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PARTE I: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O papel dos veículos de comunicação é fundamental na construção da cultura de um país. O jornalismo, em especial, por sua posição de confiança e virtude informativa, é capaz de legitimar discursos e práticas concomitantemente à transmissão de notícias. É por essa capacidade que salientamos a importância de um jornalismo livre de preconceitos, ainda que aqueles que estão por trás dos furos não o sejam.

Este manual pretende fornecer aos profissionais de comunicação ferramentas básicas para uma redação limpa de sexismo, racismo, homofobia e transfobia, apontando erros de abordagem básicos cometidos na cobertura de crimes de gênero – não apenas pelo dever moral do tratamento humanizado para todos os envolvidos, mas também para que o jornalismo não colabore com a perpetuação de discursos de ódio.

ABORDAGEM DE ESTUPRO

Segundo a lei, é estupro “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.” Caso a vítima tenha entre 14 e 18 anos, a pena é mais severa – abaixo disso, qualquer conjunção carnal é considerada estupro de vulnerável, independente do consentimento da vítima.

O estupro é um dos crimes mais subnotificados, por várias razões. A primeira delas é que, em uma sociedade patriarcal e machista como a brasileira, ao revelar que sofreram essa violência, as mulheres, maioria entre as vítimas de estupro no país (89%, segundo o Ipea), têm grandes chances de ser culpabilizadas pelo fato – sendo que o único responsável pelo crime é o estuprador.

As que têm coragem e força para fazer uma denúncia formal, encontram um poder público tecnicamente ineficaz para lidar com esse tipo de crime, seja por barreiras técnicas (falta de recursos) ou ideológicas (o machismo daqueles que estão realizando o atendimento). Apesar de apresentar mais uma barreira para que a denúncia seja realizada, diminuindo o número de crimes notificados, as denúncias que seguem adiante também não representam grandes chances de vitória para as vítimas.

No Rio de Janeiro, um estado que, entre janeiro e abril de 2016, registrou 13 estupros por dia,   somente 6% dos acusados de estupro foram a julgamento em 2015, segundo dados obtidos pela revista Época. Em São Paulo, o número sobre para 10,9% – ainda baixíssimo e desanimador para quem viveu essa dor e deseja buscar justiça.  

Esses são dados que mostram como o machismo ajuda a tornar o estupro um crime de impunidade quase certa. Se os meios de comunicação colaboram na atenuação de sua reportagem, eles ajudam a alimentar essa realidade. As mudanças aqui sugeridas podem parecer sutis, mas na verdade são cruciais para que esse crime seja descrito noticiosamente de forma mais humana e justa com as vítimas.

 

1 – Não romantizar o ato

G1 - Condenado a 54 anos por estupro faz coletiva e se diz vítima de 'inveja' - notícias em Acre - Google Chrome_2

RJ declaração de amor de aluna à professora indigna mãe - Google Chrome

Quando se tratar de uma notícia sobre estupro, jamais usar o termo “encontros amorosos”. Podem ser encontros, mas não há nada de amoroso em estuprar uma pessoa. São encontros criminosos. Esse é um padrão observável especialmente em notícias referentes à pedofilia, quando os abusos acontecem repetidas vezes, e os encontros são assim denominados. 

 

2 – Estupro NÃO É sexo

Padrasto preso na Serra acusado de obrigar enteada a fazer sexo Folha Vitória - Google Chrome

Estupro não é sexo. Sexo é consensual. “Suavizar” este fato, substituindo estupro por “obrigou a fazer sexo” ou usar o mesmo termo de uma prática consensual, como sexo oral, é diminuir a gravidade do crime. Não é sexo para a vítima. 

 

oito anos

cinco anos

Estupro não é sexo. Sexo oral implica consentimento das duas partes – e meninas de 8 anos e 5 anos, segundo a lei, são incapazes de consentir. Logo, é estupro. 

relação sexual

Ainda que nessa notícia o acusado esteja negando o crime, em nenhum momento a vítima acusou-o de manter relação sexual com ela, mas de tê-la estuprado. Ou seja: é impossível negar uma relação sexual, mas sim um estupro. Usar o termo do acusado é dar à sua versão mais validade que a da vítima – sendo que o crime que está sendo investigado é o de estupro.

Cinco homens são presos por pedofilia em Jacarezinho - Google Chrome

Relações sexuais entre homens e vítimas de 9 a 14 anos não são sexo: são estupros de vulneráveis.

Onda de ataques a mulheres tem assustado população em cidade no interior de Minas Gerais - Google Chrome

Forçar o pênis contra a boca de uma mulher já configura estupro. “Consumou o estupro” provavelmente refere-se à penetração vaginal, mas ainda que esta não tivesse acontecido, o crime já estaria consumado.

Bons exemplos:

Cuiabá garçom é condenado a 54 anos de prisão por estupro de vulnerável - Só Notícias - Google Chrome

ovem é vítima de estupro, cárcere privado e assalto em casa no ES - notícias em Espírito Santo - Google Chrome

Marido é condenado a 9 anos de prisão por estuprar a própria mulher - Notícias - Cotidiano - Google Chrome

 

 

3 – Não desmerecer a vítima

Vítima de estupro por 33 homens, garota tem vida exposta na internet - Jornal do Commercio - Google Chrome

Partindo-se do princípio de que um estupro é uma conjunção carnal involuntária, somente o criminoso pode ser responsabilizado pelo ato. Para proteger a vítima, deve-se abster da divulgação de informações sobre a sua vida pregressa, em geral expostas para desmerecer sua conduta e, de alguma forma, colocar sobre ela algum merecimento sobre o que aconteceu.

 

ABORDAGEM DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FEMINICÍDIO

50,3% dos homicídios de mulheres registrados em 2013 foram cometidos por familiares ou ex-parceiros – quatro em cada sete foram cometidos por pessoas que tiveram ou tinham um relacionamento afetivo com a vítima.

Nos dez primeiros meses de 2015, 86% dos relatos de violência obtidos pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, correspondiam a situações de violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Tanto os feminicídios quanto as ocorrências de violência contra a mulher são crimes de gênero e assim devem ser tratados nas abordagens jornalísticas, com a sobriedade necessária e sem romantizar o fato.

 

1 – NÃO ROMANTIZAR OS AGRESSORES E O CRIME

Essa é a principal falha nas matérias jornalísticas que abordam tanto violência doméstica quanto feminicídios. Se por um lado as vítimas de estupro têm sua conduta posta à prova na busca machista por razões que a responsabilizariam pelo crime, agressores e assassinos de mulheres têm o seu passado revirado em busca de bons antecedentes que revelem sua violência como um traço de loucura. O fato é que sua notoriedade se dá pelo crime que cometeram. Por isso, é preciso ter cautela para não minimizar a gravidade dos seus atos.

 

Rodrigo de Pádua docinhos, timidez e os segredos de um caderno VEJA São Paulo - Google Chrome

 

Amor que mata - DM.com.br - Google Chrome

A Lei do Feminicídio existe justamente para mostrar que o assassinato de parceiras é um crime de gênero. Colocar o amor como o motivo de um assassinato é corroborar a mensagem de que essa violência é um fim esperado para esse sentimento. Agressões, ameaças, surras e assassinatos não são gestos de amor.

 

Por ciúmes, homem mata mulher e filho a facadas - Fotos - R7 Cidades - Google Chrome

Sugestão: Homem mata mulher e filho a facadas. Não são ciúmes: é o entendimento machista de que a mulher, sua vida e seu corpo, são de propriedade do homem.

 

2 – NÃO JULGAR AS VÍTIMAS POR SEU COMPORTAMENTO APÓS O CRIME

'Ela voltou na comunidade. Ainda ficou de safadeza', diz suspeito de envolvimento em estupro coletivo - Jornal O Globo - Google Ch

Amber Heard aparece sorridente ao lado de amiga após reunião com advogados  E! Online Brasil - Google Chrome

G1 - 'É armação', diz advogado de delegado suspeito de abusar da neta - notícias em Sorocaba e Jundiaí - Google Chrome

Não importa o que a vítima fez antes ou depois do crime. Se decidiu perdoar o agressor ou se quis ir à uma festa: nada disso anula o que ela sofreu. As mulheres que decidem denunciar a violência que sofreram são colocadas sob um holofote e todos os seus passos são acompanhados na busca de sinais que provem que a sua versão dos fatos é uma mentira. Mas não existe protocolo em relação ao comportamento de uma mulher após sofrer uma violência. A ideia de que ela obrigatoriamente deve agir de maneira triste ou deprimida é, mais uma vez, colocar o foco sobre ela, minimizar a violência sofrida e atenuar a gravidade da agressão.

 

BOAS PRÁTICAS

  • Não ter medo de usar a palavra estupro. Quando a especificação do abuso sexual for absolutamente necessária, utilizar os termos estupro anal, estupro oral e estupro vaginal, abolindo a associação dessas práticas com o sexo consensual via ânus, boca ou vagina. Jovem é estuprada em lote vago na Rua Tomaz de Aquino no bairro Caramuru - Patos Agora - A notícia no seu tempo - Google ChromeCaso o ato seja masturbatório, sempre ressaltar que o ato foi forçado, como no exemplo:
    Bill Cosby admite ter abusado sexualmente de duas adolescentes Viver Diario de Pernambuco - Google Chrome
  • Vale lembrar que o Brasil é signatário da OEA e acolheu em seu sistema jurídico a “Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher – Convenção de Belém”, a qual assume como estupro qualquer ato que cause dano. Em outras palavras, não apenas a conjunção carnal é considerada estupro, mas também o ato de enfiar objetos no ânus, na boca ou na vagina da vítima – o que, ainda que não seja previsto pelo Código Penal, também é considerado estupro por sermos signatários. No Reino Unido, o Sex Acts Offenses prevê esse tipo de violação desde 2013 (Obrigada pela informação, Ivy!).
  • Chame feminicídio pelo nome:
    Homem é preso em flagrante por estupro e tentativa de feminicídio em MS Midiamax - Google Chrome
  • Quando for cabível, divulgar, na matéria, informações de apoio à vitimas e parentes de vítimas de crimes correlatos (como, por exemplo, o Disque 180 da Lei Maria da Penha), para ajudar a disseminar a informação de onde e como buscar ajuda caso alguém se encontre em situação parecida.
  • Aproveitar o espaço para trazer mais informações sobre violência contra a mulher. Uma excelente fonte de informações e especialistas para comentar as notícias é o Dossiê Violência contra as Mulheres, da Agência Patrícia Galvão. Exemplo:G1 - Preso homem acusado de matar a companheira grávida, em Baião - notícias em Pará - Google Chrome

Arte: Jack Vettriano

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entreviste uma mulher
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entreviste uma mulher

Seja de direita ou de esquerda, você hoje encontra milhares de colunistas, fontes e colaboradores em jornais, revistas, TV e internet para ajudar você a entender o mundo e formar a própria opinião. 
Existem vários grupos de minorias, no entanto, que têm relativamente poucos representantes. Um deles são as mulheres. Em 2013, a Universidade de Nevada pesquisou 352 matérias de primeira página do jornal The New York Times e viu que, dentre os entrevistados, 65% eram homens e apenas 19% eram mulheres (17% se referiam a fontes institucionais). No Brasil, a Superinteressante abordou o tema em 2010 e revelou que apenas 25% das fontes eram mulheres.

 

No jornalismo, essa ausência de fala feminina traz muitos problemas para a sociedade e para a democracia. O debate em assuntos de interesse especial às mulheres — como o aborto, por exemplo — ficam empobrecidos ou enviesados. Basta ver a reação recente à questão do assédio sexual em locais públicos: homens no spotlight da mídia se davam ao direito de opinar também sobre a dor que as mulheres sofriam, porque estão acostumados a ser os únicos a opinar sobre tudo. É necessário que a mídia busque a diversidade, incluindo as mais diferentes perspectivas e pontos de vista, para criar reportagens e análises mais ricas e complexas. E isso não será atingido se as opiniões de metade da população não forem levadas em conta.

 

Há vários motivos para essa baixa presença feminina nas notícias. Faltam mulheres em algumas áreas (como as engenharias, por exemplo). Há também um gap de gênero em posições de liderança:  sejam colunistas, blogueirosCEOs e diretores de empresas, ainda há um enorme território a ser conquistado pelas mulheres. Mas, apesar desses desequilíbrios de gênero existirem, sim, não precisamos perpetuá-los.

 

Queremos ajudar a mudar esse cenário. E, para isso, estamos lançando o projeto Entreviste Uma Mulher, que se propõe a encontrar essas mulheres e conectá-las aos jornalistas.

 

Publicamos aqui um documento com os contatos de mulheres inspiradoras, com trabalhos relevantes em suas áreas, que podem ser fontes em matérias, auxiliar em pesquisas, participar de debates e palestras. Atenção: não estamos dizendo que homens não devem ser entrevistados, nem que só as mulheres têm a palavra final sobre os assuntos a serem discutidos. O que propomos aqui aos responsáveis pelos veículos de comunicação é que prezem pela a diversidade ao elaborar suas pautas.

 

Quer procurar uma fonte?
Editores, repórteres, produtores de TV e promotores de eventos podem procurar um profissional que se encaixa em sua pauta — disponibilizamos uma mini biografia e suas áreas de conhecimento — e entrar em contato diretamente com as participantes. O documento está organizado em ordem alfabética. Então sugerimos que realize a procura (ctrl + F) por uma palavra-chave.Aceitar ou não o convite fica a cargo delas, claro.

 

Quer ser uma fonte?

Qualquer mulher pode fazer parte do projeto.

Confira abaixo o passo-a-passo dos dados que precisam ser fornecidos, separadamente, antes do seu perfil ir ao ar:
Mini Bio
Ela deve ser curta, objetiva e informativa. Escreva em terceira pessoa e de maneira formal Pedimos que não ultrapasse 4 linhas.
Áreas de expertise
Elenque os assuntos que você poderia abordar numa entrevista em formato de palavra-chave. Use termos amplos, assim como específicos. Como não separamos os perfis por área, é provável que seja por essas palavras que os jornalistas e comunicadores chegarão até você. Vale a pena caprichar!
Exemplo: “história da arte, modernismo, pintura, aquarela, curadoria de museu”
Contato
Publicamos site, portfólio, emails e telefones. Não se esqueça de nos enviar o DDD ou DDI.
Cidade
Nomeie a(s) cidade(s) onde você pode ser encontrado, caso o jornalista deseje realizar uma entrevista pessoalmente.
Exemplos do seu trabalho
Essa é apenas uma forma de nos assegurarmos de que você existe de verdade e evitar perfis fakes 🙂 Pode ser um portfólio, o site da sua empresa, textos acadêmicos…/

 

 

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 Imagem: Leah Goren
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olga jornalismo

olga jornalismo

Em 1960, a jornalista e escritora americana Kay Mills foi procurar emprego no jornal Chicago Daily News. A resposta: ela não seria contratada porque já tinha quatro mulheres na redação. “Acredite: esse era um número alto para aquela época. Mas eu tenho quase certeza que palavras semelhantes nunca foram ditas a qualquer homem.” , escreveu Kay em artigo ao Nieman Reports. “Fiquei pensando no quanto as mulheres progrediram desde então.”

No entanto, sei que Kay, falecida em 2011, balançaria a cabeça em reprovação se visse a nova capa da Port. A proposta era mostrar quais jornalistas, no mundo da internet e da rápida circulação de notícias, estão fortalecendo o jornalismo em papel rumo a uma nova “era de ouro”. “Acreditamos que era hora de defender o impresso e colocamos na capa alguns editores que admiramos”, diz a carta ao leitor. E não é que todos os escolhidos são homens?

Ainda que se considere que é uma revista masculina, várias publicações estranharam a “coincidência”. Até Slate, que já teve suas derrapadas machistas aqui e ali, não deixou barato: “A escolha desses homens brancos, que representam publicações tradicionais, sugere que a Port tem uma compreensão extraordinariamente conservadora do que constitui os novos anos dourados.” Outras críticas semelhantes foram feitas por sites como The Atlantic, New Republic e Jezebel. Em sua defesa, Dan Crowe, diretor de redação da Port, disse que a capa teria sim uma mulher – Anna Wintour, da Vogue – mas ela recusou o convite. “É uma pena que não haja, por exemplo, um editor homossexual ou uma mulher negra na capa, mas infelizmente essas revistas não têm editores assim.”

Então vamos esquentar a discussão: não faltam mulheres mostrando novos caminhos para o jornalismo impresso. E a prova é essa pequena seleção que fizemos para você aí abaixo.

 

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Janice Min, The Hollywood Reporter

Ela já havia se mostrado um trator quando assumiu a direção da US Weekly em 2003 e conseguiu dobrar a circulação nos seis anos em que ocupou o cargo. Foi para o The Hollywood Reporter, uma revista sobre celebridades, onde equilibrou a divisão entre notícias online e impressas. Jogou as notícias quentes para o site, e transformou a revista em um centro de análise de como Hollywood funciona. Trata desde temas jurídicos até o passo-a-passo da criação de um programa de TV. Em poucas semanas, Janice conseguiu aumentar em 50% o valor dos anúncios da revista. Talvez fofoca de celebridade não tenha o poder de mudar o mundo como uma matéria de saúde ou pobreza da New York Times, mas ela pode salvar o papel. Leia mais.

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Katie Grand, Love Magazine

Foi a criadora da revista de moda LOVE e já fez barulho logo no começo: a primeira edição foi a revista que vendeu mais rápido na história da Condé Nast britânica, a maior editora de revistas do Reino Unido. E logo no primeiro ano, a revista deu lucro – casos raro no mercado empreendedor. O Wall Street Journal, respeitado jornal sobre economia, chamou Katie de “o coração pulsante da moda”. Leia mais.

olga jo

Jo Walker, Frankie Magazine

A Frankie é uma revista feminina diferente: nada de temas como dietas, beleza e orgasmos. No lugar, entram temas como design, artesanatos, livros, música, comida e fotografia. Sua força também vem das mídias sociais. Enquanto algumas revistas tinham medo de jogar seu conteúdo nas redes, Frankie criou uma comunidade fiel online que vai às bancas para comprá-la. Deu certo. Em 2012, enquanto as vendas de grandes revistas como Cosmopolitan e Marie Claire despencavam, a Frankie foi uma das três únicas revistas australianas que conseguiram aumentar a circulação.  Leia mais.

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Tavi Gevinson, Rookie Mag

Aos 16 anos, criou uma revista online com uma nova voz – mais real, pé no chão – para conversar com adolescentes. Todo ano, Tavi lançará uma grande edição dos melhores artigos do site, com novo design, papel de qualidade, capa dura… Uma revista por ano parece pouco? Pode ser. Mas dá para imaginar quem mais conseguiria, com tamanha maestria, fazer adolescentes largaram das mídias sociais para comprar revista em papel que mais se parece com um livro? Leia mais.

olga jill

Jill Abramson, NY Times

Saindo um pouco da área de revista: Jill foi a primeira editora executiva do NY Times em 160 anos de existência do jornal. Ela foi a responsável pelo sucesso do modelo poroso do online (aquele que libera uma quantidade fixa de matérias por mês e cobra pela liberação das outras). Reformulou o site do jornal de forma a trazer conteúdo com a mesma qualidade do impresso (além de infográficos e galerias de fotos que se tornaram referência na web). Hoje, o NY Times tem 650 mil assinantes para o online. “Só vale a pena você ser a primeira mulher a fazer alguma coisa se, quando você deixar seu cargo, existirem outras, de preferência muitas, candidatas plausíveis para ser a segunda”, disse em entrevista ao Daily Beast. Leia mais.

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