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CHEGA DE FIU FIU é uma campanha contra o assédio sexual.

No texto “Não me chame de gostosa”, a apresentadora da Mix Tv Marina Santa Helena falou à OLGA sobre assédio sexual, problema vivenciado por 90% das mulheres. O tema é bastante delicado, mas assim que Marina teve a coragem de trazê-lo à tona, outras mulheres dividiram suas histórias. Muitas são agredidas fisicamente, choram, sentem medo de andar nas ruas, convivem com traumas por anos.

Homens também deram seus testemunhos. O leitor Clayton, por exemplo, contou o seguinte episódio: “Outro dia parei o carro e buzinei para minha esposa. Ela não reconheceu o carro e saiu andando rápido, desesperada. A rua estava escura e ela achou que seria atacada. Precisei sair correndo atrás dela para explicar que estava tudo bem. Quando ela percebeu que não estava em perigo, me abraçou e quase desmaiou. Estava sem fôlego.”

No entanto, os relatos tristes não sensibilizaram todos. Algumas pessoas, ofendidas, tiveram reações injustas e cruéis. “Mal-amada”, “mal-comida”, “ande de burca”, “nem é tão gostosa assim para tanto chororô”, “bando de frescas”, “chamo de gostosa mesmo, não tô nem aí para vocês” foram algumas dos comentários que o post da Marina recebeu. Teve aqueles que afirmaram que “o mundo está muito chato, não se pode nem mais dar cantadas”. Hm, e o “mundo chato” das mulheres que se acostumam desde cedo a caminhar olhando para o chão? Um deles ousou dizer que queremos “amordaçar os homens”. Realmente, pessoal, não é disso que se tratam nossas exigências.

Quando transformamos em coisa rotineira o fato da mulher não ter espaços privados – nem mesmo serem donas do seu próprio corpo -, incentivamos a violência. E isso NÃO é normal. Vamos reforçar nossa luta contra o assédio, afinal, temos o direito andar na rua sem medo de sermos intimidadas. Para isso, manteremos o debate sobre assédio sexual vivo e frequente na campanha CHEGA DE FIU FIU. Lá na página, vamos publicar material contra a intimidação. Abaixo, um preview do que está por vir.

Divulgue, espalhe, crie oportunidades de debates… Retome sua voz! Se quiser contribuir com sua história, escreva para olga@thinkolga.com.

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