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Entreviste uma mulher

entreviste uma mulher

Seja de direita ou de esquerda, você hoje encontra milhares de colunistas, fontes e colaboradores em jornais, revistas, TV e internet para ajudar você a entender o mundo e formar a própria opinião. 
Existem vários grupos de minorias, no entanto, que têm relativamente poucos representantes. Um deles são as mulheres. Em 2013, a Universidade de Nevada pesquisou 352 matérias de primeira página do jornal The New York Times e viu que, dentre os entrevistados, 65% eram homens e apenas 19% eram mulheres (17% se referiam a fontes institucionais). No Brasil, a Superinteressante abordou o tema em 2010 e revelou que apenas 25% das fontes eram mulheres.

 

No jornalismo, essa ausência de fala feminina traz muitos problemas para a sociedade e para a democracia. O debate em assuntos de interesse especial às mulheres — como o aborto, por exemplo — ficam empobrecidos ou enviesados. Basta ver a reação recente à questão do assédio sexual em locais públicos: homens no spotlight da mídia se davam ao direito de opinar também sobre a dor que as mulheres sofriam, porque estão acostumados a ser os únicos a opinar sobre tudo. É necessário que a mídia busque a diversidade, incluindo as mais diferentes perspectivas e pontos de vista, para criar reportagens e análises mais ricas e complexas. E isso não será atingido se as opiniões de metade da população não forem levadas em conta.

 

Há vários motivos para essa baixa presença feminina nas notícias. Faltam mulheres em algumas áreas (como as engenharias, por exemplo). Há também um gap de gênero em posições de liderança:  sejam colunistas, blogueirosCEOs e diretores de empresas, ainda há um enorme território a ser conquistado pelas mulheres. Mas, apesar desses desequilíbrios de gênero existirem, sim, não precisamos perpetuá-los.

 

Queremos ajudar a mudar esse cenário. E, para isso, estamos lançando o projeto Entreviste Uma Mulher, que se propõe a encontrar essas mulheres e conectá-las aos jornalistas.

 

Publicamos aqui um documento com os contatos de mulheres inspiradoras, com trabalhos relevantes em suas áreas, que podem ser fontes em matérias, auxiliar em pesquisas, participar de debates e palestras. Atenção: não estamos dizendo que homens não devem ser entrevistados, nem que só as mulheres têm a palavra final sobre os assuntos a serem discutidos. O que propomos aqui aos responsáveis pelos veículos de comunicação é que prezem pela a diversidade ao elaborar suas pautas.

 

Quer procurar uma fonte?
Editores, repórteres, produtores de TV e promotores de eventos podem procurar um profissional que se encaixa em sua pauta — disponibilizamos uma mini biografia e suas áreas de conhecimento — e entrar em contato diretamente com as participantes. O documento está organizado em ordem alfabética. Então sugerimos que realize a procura (ctrl + F) por uma palavra-chave.Aceitar ou não o convite fica a cargo delas, claro.

 

Quer ser uma fonte?
Qualquer mulher pode fazer parte do projeto.

Confira abaixo o passo-a-passo dos dados que precisam ser fornecidos, separadamente, antes do seu perfil ir ao ar:
Mini Bio
Ela deve ser curta, objetiva e informativa. Escreva em terceira pessoa e de maneira formal Pedimos que não ultrapasse 4 linhas.
Áreas de expertise
Elenque os assuntos que você poderia abordar numa entrevista em formato de palavra-chave. Use termos amplos, assim como específicos. Como não separamos os perfis por área, é provável que seja por essas palavras que os jornalistas e comunicadores chegarão até você. Vale a pena caprichar!
Exemplo: “história da arte, modernismo, pintura, aquarela, curadoria de museu”
Contato
Publicamos site, portfólio, emails e telefones. Não se esqueça de nos enviar o DDD ou DDI.
Cidade
Nomeie a(s) cidade(s) onde você pode ser encontrado, caso o jornalista deseje realizar uma entrevista pessoalmente.
Exemplos do seu trabalho
Essa é apenas uma forma de nos assegurarmos de que você existe de verdade e evitar perfis fakes :) Pode ser um portfólio, o site da sua empresa, textos acadêmicos…/

 

 

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 Imagem: Leah Goren
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Sobre Think Olga

A OLGA é um projeto feminista criado em abril de 2013 cuja missão é empoderar mulheres por meio da informação.

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