicação e produtores de conteúdo. Baixe o conteúdo completo do MINIMANUAL DO JORNALIMOS HUMANIZADO: JORNALISMO ESPORTIVO.
 
Dividido em oito partes, o minimanual pretende fornecer aos profissionais de comunicação ferramentas básicas para uma redação limpa de sexismo, que não objetifique as atletas e livre de comentários e abordagens machistas, apontando erros de abordagem básicos cometidos na cobertura sobre a mulher no esporte. Traz ainda uma lista de boas práticas para o jornalismo esportivo.
 
A Parte VII do Minimanual do Jornalismo Humanizado abre o nosso especial Olga Esporte Clube que, durante toda a Copa de Futebol Masculino 2018, terá conteúdos sobre mulheres no esporte.
 
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