olga aborto

Sabemos que o aborto é um dos maiores problemas de saúde pública da mulher no Brasil. A estimativa é que, todo ano, um milhão de abortos são realizados no país. Uma em cada cinco mulheres brasileiras vai realizar um aborto até os 40 anos, segundo  estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB), tido como referência pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Boa parte deles na clandestinidade, o que nos leva a uma segunda estimativa: a cada dois dias, uma mulher morre por abortamento mal-sucedido, segundo Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Atenção Integral a Mulheres em Situação de Violência Sexual em São Paulo.

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olga estupro 2

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A presidente Dilma Rousseff aprovou ontem (1º de agosto), sem qualquer veto, a lei que obriga os hospitais do SUS a prestar atendimento às vítimas de violência sexual. O que isso significa? A mulher violentada terá acesso a tratamento que combina auxílio psicológico, coleta de material para a realização do exame de HIV e medicação – entre eles, a pílula do dia seguinte, que deve ser tomada em até 72 horas.

Uma grande conquista para as mulheres, mas motivo de lamentação da Bancada Evangélica da Câmara. Liderados por Marcos Infeliciano, os deputados acreditavam que o trecho da lei que dizia que os hospitais devem prestar serviço de “profilaxia da gravidez” era pura apologia ao aborto. Despreparados que são, não sabem que as vítimas de estupro JÁ têm o direito de interromper a gravidez e o procedimento é garantido pelo SUS.

Precisamos falar de estupro, porque é desconcertante constatar que esses senhores, protegidos por suas religiões, não sabem o que é essa violência e continuam a perpetuar mitos sobre o assunto. Dia 28 de julho, o Padre Joãozinho escreveu no Twitter que estupro era relativo. “Onde está a definição de estupro?”, disse. AQUI, seu Padre, veja se está bom para você:

Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
§ 1o  Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: Pena – reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. § 2o  Se da conduta resulta morte: Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.”

Ontem, magoado com a sanção presidencial da lei que garante atendimento às mulheres violentadas, Infeliciano entulhou seu Twitter com desinformações. O deputado, por exemplo, não acredita que exista sexo sem consentimento dentro do casamento. Pois extra, extra: estupro acontece dentro de casa sim!!! E muitas mulheres podem nem saber ou entender a violência a que estão sendo submetidas, pois políticos como ele disseminam ignorâncias como essa. Estupro – infelizmente – pode acontecer em qualquer lugar, com qualquer pessoa, inclusive homens. O governo e a sociedade, que não foram capazes de consertar a raiz do problema, são responsáveis por, no mínimo, remediar as consequências.

Depois que lançamos a campanha Chega de Fiu Fiu, contra o assédio sexual, recebi diversos depoimentos de mulheres que foram intimidadas nas ruas. Um deles contava uma história que foi além do terrível “ô, gostosa”. A Bruna relatou, em um e-mail dolorido de ler, o estupro que sofreu aos 19 anos. Reproduzo aqui:


Eu morei a minha vida toda em cidade grande. Nunca tinha sido sequer assaltada. Quando, aos 19 anos de idade, eu mudei pra uma cidade pequena pra estudar, eu acreditei piamente no que todos diziam: “aqui não tem crime! Não acontece nada! Pode andar sossegada, bixete, que a taxa de criminalidade é zero!”. Por isso, quando faltou dinheiro pro táxi e eu estava muito cansada pra esperar uma carona, eu não hesitei e resolvi voltar a pé de uma festa. Afinal, cidade pequena de interior… Não há problema algum nisso! Todo mundo faz!

Esse foi o maior erro da minha vida. 

Quando eu estava a dois quarteirões da minha casa, um homem com uma arma se aproximou. Ele estava com o rosto coberto com um pano e só seus olhos apareciam. Ele queria dinheiro e eu não tinha. Na bolsa, uma nota de R$ 2, uma máquina fotográfica e um celular. Eu ofereci, mas ele recusou. Ele queria outra coisa. Ele disse que tinha visto minha calcinha. Fez com que eu ficasse de costas pra ele, olhando para o muro de uma casa. Subiu meu vestido e disse que ia gozar e que depois iria embora.

Eu rezei tanto, mas Deus não me ouviu. Eu queria mais que tudo que um policial passasse ali, que alguém acordasse e fosse na rua. Eu queria morrer. Eu queria tanto que ele me matasse com aquela arma, atirasse e eu jamais teria de suportar aquela dor. Eu pensava nos meus pais e na dor que eles sentiriam caso eu fosse assassinada. Pensava que minha irmã… Mas eu queria morrer!

Não pude reagir porque não queria causar esse sofrimento a minha família. Mas eu rezava pra morrer, já que aquilo estava acontecendo e não ia parar! Esse foi o momento que eu percebi o quanto eu os amo e faria qualquer coisa por eles. Porque se eu achasse que eles superariam isso, eu teria reagido, corrido, morrido.

Nada no mundo vale aquilo, nada! A saúde mental deles pela minha foi a “troca” que eu fiz! Por que Deus não me ouviu? Por quê? Pra quem é ateu ou não-religioso, isso pode não ter importância! Pra mim, teve toda importância do mundo! Eu sempre fui religiosa e eu briguei com Deus nessa hora! Rompi com Ele, na verdade. Hoje, estamos retomando nosso relacionamento, mas não acredito em um mundo sem injustiças mais! Porque eu fui injustiçada! Eu me senti abandona por Deus!

Quando ele “terminou”, ele disse que a culpa era minha, que ele só queria dinheiro, mas que eu era muito gostosa, que ele não resistiu. Ele disse que eu tinha de perdoar ele e apontou a arma na minha cabeça e disse que se eu não dissesse que eu perdoava ele, ele me mataria. Então eu disse “Eu te perdôo!” e fui embora…

Há 7 anos eu tenho um transtorno psiquiátrico que se chama Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Esta é uma condição na qual a pessoa que sofreu um trauma – no meu caso, o estupro – revive aquele momento sempre. Acordo a noite aos prantos sonhando com o momento, com aquele homem nojento. Parece que ouço ele gemendo às custas do meu corpo frágil e impotente contra aquela arma. Sinto o cheiro do suor e de álcool que ele exalava. Sinto o frio da arma na minha cabeça me paralisando.

Tem uma parte de mim que ainda me culpa, que diz que eu não deveria estar naquele lugar, naquela hora, com aquela roupa. Porque o machismo é tão forte que ele comanda a vítima! Mas hoje eu vejo que o único culpado foi ele! Ele que reproduziu esse modelo pronto e estúpido de machismo. Ele não questionou o que ensinaram pra ele! Ele nunca elaborou um pensamento quanto a isso. Ele que me viu como um pedaço de carne e não como uma mulher, que tem sonhos, vontades e desejos! Ele é um criminoso e eu sou a vítima! Isso pode parecer óbvio, mas não é assim que as pessoas em geral vêem.

Eu – infelizmente – não tive a coragem necessária para procurar uma delegacia e me submeter a um exame de corpo de delito. Eu só queria tomar banho e esquecer que tudo aquilo tinha acontecido! A verdade é que se eu pudesse, eu voltaria atrás e não andaria naquele lugar com aquela roupa. Mas a verdade maior ainda é que nós deveríamos poder andar como quisermos e termos segurança pra isso!

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olga aborto

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A luta pelo direito ao aborto é uma prova de resistência. Às vezes, literalmente, como foi o caso da senadora norte-americana Wendy Davis, que fez um discurso de 12 horas a favor do aborto.

No estado do Texas, um projeto de lei que restringe o aborto corre pelo legislativo. A proposta é proibir interrupções da gravidez após 20 semanas. Além disso, exige que médicos que façam o procedimento tenham admissão preferencial em hospitais e que clínicas de aborto ofereçam o mesmo padrão de salas cirúrgicas. A justificativa é a de aumentar a segurança da mulher. Mas, na realidade, com menos doutores e a necessidade de fazer reformas cujo valor bate os 2 milhões de dólares, a consequência mais provável do projeto de lei é o fechamento da maioria das clínicas no estado. “Sim, teremos menos abortos e isso é bom”, disse Bryan Hughes, da Câmera de Representantes.

Se o projeto de lei fosse para votação, a maioria conservadora republicana seria a favor. O governador Rick Perry também havia confirmado que, se chegasse à sua mesa, o assinaria. E o Texas teria a lei mais dura em relação ao aborto em todo os Estados Unidos. Mas a senadora Wendy Davis estava disposta a não deixar isso acontecer.

Na terça-feira, dia 25, ela anunciou no Twitter: “a liderança pode não querer escutar as mulheres, mas eles vão ter que me escutar. Pretendo obstruir a legislação.” A tática política era o seguinte: falar sobre o tema por 13 horas seguidas (das 11h18 às 23h59), de forma a evitar a votação e impedir que o projeto de lei chegasse às mão do governador naquele dia. Se isso acontecesse, o prazo da proposta estouraria. Ela precisaria ser refeita e só poderia ser apresentada de novo daqui a dois anos.

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Mas, para a obstrução ser válida, Wendy não poderia parar de falar, fazer pausas, ir ao banheiro, comer, beber água, sentar e nem mesmo se apoiar. E lá foi ela, de tênis rosa, para o senado estadual. “É mais e mais difícil para uma mulher no Texas fazer o que? Exercer seu direito protegido pela constituição de ter um aborto e tomar a decisão mais difícil da sua vida.”

A senadora recebeu apoio nas mídias sociais. No Twitter, a hashtag #StandWithWendy virou trend. O presidente Barack Obama também tuitou: “algo especial está acontecendo em Austin (Texas) esta noite”.  Cerca de 160 mil pessoas assistiram ao live stream da seção. Wendy aguentou por quase 12 horas. A bancada republicana ainda tentou iniciar a votação, mas foi impedida graças ao público presente que aplaudia e gritava em apoio à senadora. 

A New York Magazine, que a chamou de heroína, fez um pequeno perfil da senadora, relembrando como Wendy “é incrível desde sempre”. Em 2011, ela usou da mesma técnica para obstruir um projeto de lei que tiraria quatro bilhões de dólares das escolas públicas.

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Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas. Um viés humano e sincero nesse momento em que se debate o projeto de lei do nascituro


Minha mãe tinha 18 anos na época em que foi estuprada. Ela não foi a única que sofreu este tipo de violência na família: tenho uma tia que também foi humilhada e estuprada por mais de um homem, mas não teve frutos disso, a não ser o trauma e a vida quebrada.

Somos de uma cidade muito pequena no interior de Santa Catarina. Ela havia saído com minha tia para dançar em uma matinê e, quando voltou para casa, sofreu agressão física muito brutal do avô, que era militar e muito rigído com regras e com relação às filhas saírem de casa. A família era muito grande – eram 5 filhas no total – e havia muita preocupação com relação as filhas ficarem mal faladas.

Estou abrindo isso para mostrar como ignorância só gera ignorância. Meu avô não é má pessoa, mas ele era alcoólatra e muito severo com as meninas.

Minha mãe ficou desesperada depois da surra que tomou e decidiu fugir de casa com minha tia. As duas estavam muito machucadas e vulneráveis e se sentaram desoladas nas escadarias da Catedral no centro da cidade, onde estes dois homens se aproximaram de forma amigável e ofereceram amparo. Elas inocentemente aceitaram e foram passar a noite na casa deles, onde haviam mais homens. Foi quando toda a violência física ocorreu. Minha tia era mais forte e conseguiu fugir, mas minha mãe não conseguiu e foi violentada por mais de um homem. Somos tão parecidas fisicamente que ela mesmo lamenta o fato de nem sequer saber qual deles é meu pai.

Naquela época as coisas não eram bem explicadas – em sua maioria, eram omitidas. Minha mãe não contou a ninguém o ocorrido, pois, além da vergonha, ela ainda se sentia mortificada de medo de que não acreditassem nela. Ela era tão inocente que nem sabia que estava grávida, nem foi atrás de justiça, apenas se fechou. E quando a barriga ficou impossível de disfarçar, ela não pôde mais negar e outra vez passou por mais humilhação. Teve que sair de casa às pressas, pois meu avô queria matá-la. Eu não acho que, para ela, seguir a gravidez foi uma escolha, ela não entendia o que estava acontecendo e só teve essa opção.

Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade. E eu nunca me senti desejada. Minha infância ficou quebrada e minha vida, incompleta. Só soube dessa história quando tinha 11 anos. Até então, ela dizia que meu pai havia morrido num acidente enquanto ela estava grávida, o que eu sempre achei estranho, pois nunca havia visto uma foto ou algum registro de que ele realmente existira.

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Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.

Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade, tivesse uma boa educação e nada me faltasse.

Sempre tive o sentimento de que ela se importava comigo, mas não me amava… E até hoje tenho este sentimento, mas hoje é mais compreensível porque, com o tempo, adquiri maturidade para entender o quanto isso foi danoso e o quanto deve ter sido difícil para ela ter que conviver com o fantasma de um ato bárbaro. É muito difícil lidar com a dor da rejeição, ela nos deixa realmente miseráveis… E mesmo que você tente se agarrar a seu orgulho, esbravejar que está tudo bem e ser indiferente a situação, não tem como: aquilo está ali, é a realidade da sua vida e você precisa aceitar.

Acho que nesse caso é visível que a ignorância gerou tudo isso. Se ela tivesse mais abertura em casa e direito de expressão, mais compreensão da parte dos pais, nada disso teria acontecido.

Não sei se cabe dizer que ela poderia ter escolhido interromper a gravidez, pois acredito que ela nem se quer sabia que isso era possível naquela altura. E também sei que no fundo ela não se arrependeu, porque não fui uma filha ruim e nunca dei trabalho ou fiz algo que pudesse fazer com que ela se arrependesse de eu ter nascido. Pelo contrário, minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim. Quem me criou foram meus avós, minha mãe teve mais um papel de provedora, pois sempre trabalhou muito para garantir que nada me faltasse.
Acho apenas que ela deveria ter se empenhado mais em achar estes bandidos, mas, ao mesmo tempo, acredito que ela estava muito fragilizada naquele momento e não tinha condições de lutar por nada além da nossa sobrevivência. E devo confessar que sou uma pessoa de sorte, pois não tive um pré-natal e nasci muito saudável.

O projeto de lei do nascituro

Acho esse projeto de lei um grande equívoco. Acredito que as mulheres deveriam ter suporte financeiro e emocional do governo para tomarem a decisão que melhor fosse conveniente a elas, especialmente num caso de estupro, em que deveria ser totalmente amparada e ter o direito de escolha de continuar ou interromper a gravidez. Não se trata apenas de receber uma esmola do governo, vai muito além disso…  

A favor do aborto

Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. Eu sei o quanto foi horrível e quantas vezes desejei não ter nascido, pois acredito que a vida da minha mãe teria sido muito melhor se isso não tivesse acontecido. Ela teria tido mais tempo para concluir os estudos, fazer coisas que uma jovem da idade dela faria se não tivesse um filho nos braços. Ela não teria passado pela dor da reprovação, pela humilhação que passou e teria muito mais chance de ter formado uma família e ter um lar ajustado. Demorou muitos anos até que ela conseguisse (eu já era adolescente quando ela conheceu uma pessoa, com qual ela já está há 12 anos e tem outra filha). Ela também acabou de se formar em Direito, aos 47 anos de idade. Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades.

Eu fiquei extremamente sequelada, e não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente. Me sinto extremamente insegura e tenho muita resistência ao assunto. Sempre digo que só terei um filho se algum dia estiver em uma relação estável com alguém que queira muito, que me passe essa segurança.

O que podemos fazer

Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?

Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.

Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.

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