Violência de gênero na internet: é tarde demais para nos calar!

by Think Olga

- Lola Aronovich sob ataques de machistas
- SXSW cancela painel sobre violência contra a mulher no mundo dos games após receber ameaças com as quais as vítimas já estão mais que acostumadas, e volta atrás somente após perder patrocínios e ameaças de boicote
- O perfil da Stephanie Ribeiro foi derrubado após ela denunciar racismo e machismo no Facebook
- Maria Júlia Coutinho e Taís Araújo são vítimas de ataques racistas
- As páginas da Jout Jout e Feminismo Sem Demagogia estão fora do ar...
Mas é tarde demais para nos calar! :) A violência contra mulheres na internet atingiu um novo auge nos últimos tempos. Talvez como resposta aos avanços cada vez mais rápidos do feminismo em diversos espaços e do incômodo que a sua presença e fortalecimento causam. Em menos de uma semana, a hashtag #PrimeiroAssedio foi replicada 82 mil vezes em resposta à comentários machistas e pedófilos. A violência contra a mulher foi tema no principal exame de acesso à universidade no país. O Google (!) compartilhou o vídeo da Jout Jout sobre a cultura do estupro. A frase "machistas não passarão" nunca fez tanto sentindo quanto agora: campanhas publicitárias, músicas e outros produtos midiáticos que desrespeitam as mulheres são rapidamente rechaçados (leia-se "Esqueci o não em casa" da Skol, Homens Risqué, chamar cólica de mimimi, aquela música "Vou colocar na internet" etc). Na internet (e fora dela), temos força, temos voz, mas também temos inimigos da nossa liberdade. Há anos a Lola recebe ameaças e é perseguida por sua militância na internet. Os haters divulgam seu endereço, ligam para sua casa e essa briga já foi parar na justiça diversas vezes. Tudo porque ela é mulher e tem uma opinião. #ForçaLola! Estamos com você e NÃO VAMOS NOS CALAR diante do que está acontecendo. Sabemos que medidas legais já foram tomadas e registramos aqui nosso repúdio aos ataques e aproveitamos para divulgar seu único endereço na web mais uma vez: http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br Se você também está sendo vítima de ataques virtuais, confira nosso FAQ sobre o que fazer quando isso acontece. Outros textos sobre o assunto:
A internet odeia as mulheres e ninguém vê problema nisso "Estou irritada porque esperam que eu aceite assédio virtual como preço por ser uma mulher de opinião" - Anita Sarkeesian, diretora executiva do Feminist Frequency e uma das principais vozes contra a violência online contra mulheres no mundo. Nós também, Anita, nós também. Mas prometemos solenemente NUNCA compactuar com isso.
12185041_698617130273811_656619758520936850_o