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Chega de Fiu Fiu: resultado da pesquisa

Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente por ser mulher. Mas infelizmente isso é algo que acontece todos os dias. E é um problema invisível. Pouco se discute e quase nada se sabe sobre o tamanho e a natureza do problema. Para tentar entender melhor o assédio sexual em locais públicos, a Olga colocou no ar, em agosto, uma pesquisa elaborada pela jornalista Karin Hueck, como parte da campanha Chega de Fiu Fiu. Contamos com 7762 participantes e 99,6% delas afirmaram que já foram assediadas  – um número tão alto que já dá a ideia da gravidade do problema. Veja abaixo o resultado:

Onde você já recebeu cantadas? (era possível selecionar mais de uma opção)
Na rua  98%
No transporte público  64%
No trabalho  33%
Na balada  77%
Em lugares públicos: parques, shoppings, cinemas  80%

olga onde ja recebeu cantada

Você acha que ouvir cantada é algo legal?
Sim 17%
Não 83%

olga voce acha que ouvir cantada é algo legal

Você já deixou de fazer alguma coisa (ir a algum lugar, passar na frente de uma obra, sair a pé) com medo do assédio?
Sim 81%
Não 19%

olga voce deixou de fazer algo com medo de assedio

Você já trocou de roupa pensando no lugar que você ia por medo de assédio?
Sim 90%
Não 10%

olga voce ja trocou de roupa por medo de assedio

Você responde aos assédios que ouve na rua?
Sim 27%
Não 73%

olga voce responde ao assedio

Se sim, como?

SeSim

Se não, por quê?

SeNao (1)

Quais cantadas você já ouviu em espaços públicos?  (era possível selecionar mais de uma opção)
Linda  84%
Gostosa  83%
Delícia  78%
Fiu fiu  73%
Princesa  71%
Nossa senhora  64%
Ô lá em casa  62%
Boneca 47%
Vem cá, vem  44%
Te pegava toda  36%
Te chupava toda  36%
Outros  4%

olga voce ja ouviu alguma dessas cantadas

Se você já recebeu cantadas indiscretas no trabalho, de quem foi?  (era possível selecionar mais de uma opção)
De um superior  13%
De um colega  21%
De um cliente  14%
De um funcionário  9%

olga cantada no trabalho

Que tipo de cantada você já ouviu no ambiente de trabalho?

trabalho

Você já foi assediada na balada?
Sim 86%
Não 14%

olga voce ja foi assediada na balada

Já tentaram te agarrar na balada?
Sim 82%
Não 18%

olga ja tentaram te agarrar na balada

Se sim, como?  (era possível selecionar mais de uma opção)
Pelo braço 68%
Pelo cabelo 22%
Pela cintura 57%
Outros 4%

olga corpo agarrar na balada

Já passaram a mão em você?
Sim 85%
Não 15%

olga ja passaram a mao em voce

Se sim, onde?  (era possível selecionar mais de uma opção)
Peitos 17%
Bunda 73%
Cintura 46%
No meio das pernas 14%
Outros 4%

olga ja passaram a mao onde

Você já foi xingada porque disse não às cantadas de alguém?
Sim 68%
Não 32%

olga voce ja foi xingada porque disse nao as cantadas

Se sim, do quê?  (era possível selecionar mais de uma opção)
Metida 45%
Baranga 16%
Gorda 13%
Feia 23%
Mal-comida 25%
Outros 17%

olga xingamentos

Por favor, conte um episódio de cantada que ficou marcado na sua lembrança (alguns exemplos):

  • Um dia saí de casa para buscar fotos que eu havia mandado revelar. Era um dia frio e eu estava bastante agasalhada, nada estava amostra. E mesmo assim, por onde eu passava homens me observavam com olhares maliciosos, comentários baixos de desmerecimento e um deles até chegou a dizer “Ai, se essa buceta estivesse na minha cama”.
  • Em um bota fora da faculdade um menino tentou me agarrar fazendo uma chave de pescoço, enquanto dizia que eu era linda.
  • Em uma balada um menino passou a mão em minha bunda, por baixo da saia.
  • Eu tinha uns 11 anos. Era carnaval, as ruas cheias. Eu era uma criança. Lembro que estava de shorts não muito curto e uma camiseta. Um homem passou a mão em mim e acariciou meu cabelo dizendo: “Fooooofa” mostrando a língua depois.
  • Já estava perto de dobrar a esquina (da rua onde moro), à noite. Um cara vinha na direção contrária a minha. Quando chegou perto de mim, falou baixo: “Quer chupar meu pau?”. Pensei logo q seria estuprada, pq a esquina da minha rua é bem deserta e tal.
  • Eu estava voltando para casa, a pé. A rua estava praticamente vazia no ponto onde me encontrava e ao meu lado, uma motocicleta reduziu a velocidade. O motoqueiro ficou dizendo frases como “sobe aqui e eu te mostro como se trepa”, “meto em você todinha, delícia”. Fiquei constrangida e assustada, decidi ignorar o motoqueiro e ele foi embora sem que eu o olhasse. Tive medo de ser estuprada.
  • Eu tinha dez anos, estava andando de bicicleta e um cara, que veio andando de bicicleta, passou do meu lado e apalpou a minha bunda. Fui para casa chorando, corri falar com os meus pais chorando muito. Eu tinha me sentido invadida, mas não tinha entendido direito o que havia acontecido.
  • Andando na rua as 19 da noite em frente ao shopping Patio Savassi, eu, com 16 anos, ignorei um grupo de homens que me assediaram com palavras e levei um tapa com muita força na bunda. Chorei de dor e humilhação.
  • Ouvi um cara começar a me chamar de gostosa na rua e ignorei. De repente, o cara veio se chegando pro meu lado no ponto de ônibus, com o pau pra fora, batendo uma punheta pra mim, me chamando de gostosa. Entrei no primeiro ônibus que encostou, nem vi para onde ia, só pra fugir do safado. Quando cheguei em casa chorando, minha mãe perguntou o que tinha acontecido. Depois que contei, ela perguntou: “E o que você fez pra provocar o homem, ele não colocou o pau pra fora à toa”. Depois disso, nunca mais contei nenhum episódio de assédio, abuso ou qualquer outra coisa pessoal que aconteceu comigo.
  • Um cara de bicicleta invadiu a calçada na qual eu caminhava tranquilamente, à noite, e passou a mão nos meus seios.
  • Estava num show de rock e alguém enfiou o dedo na minha bunda. Eu tinha 15 anos. Parece até engraçado falar assim, mas foi traumático e doentio.
  • Andava a pé até a academia quando tinha 15 anos. Como, com o tempo, comecei a ficar muito incomodada com as cantadas, olhares, motoqueiros buzinando, acabei decidindo que ia colocar uma calça moletom e camiseta por cima da roupa de academia. Com isso, as cantadas imediatamente pararam, mas eu passava muito calor com 2 roupas, andando na rua em dias de sol.
  • Uma vez um sujeito masturbou-se ao meu lado no ônibus. Fiquei tão em choque que só tive a reação de sair do local desesperada. Não consegui gritar, nem fazer um escândalo.
  •  Era nova, mais ou menos 16 anos, estava passando por uma rua sozinha e me deparei com um grupo de homens torcedores de algum time que não me lembro (estava num bairro próximo a um estágio em Belo Horizonte, num dia de jogo). Eles começaram a me “cantar”, de repente estão passando a mão em mim, pelo menos uns quatro homens me empurrando. E eu desesperada saí andando rápido, tentando me soltar. Foi desesperador… Senti um medo real de me estuprarem coletivamente.
  •  Estava andando despreocupada, com fones de ouvido. Eram 17 horas e a rua estava bem movimentada, inclusive com vário pedestres fazendo caminhada. Um homem de moto diminui a velocidade ao passar por mim e enfiou a mão no meio das minhas pernas, de uma forma totalmente brutal. Fiquei assustada e o xinguei. Demorei uma semana para esquecer a sensação daquela mão no meio das minhas pernas.
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Sobre Think Olga

A OLGA é um projeto feminista criado em abril de 2013 cuja missão é empoderar mulheres por meio da informação.

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1.011 comments on “Chega de Fiu Fiu: resultado da pesquisa

  1. Rachel
    9 de setembro de 2013 at 13:49

    Acabei de ouvir o resultado da pesquisa na rádio Band News. Infelizmente, foi abordada da maneira pela qual lutamos para que não seja… No tom do “é brincadeira”, “faz parte”, “é isso mesmo”… Ainda que tenham reconhecido que muitos são grosseiros e ainda se referiram ao “clássico da padaria do domingo de tarde”. Seguimos na luta!

    • Juliana
      9 de setembro de 2013 at 17:56

      :-( que pena… a mídia poderia ser tão educativa…

  2. Dani
    9 de setembro de 2013 at 14:07

    incrivel como alguns homens se sentem no direito de colocar o pau pra fora e bater uma punheta pública impunemente… Fico pensando no que aconteceria se as mulheres começassem a tocar siririca na rua, no ônibus, etc… acho que nao durariam 5 minutos sem sofrer um estupro.

    • Marcos
      9 de setembro de 2013 at 17:00

      Não faz o menor sentido o que você falou. Claro que o que eles fazem é completamente errado e merecem ser espancados publicamente por isso. Agora, se você quiser “estuprar” ele quando ele fizer isso, tenho certeza que ele ficará feliz!

  3. Andressa Datto
    9 de setembro de 2013 at 14:10

    É absurdo, é muita humilhação ter que ouvir esses grosseirias e ter q ficar quieta, se não a culpa ainda cai em cima de nós.

    • Isa Souza
      9 de setembro de 2013 at 18:58

      estupro, assédio, recusar convite…. a culpa sempre é da mulher –‘

  4. laura
    9 de setembro de 2013 at 14:38

    isso é muito triste gente. será que ninguém entende?

  5. Denise
    9 de setembro de 2013 at 14:40

    Parabéns pela pesquisa e iniciativa! Que a partir dela o assunto tome corpo na mídia e nas rodas de conversa entre homens e mulheres. Isso tem que acabar!

  6. Amanda
    9 de setembro de 2013 at 14:44

    Estava lendo atentamente o gráfico de palavras sobre as respostas das cantadas quando rolei a página e vi o próximo gráfico com a palavra MEDO bem no meio, enorme. Me arrepiei toda.
    Parabéns pela iniciativa.

  7. Frederico Fred
    9 de setembro de 2013 at 14:49

    uma dúvida: como a abordagem saudável é diferenciada do assedio?

    vejam, não estou defendendo um comportamento machista nem o assédio, apenas querendo saber como a pesquisa diferenciou a manifestação saudável de interesse de assedio.

    por exemplo: na instituição de ensino, um homem ou mulher pode ser interessar por um/a colega e convidar a pessoa para sair, que pode recusar ou corresponder ao interesse, sem quaisquer represarias de quem ouvi na negativa. Isso no meu ver é uma manifestação saudável de interesse.

    REALÇO NOVAMENTE, não estou em momento algum defendendo ou fazendo apologia a um comportamento opressor de gênero.

    • Camila
      9 de setembro de 2013 at 15:19

      eu acho que uma ótima forma de demonstrar como é problemático o problema do assédio é já vendo como os caras não sabem diferenciar uma paquera de um assédio :(

      • Alejandra
        9 de setembro de 2013 at 15:59

        Camila, responde o cara. Só falar assim não ajuda nada e fecha a pessoa que quer entender do problema.

        Eu acho que tem, sim, uma confusão. Eu mesma já vi confusão por parte de mulheres entre abordagens ok e assédio. Tem uma tirinha circulando que é um cara chegando “oi, te vi aqui sozinha nesse canto da festa e me perguntei pq isso..” ou qualquer bobagem e a guria “ah, é que eu vim pra peidar”. Ok, é engraçado e não é desrespeitoso com o cara. Mas o ponto é que a abordagem do cara estava sendo colocada no mesmo saco de assédio. E não é. As pessoas confundem, sim. E isso precisa, sim, ser explicitado.

      • Thayná
        9 de setembro de 2013 at 17:32

        A melhor observação de todas…

    • Ceres
      9 de setembro de 2013 at 15:19

      É triste pensar q alguns homens não sabem como abordar de maneira saudável uma mulher. Numa festa, conversar calmamente, começando com um oi, meu nome é fulano por exemplo é algo bem saudável, mas se a mulher demonstrou que não está interessada não há porque insistir. No trabalho, numa instituição de ensino é mais fácil você conhecer a pessoa primeiro e ter um interesse que vai muito mais da personalidade da pessoa do q da aparência, portanto as coisas vem naturalmente, o convite para sair acaba sendo muito mais contextualizado. Os assédios indesejados citados pela pesquisa são os inapropriados. Por exemplo o cara conhece a pessoa, nunca chamou pra sair e já chega falando coisas como “quero de comer” ou então o homem deixa claro seu interesse e a mulher não demonstra ter interesse e este se irrita, faz retaliações etc. Esse tipo de coisa é que é inapropriada… algumas coisas são dificeis de acreditar, como alguém claramente assediar uma colega de trabalho, com quem convive diariamente, mas acontece.

    • André Jota
      9 de setembro de 2013 at 15:35

      Concordo com o Fred: essa pesquisa não está clara, parece ser tendenciosa. Nos gráficos, existem casos que aproximação saudável está no mesmo tópico que assédio. A aproximação no trabalho, por exemplo, não mostra a diferença entre os dois.
      Não concordo com nenhum tipo de assédio, mas esses números parecem ter sido manipulados. Isso é péssimo, principalmente pras mulheres, porque, se vocês tentarem resposta em algum projeto de lei ou tentarem uma divulgação em massa do movimento, o fato pode tirar a credibilidade do estudo!

      • Alejandra
        9 de setembro de 2013 at 15:50

        Pois é, não gostei do fato de não diferenciarem claramente propostas de assédio…Eu quero que o mundo seja mais livre sexualmente, que seja possível abordar alguém na rua sem ser desesperada (para as mulheres) e tarado desrespeitoso (para os homens). Por isso, me parece essencial essa diferenciação.

      • Olívia
        9 de setembro de 2013 at 16:07

        André, você disse que acha que certas abordagens que você viu acima são saudáveis, mas acontece que a opinião da mulher também conta. Eu não curto que um colega com quem eu tenho pouco intimidade já chegue falando que eu sou bonita ou me chamando pra sair, sem ao menos ter tentado perceber se eu demonstrei algum interesse nele, pq sabe, essas coisas muitas vezes são visíveis: olhares, gestos, por mais que a pessoa seja tímida. Você talvez ainda não veja problema nisso, e fale que dizer que eu sou bonita é realmente um elogio, mas eu, como mulher, ainda vejo nisso uma liberdade que os caras tem de “chegar chegando”, e, assim como outras, me sinto extremamente desconfortável. E recusar, inevitavelmente, será visto como grosseria, muitas vezes não vai ser explícitos, mas vão rolar comentários sobre o como você é metida. Mais um motivo para se incomodar com essa abordagem. Ser chamada de bonita? É isso que a sociedade sempre espera das mulheres, então passa a não significar nada, vindo de um estranho, apenas é invasivo. Por que homens não são abordados por estranhos dizendo que eles são bonitos?

      • Tati Vargas (@tatianevargas)
        9 de setembro de 2013 at 16:14

        André, nenhuma abordagem é saudável se for invasiva. Não adianta chegar chamando de linda e de princesa do nada.
        Podem não ser tão ofensivos quanto um “quero chupar tua buceta”, mas não são nem um pouco desejados. Não tem sentido nenhum uma mulher estar caminhando na rua e ouvir uma cantada dessas. Respeitem-nos.

      • Alejandra
        9 de setembro de 2013 at 16:29

        Pois é, eu discordo da Olívia em parte. Não me importo minimamente que um colega me chame para sair na cara dura. Gostaria que fosse permitido socialmente às mulheres fazerem isso. Gostaria que fosse tranquilo demonstrar interesse e desinteresse, de qualquer gênero para qualquer gênero. Eu detesto essa esterilização sexual que se propõe. Agora, claro, em qualquer caso, a pessoa sempre tem que ser educada e não ficar minimamente ressentida se a outra recusar. Esse me parece o ponto principal, e não o fato de poder abordar ou não.

        Ah, sim, outra coisa: o que me parece muito ruins sao aqueles caras que NÃO estão dando em cima de ti, mas só conseguem tratar mulheres como objetos sexuais ou como se estivessem trovando. Que estão sempre galanteando, sabe, mesmo quando tu estás falando de algo sério.

    • Bel
      9 de setembro de 2013 at 16:20

      E você acha que chamar para sair está no mesmo patamar de chamar de gostosa? Em nenhum momento a pesquisa levantou questões sobre “abordagens saudáveis”, apenas abusivas

      • Alejandra
        9 de setembro de 2013 at 16:56

        Ela disse, sim. Tem uma parte gigante dizendo que a cantada recebida no trabalho era “sair comigo”. E tem outras várias partes que só se referem a “cantadas”, o que, pra mim, podem abranger qualquer coisa. Não está claro o critério utilizado.

        Veja bem: eu não estou diminuindo os relatos, nem as cantadas desrespeitosas e violentas. Estou dizendo que é essencial diferenciar e que isso não parece ter sido feito com clareza nessa pesquisa.

    • Juliana
      9 de setembro de 2013 at 17:54

      Oi Fred que bom que fez essa pergunta. Não sei como a pesquisa diferenciou, mas os relatos abaixo dão uma pista…
      Por experiência pessoal, acredito que a paquera dá oportunidade da pessoa aceitar ou rejeitar a abordagem. O assédio não. Quando há a paquera na escola ou no ambiente de trabalho por exemplo a aproximação não é tão invasiva ou desrespeitosa. Normalmente começa a partir de uma conversa normal (que talvez serviria para o inicio de uma amizade qualquer por exemplo). O individuo procura saber se a pessoa é comprometida e se aproxima com permissão clara, para entrar, pra sentar junto, etc.
      O assédio desconsidera o respeito a uma rejeição. Quem assedia pressupõe que o outro deverá gostar e a aceitar qualquer tipo de aproximação, independente de ser o momento adequado, de estar comprometida com outra pessoa. No assedio não importa muito se quem aborda está provocando constrangimento por expor a pessoa ao ridículo ou a humilhação, se está usando de força, do medo de uma possível agressão ou de cargos de chefia para induzir o outro a uma resposta positiva.

  8. Flávio Maurílio
    9 de setembro de 2013 at 14:52

    Interessante é que os “homens” que cantam, se souberem que a Mãe, Mulher ou Filha foi cantada ficam muito nervosos e muitas vezes de tão exaltado com a situação quer brigar. Resquícios de um sistema que privilegiava o masculino.

    • Morgana
      9 de setembro de 2013 at 15:40

      O sistema continua privilegiando o masculino.

  9. ariane
    9 de setembro de 2013 at 14:53

    Triste e eu fico pensando nas abordagens mais sutis que quase pensamos serem normais. Essas abordagens reforçam a ação de homens e mulheres nos ambientes onde dwveriamos nos respeitar. Vejo que a forma.mais comum é velar, velar e velar. Eatou buscando meios, ações também sutis porém pontuais de educar pessoas do convívio mas que demonstram resistência e esta forma tradicional de violar a mulher.

  10. Camila
    9 de setembro de 2013 at 15:17

    Caraca, homem é um bicho nojento, né. Eu desenvolvi uma fobia absurda por homem. Nunca fui estuprada mas já quase fui uma vez. Toda vez que vejo um homem fico perturbada. Sexo pra mim é a coisa mais nojenta do mundo. Tenho nojo e medo de homem. Eles são maus, agressivos e dissimulados. Meu bisavó já falava: onde está o homem, está o perigo.

    • Mateus Talles
      9 de setembro de 2013 at 16:45

      Tá, mas nesse caso ta parecendo que seu bisavô falou do “homem” no geral, no sentido “toda a humanidade”. Existem casos tensos de violencia entre lesbicas, que são mais violentos que a maioria das “agressões heterossexuais”. A questão é que isto não significa nada. O ser humano é um mamífero antes de tudo, e isso significa que onde houver humanos em convivio, haverá sexo e conflitos. O que acontece é que existem idéias deturpadas sobre as mulheres, e sobre qual o comportamento do homem ideal, “macho” de verdade. Este comportamento é estimulado por religiões, ideologias politicas,, músicas, novelas, etc, etc, e até mesmo por outros homens e mulheres, alias, machos e femeas. O que quero dizer é que e´um problema de dimensões socioculturais, e até mesmo economicas se pensarmos que o machismo é algo estrutural do capialismo. É um erro dizer que apenas o homem, o melhor, o macho, biologicamente, é capaz de violência.

  11. carol
    9 de setembro de 2013 at 15:17

    Chorei lendo. Todo mundo tem uma estória parecida. Eu não sei como explicaria pra uma filha de 11 anos porque ela foi abusada, eu não sei como mudar esse problema quando um homem acha que o corpo de uma mulher existe pro prazer dele, e quando outras mulheres corroboram com a idéia. Mas falar sobre o problema é o começo, parabens pela iniciativa.

  12. Christiny
    9 de setembro de 2013 at 15:22

    Quero saber como podemos tomar as necessárias medidas! Isso é caso de saúde pública. Saúde mental ! Sem contar nossos direitos totalmente violados, esse violência implícita, invísivel, vai de contra com o artigo 13 da Declaração Universal de Direitos Humanos – liberdade de circulação. Parece exagero,mas NÃO É! Como mudamos essa realidade? Uma medida educacional,de conscientização, que talvez seus efeitos serão observados apenas nas próximas gerações e nos condenadas a viver desse jeito? Não!

    Eu não tenho a solução, mas expor o problema é um caminho já a se seguir. Talvez o censo do IBGE também poderia incluir no seu questionário essa questão.
    Levar isso para algum órgão de defesa de direitos humanos, instaurar um Comitê Contra o Assédio – como existe um Comitê Nacional para Prevenção e Controle da Tortura no Brasil ( CNPCT ).
    A televisão deveria falar sobre isso massivamente também, pressionar os meios de comunicação a se posicionarem contra isso! Eu não sei como nada, mas não podemos deixar que esses fiquem condicionados apenas a uma página na web.

    Parabéns pelo levantamento e sinceramente espero que esses dados se traduzam numa atitude explícita, podem contar com o meu apoio ativo e participativo! E aguardo posicionamento de outras mulheres também que estejam prontas para lutar pelos seus direitos.

  13. Daniela
    9 de setembro de 2013 at 15:31

    PARABÉNS PELA INICIATIVA. Queria deixar duas sugestões: disponibilizar todos os relatos (as estórias contadas na parte final) dessas milhares de mulheres, na íntegra. E segundo, porque não começar uma campanha nacional, inclusive por parte do poder público? essa pesquisa poderia ser aplicada pela prefeitura. com dados, temos mudanças mas efetivas, inclusive para gerar punições para assédios verbais. na bélgica acabou de sair uma lei sobre isso, após o debate que foi gerado sobre o vídeo (esqueci o nome agora) realizada por uma mulher sobre os assédios verbais por lá. Também podemos conseguir por aqui!

    • Bárbara
      9 de setembro de 2013 at 15:51

      É Femme de la Rue o nome do documentário

  14. Alejandra
    9 de setembro de 2013 at 15:47

    Só vamos diferenciar uma coisa da outra:

    1) cantadas, no sentido de propostas de “acasalamento”, nao são ruins. Eu gosto, sou um ser sexual, acho bom que homens e mulheres possam chegar em pessoas que consideraram atraentes sem serem tachados de tarados. E sempre trato bem quando homens demonstram interesse, ainda quando demonstro que não quero.

    2) cantadas que são ruins são as violentas, as que te dão medo, e as simplesmente desrespeitosas. 90% dessas nem são propostas sérias, são só aquelas “mexidas” que os caras sabem que nunca vai levar a lugar nenhum.

    • Diogo Barioni Abdalla
      9 de setembro de 2013 at 16:06

      Obrigado, era o que eu queria dizer, mas fiquei com medo de ser taxado de machista

    • Mel
      9 de setembro de 2013 at 16:33

      Aí é que tá, Alejandra. Proposta de acasalamento vinda de desconhecido, ou conhecido completamente fora do contexto, é creepy. E ofensiva. Se a pessoa não deu explicitamente liberdade para isso, é constrangedor receber uma proposta dessas.

      • Alejandra
        9 de setembro de 2013 at 16:47

        Eu não acho. Acho que tem maneiras de abordar as pessoas na rua. Acho que tem que ter muito mais cuidado, acho que tem verificar se não está encurralando a pessoa, mas não acho ofensivo, não. Eu já abordei um cara na rua perguntando sobre um decalque na mochila dele (desculpa pra puxar assunto) e o assunto fluiu e eu fiquei com o cara. Não deu mais certo depois, mas acho que as pessoas devem poder fazer isso. Demonstrar interesse não é ofensivo. Invadir o espaço da pessoa é.

        E eu acho que essa diferença tem que ser muito bem explicitada. Acho prejudicial associarmos demonstrações de interesse a violência sexual.

    • Beatriz
      9 de setembro de 2013 at 16:38

      Também acho complicado generalizar. Não tem como ficar sem cantada de homem. As respeitosas, claro. Todos os exemplos dados são de cantadas agressivas, aliás, em maioria, estupros, segundo o novo Código Penal. Agora, a pesquisa incluía convites para sair e isso não menospreza ninguém, se feito da maneira correta.

    • Sarah Dianovsky
      9 de setembro de 2013 at 21:32

      Não consigo aceitar esse tipo de abordagem de certos homens, isso é um afronta tão grande. minha mãe preocupada e sem muitos recursos quando pode me deu de presente um carro, pois na cidade aonde moro tem muitos estupros em ônibus. Sou muito grata até hoje, pois hoje quase não ando na rua , não pego mais ônibus e quase não escuto mais nenhum abordagem dessas. Sei q isso não deveria ser a solução mas me poupou muito constrangimento. A que ponto chegamos?

      • luiza
        9 de setembro de 2013 at 23:03

        Sério? Eu me sinto mil vezes mais insegura em carro do que de ônibus, pelo menos onde vivo.

  15. Patricia
    9 de setembro de 2013 at 15:50

    Pelo menos dois homens babaca nesses comentários que aparecem pra deslegitimar a pesquisa e tirar o foco da violência que as mulheres estão relatando, achando que seu medinho de sua abordagem ser confundida com violência é mais importante do que o que está sendo dito aqui. Se fodam. Na dúvida não abordem ninguém, seus bostas.

    • Alejandra
      9 de setembro de 2013 at 16:03

      Eles não estão tirando o mérito! Um deles repetiu mil vezes que acha absurdo quando é assédio. Tem gente que confunde os dois, sim. E tem gente que acha que chamar de ‘linda” não pode gerar medo e nem ser ofensivo. Não é tão simples.

      Eu sou um ser sexual e tomo a iniciativa para a abordagem. Dizer “ah, então não toma, pq mesmo que tu seja educada a tua sexualidade é NECESSARIAMENTE estupradora” é absurdo. Tem maneiras de ser educado e tranquilo na abordagem, mesmo na rua.

  16. Deborah
    9 de setembro de 2013 at 16:03

    pros homens que estão perguntando como diferenciar cantada de “aproximação saudável”:

    primeiramente, há ambientes e ambientes, situações e situações para se chegar numa pessoa e não é numa abordagem de “oi delícia” que você vai ter credibilidade

    numa balada, por exemplo, ao ouvir “não” geralmente os caras não se conformam e insistem, como se a mulher QUISESSE que ele fizesse isso

    fora que não saímos na rua pra ficar ouvindo o quanto estamos lindas… quando queremos saber esse tipo de coisa, NÓS FAZEMOS COMO QUALQUER OUTRA PESSOA: PERGUNTAMOS! certo?

    então, se você se interessou por uma pessoa na rua, comece pelo “oi, tudo bem? parece meio doido, mas me interessei por você assim, do nada… quer tomar um café?” e se a pessoa disser que não tem interesse, conforme-se!

  17. Natacha Cortêz
    9 de setembro de 2013 at 16:10

    Juliana, tenho acompanhado seu trabalho aqui. Parabéns :) Ele é muito relevante.

  18. Caroline
    9 de setembro de 2013 at 16:17

    Parabéns pela abordagem do assunto. Antigamente ficava calada, mas ultimamente quando se torna repetitiva pelas mesmas pessoas, paro e digo a esse bando de atoa, que vou chamar a policia e declarar assédio sexual! Já fiz isso duas vezes, e acreditem, a solução é imediata!

  19. Bibiana
    9 de setembro de 2013 at 16:22

    É complicado. Tem alguns casos que são absurdos e claramente violentos. Mas tem outros que devem ser debatidos com mais profundidade.

    A primeira coisa que os homens têm que ter em mente é que TODAS as mulheres têm medo de serem estupradas. E quem estupra é homem. Não, o contrário não é verdadeiro (a minoria dos homens estupra, não a maioria). Ou seja, as mulheres, mesmo que sejam heterossexuais e gostem muito de fazer sexo com homens, ao mesmo tempo, tem medo da sexualidade masculina. A sexualidade masculina é agressiva e pode estuprar.

    É uma contradição. Pq as mulheres (hétero, principalmente) querem ser atraentes aos homens e querem fazer sexo com homens. Mas, dependendo das circunstâncias, se o homem se mostrar sexualmente atraído, ele pode dar medo e se mostrar um estuprador em potencial. Queremos ser atraentes, mas não queremos ter medo por causa dessa atração.

    Isso faz com que haja situações cinzentas. Por exemplo, por que motivo chamar alguém de linda seria algo ruim? Só se (1) associamos a sexualidade masculina ao estupro, ou se (2) associamos a atratividade à diminuição como ser humano e transformação em objeto. Isso está errado. No entanto, é o que ocorre. Quando um homem chama “gostosa” para uma mulher na rua, ele sabe que está sendo desrespeitoso, ele odiaria que fizessem o mesmo com sua mãe. Mas não deveria ser assim.

    Para mim, portanto, o furo é muito mais embaixo. É uma relação doente que temos com a sexualidade que tem que ser discutida muito mais a fundo

    • Denise Luz
      9 de setembro de 2013 at 17:42

      Por que motivo chamar alguém de linda seria algo ruim?
      Chamar alguém de linda no ambiente de trabalho, tendo um cargo mais alto, ou numa circunstância em que a mulher não possa expressar uma negativa não tem nada de cinzento, é provocar uma situação abusiva.
      A forma como se fala esse elogio pode também ser extremamente ofensiva, e facilmente esse linda vira feia, babaca, escrota se se depara com uma negativa.

      Fora isso, concordo que temos uma relação muito problemática com a sexualidade, mas grande parte desse problema também advém do machismo que encara o sexo não como uma experiência de prazer, mas como ferramenta de poder.

  20. cristina
    9 de setembro de 2013 at 16:28

    Acho que tem um certo exagero aqui. Quer dizer que o cara não pode insistir se uma mulher demonstrar que não quer? Nem se for respeitoso? te chamar de linda virou algo ofensivo? Nossa… o politicamente correto imperando até no feminismo. Existem casos e casos. Sejamos humanos.

    • Luiza
      9 de setembro de 2013 at 16:37

      É que tem várias variáveis, né.

      Por exemplo, se um professor, um colega de trabalho, um cliente, te chama de “linda”, é ruim. Eu não gosto, pq tira o foco do meu trabalho intelectual e me coloca de novo naquela posição de ser bonita ou não para os homens. Como ocorre quando a imprensa fala da beleza de políticas, delegadas, atletas, etc., e não faz o mesmo com os homens.

      Esse texto é bom para explicar:

      http://blogueirasfeministas.com/2013/03/como-abordar-mulheres-sem-ser-nojento/

    • Josi
      9 de setembro de 2013 at 16:44

      Cristina, você não entendeu é que nenhuma das situações foi respeitosa.

  21. Mel
    9 de setembro de 2013 at 16:28

    Nenhuma cantada é boa. Ponto. Cantada coloca a vítima em uma posição complicada, principalmente porque quem canta acha uma ofensa ser rejeitado. E é muito, mas muito chato ter que ficar dando fora nos outros.

    Nenhuma mulher sã (ou seja, que não precise de validação constante) acha legal ser chamada de gostosa, princesa, cheirosa por um desconhecido ou por alguém com quem não tem intimidade. Não é elogio, é nojento.

    Quer conquistar? Converse, troque idéias, seja encantador. Se apresenta, chega de mansinho, seja uma pessoa legal. Dá supercerto :)

    Quer intimidar, chamar na xinxa, gritar “gostosa” em público pros teus parceiros acharem que tu é homem? Vá se tratar.

  22. Clara Vaz
    9 de setembro de 2013 at 16:40

    É tanta abordagem absurda, sexual agressiva e invasiva que as vezes a gente sim, confunde o saudavel com o agressivo. Já fui cantada diversas vezes de formas que me fizeram até me sentir suja e de formas tranquilas e respeitosas, mas sempre fica aquela paranóia de que o cara ta invadindo demais seu espaço. Não estou defendendo ninguém nesse argumento, mas é algo para se pensar…. Se todos se respeitassem [rs] não haveriam tantos equívocos na hora de interpretar uma aproximação…

  23. Thiago Marinho
    9 de setembro de 2013 at 16:40

    O estudo é muito bom e evidencia algo muito problemático (o que todo mundo meio que já sabe (assim espero): sociedade machista e etc), mas acredito que teria sido interessante ter classificado o que eles estão chamando de assédio e o que não estão, pois a primeira impressão é que tudo faz parte do mesmo barco. Por exemplo: 17% das mulheres gostavam quando receberam cantadas, mas que cantadas são essas? É quando escuta que é “linda” ou quando escuta “te chupava toda”?
    Eu acho que existem limites em qualquer lugar e essa segunda cantada que comentei é totalmente inapropriada (além de machista, claro) segundo meu critério. Mas também dizer que “se ele não sabe diferenciar uma paquera de um assédio”,embora tenhamos um óbvio em questão, é complicado pois então o que vamos dizer as 17% das mulheres que gostam de ouvir (seja lá o que). Elas estão certas ou erradas em gostar seja lá do que elas gostam, segundo as próprias mulheres?
    Embora aqui tenha uma questão óbvia pra mim (e que passa, entre um dos aspectos, por um âmbito educacional e cultural), deve-se tomar cuidado com as classificações. Pq o óbvio para 83% pode ser diferente de 17%. E não é pq tenha mais o menos é que é menos (ou mais) importante.

  24. Diego
    9 de setembro de 2013 at 16:43

    Vejo isso e logo lembro também da grossura das mulheres ao serem aproximadas normalmente para conversar, o que me revolta muito, e me faz não ter simpátia nenhuma por mulheres. Se estão preparadas para serem grossas, estão preparadas para receberem grossuras. Se virem com os tarados.

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 17:33

      Eu, na minha inocência, achei que você ia dizer que finalmente entendeu porque às vezes somos grossas. Mas não, você é só uma criança que acha que pode ter tudo que quer e acha que mulheres estão à sua disposição. Você é um bosta.

      • Diego
        9 de setembro de 2013 at 21:06

        O que há para entender: estou em uma sociedade onde sou OBRIGADO a “assediar” mulheres para ter uma vida SAUDÁVEL, onde todos os aspéctos da minha SAÚDE são satisfeitos, incluindo o lado sexual, que é um dos mais importantes. E sou assediado moralmente ao me aproximar de mulheres afim de ter uma simples conversa. Eu gostaria de dizer que as mulheres tem motivo para serem assim, devido aos homens, mas não tem. Me deem uma vida saudável, que todos merecem, inclusive você, natmarquetti. Ou sofra com homens necessitados e revoltados, que não é o meu caso, prefiro ser assexuado que passar por toda essa bosta que vocês chamam de relacionamento, tenho mais o que fazer da minha vida. Até porque não precisam de mim como homem reprodutor nessa sociedade, essa sociedade é uma piada.

    • Dona coisa
      9 de setembro de 2013 at 21:12

      UPS! mimimi mascu detectado!

      ëu sou tããããão legallll e po, vi uma menina ali na rua sozinha e po, fui la dizer pra ela que era ela linda e ela me olhou como se eu fosse um estuprador… eu não tenho culpa. AGORA se vira porque quando eu vier de novo vou estuprar mesmo. Porque ela MERECE!”

      misoginia, a gente ve, claramente, em você, cara legal

      • Diego
        9 de setembro de 2013 at 22:36

        Eu estou falando de dar “oi tudo bem”, em uma festa, com todas as condições favoráveis que as outras pessoas comentaram aqui. Fui tratado a gritos. Na mesma noite outra moça reagiu muito bem a mesma abordagem, e conversamos bastante. Entenda que desrespeito gera desrespeito. Ignorância gera ignorância. Assim como o meu comentário gerou ignorância aqui, as reações de vocês são só reflexos ao que eu recebi daquela moça. Pensem, todos.

      • Diego
        9 de setembro de 2013 at 23:19

        E outra, ser indiferente não é o mesmo que estuprar alguém… Realizas acusações muito graves sem o mínimo de discernimento. Assim como não ligas para mim. O mundo de hoje é indiferente e ignorante, e todos são responsáveis por criar um mundo melhor.

  25. Juliana
    9 de setembro de 2013 at 16:44

    Pesquisa muito relevante, me enxerguei, infelizmente, em muitas situações sitadas pela pesquisa. Parece que alguns homens não entendem o quanto é triste até mesmo fazer essa pesquisa, saber que essas situações horríveis são reais. Parabéns pela pesquisa!

  26. Josi
    9 de setembro de 2013 at 16:46

    Que mãe é essa dessa menina que julgou que ela tinha feito algo pra aquele demente vir se masturbando na frente dela? Que mundo é esse, gente?

  27. Rick Benetti
    9 de setembro de 2013 at 16:49

    Desculpa mas discordo dessa pesquisa totalmente tendenciosa, afinal chamar uma mulher de bonita é ofensa?

    Já passaram a mão na minha bunda, já me chamaram de um monte de nomes nas ruas (e não sou gay), mas mesmo assim não me incomodo, continuo seguindo minha vida, dar ouvidos significa que a mulher ainda é machista demais pra entender a situação e por isso ofende e chegamos à este ponto.

    Concordo com alguns pontos: trabalho, contato forçado, ofensas, mas não se pode generalizar gente, que mundo vivemos?

    Onde já se viu, as pessoas não tem maturidade pra entender os ambientes e ambientes, é o mesmo que agora eu entrar numa balada gay de bermuda e regata e quererem passar a mão em mim, será a mesma coisa? eu discordo, eu sei que o ambiente é assim, mas nem por isso terei postura medíocre de dizer: passaram a mão em mim e eu não podia fazer nada. Para gente vamos crescer, casos de pedofilia, de assédio no trabalho, de tentativas de estupro são repugnantes, mas assoviar ou chamar uma mulher na rua (existem palavras e palavras) de bonita nunca deveria ser considerado ofensa nem assédio.

    Enfim devo viver num mundo errado não é possível.

    *** já tive casos (considero-os raros e me alegraria ver mais) mulher virar pra trás pra olhar pra homem, afinal seria machismo meu dizer que só os homens podem ou que isso é errado.

    • Renata
      9 de setembro de 2013 at 17:04

      Você é um bosta! Só tenho isso pra te dizer…

    • Jandê
      9 de setembro de 2013 at 17:08

      Rick, não é bem assim. Você diz “já passaram…”, “já me chamaram…”, provavelmente dá pra contar nos dedos a quantidade de vezes que isso acontece com um homem, por mais bonito que seja. Com mulheres é todos os dias. TODOS OS DIAS. A ponto de isso definir com que roupa elas vão sair, por onde vão andar, se vão voltar de carro, ônibus ou metrô. Isso sem falar do tom de ameaça que muitas cantadas tem, por mais “positivas” que sejam as palavras.

      • Rick Benetti
        24 de setembro de 2013 at 15:01

        Jandê, uma coisa que todos temos que aprender e isso eu me incluo também: Aprender a nos respeitar, não importa com que roupa saímos, depende da postura que adotamos quando outros nos veêm, se você se veste de um jeito e fica com vergonha de sair às ruas já começa errado, todos sempre irão olhar, ignorantes sempre irão existir e temos que nos libertar deste grilhões que qualquer palavra é ofença.

        Se alguém me chamar de FDP ou viado na rua eu não dou trela, mas a maioria das pessoas responde e isso só incita mais.

        Pra ganhar respeito tem que se respeitar como é e eu vou continuar olhando pras mulheres na rua sim, pensando e vendo se é bonita ou não pois essa análise faz parte do ser humano é um comparativo que não agride, o que agride sim são os idiotas, mas esses a mulher tem que aprender a ignorar, pois se ela dá trela das duas 1 ou ela se viu numa situação concordou e quer discordar ou ela ainda não se assume como mulher e como ser humano que não se rebaixa com o que falam.

    • Danilo Sanches
      9 de setembro de 2013 at 17:08

      Tu tá bem errado, brou.
      Sem saber o contexto da garota, é uma violência sim se dirigir a ela sem ser convidado, para falar de coisas do SEU interesse.

      • Luiza
        9 de setembro de 2013 at 17:16

        Exato! O interesse é DELE, mas a gente tem que engolir a cantada pra ele “poder se aproximar”.

    • Luiza
      9 de setembro de 2013 at 17:15

      É real, inclusive participei.

      “Agora daí a falar que não se pode fazer um “fiu-fiu” ou chamar a mesma de linda já é um absurdo. Como fazemos para conhecer uma nova mulher? ”

      Deixa eu ver se entendi, você leu que 83% das mulheres NÃO ACHAM LEGAL e acha um absurdo “não poder”? Quer dizer, a sua vontade é o que importa mais? A maioria de nós não gosta. Quando uma mulher está andando na rua pode estar passando por “n” situações, na morte do cachorro, na briga com o namorado, na prova da próxima semana e você vir INVADIR o espaço dela pra dizer algo que ela não perguntou não é legal.

      Estamos dizendo que NÃO GOSTAMOS disso, ora, se duvida pergunta pras suas amigas. Algumas gostam? Sim, mas boa parte não.

      Depois, amigo, quantas mulheres passando na rua você chamou de “linda” e conseguiu ficar?

    • Pamela Escher
      9 de setembro de 2013 at 17:24

      (já repararam que são só os homens que estão reclamando dessa pesquisa?)

      • Alejandra
        9 de setembro de 2013 at 18:03

        Não, tem mulheres reclamando também.

      • Rick Benetti
        24 de setembro de 2013 at 15:10

        Desculpa, mas falei da pesquisa com amigas sim, elas concordam com partes da pesquisa, mas como eu entendem que estamos num ponto onde as palavras ofendem e o velho ditado que é passado de geração em geração e diz: da boca nada me atinge, as palavras ofendem só os que se sentem ofendidos, quem é maduro, maduro sim sabe ignorar, pois não concorda e não precisa se rebaixar.

        Sem mais isso foi minha opinião podem não concordar com isso e todos tem seu direito, mas olhem pra dentro e vejam de onde vem o respeito antes (exceto casos de estupro e agressão física) pois da boca nada deve ser levado em consideração se você não tem intimidade com aquela pessoa.

        Mulheres o corpo é de vocês, não importa se vocês querem sair de calcinha na rua, peladas ou não o corpo é de vocês saibam agir com respeito e não é a roupa é a postura, já vi muita guria nova e mais velha agir como puta e ter respeito e já vi o contrário muitas agirem como lixo humano e reclamar depois.

    • Victor Rosa
      9 de setembro de 2013 at 17:57

      É diferente para as mulheres. E na boa… não existe UMA palavra em todo o vocabulário dita na rua, em cima de uma moto, na frente da construção, na balada, no refeitório ou enquanto ela desce da lotação, que vá agradar uma mulher.
      A questão é que esse é um comportamento imposto. O moleque faz porque viu o pai, o irmão mais velho ou o melhor amigo fazer. E eu não acho essa pesquisa arbitrária ou tendenciosa pelo simples fato de haver uma necessidade dela ter sido feita. Alguém pode vir com a carta do “ah… mas mulher gosta disso. Fica toda irritadinha mas ela gosta de ser elogiada”… na boa, tenho certeza que existam mulheres assim, a gente vê isso por aí… mas garanto que não seja a maioria delas, como a pesquisa aponta. A maioria delas não gosta de ser desrespeitada. E seja lá a palavra que você usar… sim… é um desrespeito. Quer dizer que uma mulher é bonita… diga. Mas diga de verdade. Qual o ponto em dizer em voz alta que uma mulher é gostosa, bonita, deliciosa, se ela vai continuar andando? Seja lá qual for o objetivo… leva-la pra cama ou conhece-la de verdade… falar meia palavra no ouvido dela não vai fazer ela cair de quatro. Então qual é o objetivo de um comportamento tão desnecessário? É pra se provar… cada guria olhando pra trás é um troféu. É pra dizer pra si mesmo que é atraente, que conseguiria transar com aquela garota. É pra mostrar pros amigos que tem coragem de falar qualquer coisa pras mulheres. Não dá pra dizer que é pela simples inocência de deixar a mulher levar um elogio pra casa e se sentir bonita… a gente sabe que a mente masculina, em sua maioria, não é tão altruísta assim.
      E outra… não adianta fazer a comparação de que você já foi assediado por homossexuais, ou até mesmo por mulheres… NÃO É A MESMA COISA. E não, não é machismo dizer isso… machismo é a condição, a atmosfera e a herança cultural que faz isso não ser a mesma coisa. E assédio nem sempre precisa do coito pra ser caracterizado como tal… aquela passadinha de mão na perna da colega de trabalho já é assédio. Aquele flerte estúpido, aquela cantada que ela não pode responder também é assédio, aquela olhada maldosa pras pernas dela…
      Mesmo que eu ou você não façamos as coisas que eu citei aqui, nós não podemos negar que é a realidade. Essas coisas acontecem e não são inofensivas… não é normal. Não podem acontecer…

    • Karen
      9 de setembro de 2013 at 17:59

      Meu jovem, o assunto não é você, a vítima não é você! então pare de tentar amenizar as coisas porque o assunto é sério e grave. Muitas mulheres passam por humilhações e agressões verbais e físicas todos os dias e você considera falta de “maturidade” não saber lidar com isso?! Falta de maturidade é ter medo de ter seu corpo invadido e seu caráter humilhado pelo simples fato de você existir a toda vez que sair na rua? Você não tem a menor empatia por mulher alguma, então finja que entende e que consegue se por no lugar de alguém assim porque não não consegue!

    • Julia
      9 de setembro de 2013 at 18:10

      Quero chamar mulher de bonita, não interessa se a gritante maioria delas sente nada mais que MEDO quando faço isso, se EU digo que não é ofensivo é porque não é e pronto!
      Nojo de você, apenas.

    • Marcus
      9 de setembro de 2013 at 18:16

      Eu acho bizarro quando tem cara aqui que “compara” a cantada que uma mulher recebe na rua com o fato de que “se ele fosse” numa balada gay, alguém passaria a mão na bunda dele e a vida seguiria adiante. É surreal. o cara ainda se faz de coitadinho!

      Caros: quem domina o mundo é HOMEM, BRANCO, HETEROSEXUAL. Qualquer outro ser humano que não se encaixe em nenhuma dessas três características é ou já foi dominado ou sofreu algum preconceito. Sim. PRECONCEITO. Uma moça que caminha na frente de uma obra ou está na balada e recebe um “ô lá em casa” está passando por uma situação ridiculamente preconceituosa. A frasesinha infame significa: ” ô-moça-bonita-gostosa-que-está-disponível-sexualmente-para-o-mundo porque-está-sozinha-na-rua-e-posso-ver-um-pedaço-da-sua-coxa-então-você-é-puta.” Sim. É isso. Por mais que pareça inocente, você está sendo PRECONCEITUOSO.

      Elogio? Elogio é o Car….! Elogiar uma pessoa é dizer uma coisa pra ela, somente pra ela, e não pro mundo inteiro. Você vai dizer pro mundo inteiro se ela quiser e quando ela quiser. A bunda é dela, a buceta é dela, o corpo é dela. Elogiar é ser sutil. É ser educado. É ser homem de verdade.

      PQP. É demais.

    • Sandy Quintans (@sandyquintans)
      9 de setembro de 2013 at 18:36

      Se nós estamos incomodadas com isso e estamos dizendo que não apoiamos esse tipo de comportamento, por que ainda insistem na conversa de que é um exagero? Ou que não é real? Acrescento: a pesquisa diz que 99,6% das entrevistadas já sofrerem algum tipo de assédio, incluindo cantadas. Por que ainda insistem em negar isso?
      Esse “linda” ou “bonita” de que estamos falando não surge em uma conversa entre duas pessoas que se conhecem, como um elogio, e sim no meio da rua, por completos estranhos. É um “linda” que a gente sabe muito bem em qual tom é dito e no que nos causa. E olha, que só estamos falando de um “linda”.
      O pior de tudo, enquanto estamos discutindo se realmente incomoda ou não, tudo poderia ser resolvido apenas com uma coisa: RESPEITO. É tão simples.

      • Rick Benetti
        25 de setembro de 2013 at 01:50

        Concordo Respeito e isso começa com aprender cada um a exigir o respeito de sí próprio, e o mais importante, uma coisa que minha, vó, minha mãe, meu pai e pessoas que estão casadas até hoje sempre me falam: Palavras nunca devem ofender, quando ofender é sinal que levamos as palavras à sério e isso é faltar com respeito à si próprio.

        Desculpem meus comentários polêmicos, minha opinião e corrigindo a pesquisa não está errada e nem furada, ela está certa sim, do ponto de vista proposto.

  28. Suzana
    9 de setembro de 2013 at 16:55

    Esse tipo de assédio (que sofro desde os 8, 9 anos) além de nojento e desrespeitoso, sinaliza um homem que não gosta, não quer de fato se aproximar daquela mulher, conhecê-la, amá-la (kk). Ele quer abusar, agredir, humilhar, vingar-se nela de todas as mulheres, que ele teme, despreza.

  29. Marcos
    9 de setembro de 2013 at 16:58

    Que bosta, em primeiro lugar, não sei nem se a pesquisa e real. Em segundo lugar, assumindo que é real, a chance de ser enviesada é grande primeiro pela forma como são feitas as perguntas e segundo porque quem se da ao trabalho de preencher essa pesquisa é porque provavelmente tem algo contra o tema mesmo.
    Claro que não se deve ter abusos ao conversar com uma mulher e é obrigatório que respeitem seu corpo e seu espaço, agora daí a falar que não se pode fazer um “fiu-fiu” ou chamar a mesma de linda já é um absurdo. Como fazemos para conhecer uma nova mulher? Devemos recitar um parágrafo de “O capital” para ver se assim ela quer falar comigo? Mas aí não estarei sendo preconceituoso achando que ela é socialista? Se eu recitar um poema, como vou saber se aquilo não é abusivo para ela? Enfim, devemos parar as interações entre diferentes sexos, pois qualquer coisa poderá ser vista como abusiva.

    • kim
      9 de setembro de 2013 at 17:13

      show de sensibilidade

    • Indignada
      9 de setembro de 2013 at 17:17

      Ow idiota? Quantas mulheres você já conquistou com esse tão singelo fiu-fiu? Quer conhecer uma mulher? Aborde delicadamente. Não fale nada alto em bom tom no meio da rua pra todo mundo ouvir. Nós não queremos ouvir nada de você, nem um poema, nem um fiu-fiu.

    • Lívia
      9 de setembro de 2013 at 17:20

      meu filho, mulher quando quer ser cantada mostra interesse. se tu precisa agarrar gente na rua, assediar assoviando ou chamando de linda, num abordagem estúpida e nojenta, teu caso tá ruim. RESPEITO, já ouviu falar? e não se limita ao toque, assédio MORAL também é REPULSIVO!

    • Flávia
      9 de setembro de 2013 at 17:26

      Nossa, você tá falando sério?

    • Teca
      9 de setembro de 2013 at 17:41

      Marcos, a pesquisa não trata de paquera e aproximação, e sim de machismo, intimidação, falta de educação, invasão. Ando a pé todos os dias e em absolutamente todos sou obrigada a ouvir comentários, muitas vezes acompanhado de gestos obscenos de completos estranhos. Você é homem e não tem ideia de como é desagradável, como é sentir medo de que o cara dê um passo em sua direção. Só de ler esta pesquisa revivo esta sensação de no mínimo desconforto.

    • Don
      9 de setembro de 2013 at 17:52

      Quer conhecer as pessoas. Converse com elas. É mais simples do que parece QUANDO sabe-se conversar.
      Também acho o corpo da pesquisa tendencioso, mas seu comentário é apenas estúpido.

    • Isa Souza
      9 de setembro de 2013 at 18:29

      quantas mulheres voce conquistou com fiu fiu??? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      chega a ser tosco esse comentário

  30. Alice
    9 de setembro de 2013 at 16:58

    Reblogged this on Sente o drama. and commented:
    Porque se eu falasse disso sozinha, o mais provável é quem lesse logo pensasse “gorda” ou “mal comida”.

    [outro dia eu li, por alto, algo como “moça, não chame outra mulher de puta”. Isso significa que nós mesmas reforçamos o comportamento machista da sociedade, no qual julgamos uma mulher por comportamento/maneira de se vestir, como se isso a desqualificasse ou significasse que ela ~tá pedindo~ algo de ruim acontecer].

  31. jdsalinger
    9 de setembro de 2013 at 16:59

    Um homem que faz uso da corção e intimidação para tratar uma mulher que passa à sua frente como se fosse uma “presa” não merece ser chamado de homem. É apenas um covarde.

  32. brunobelo
    9 de setembro de 2013 at 17:01

    Tristeza. Homens que fazem isso são idiotas, causam muito mais dano do que imaginam. Quem acha que é um “elogio” comete um erro violento. Quem diz “mulher gosta de ser elogiada” não entende a diferença entre um elogio e uma invasão… Triste, vcs queimam o filme de todos os homens.

    • Eneida
      9 de setembro de 2013 at 17:32

      Falou e disse, Bruno

  33. Mariana Fontes Delfino
    9 de setembro de 2013 at 17:02

    linda, gostosa, ô lá em casa, nora que mamãe pediu a deus, delícia, chupa meu pau, quero te comer, e essa buceta gostosa. Sim. Estão todos no mesmo saco. São todas expressões que demonstram única e exclusivamente (e explicitamente, a menos que alguém não queira ver) que tais homens, os que falam essas coisas pras mulheres, estão pensando APENAS em sexo. E não, essas coisas não são ditas em contextos de aproximação. São ditas no meio da rua, no trânsito, na hora que vc ta indo pro trabalho ou voltando dele. Na rua quando você vai à padaria. É o maior absurdo do universo a gente ser obrigada a escutar e aturar essas merdas de caras escrotos que nunca vimos na vida. Eu sofro com cantadas na rua, sempre sofri e me irrito e indigno sim. Não admito que nenhum homem faça fiufiu ou qq outra dessas merdas pra mulheres na rua quando eu estou perto. não admito q meus amigos ou irmão chamem mulheres de delícia. Nenhuma mulher no mundo, em sã consciência, vai dizer que é legal escutar um cara q ela nunca viu na vida dizer “chupa meu pau”. Calem a boca seus primatas subdesenvolvidos (vocês, homens). Guardem o desejo insano de vcs pra vcs. Já passou da hora desses imbecis entenderem que não é porque somos mulheres e estamos andando na rua que estamos sexualmente disponíveis. E ainda dão risada.

  34. Livia Di Bartolomeo
    9 de setembro de 2013 at 17:08

    Reblogged this on Livia Di Bartolomeo and commented:
    Triste realidade…

  35. dr. watson
    9 de setembro de 2013 at 17:11

    ué, se o homem não dá o primeiro passo morre sozinho, como é sabido, você pode conhecer a pessoa que vai amar em qualquer lugar, inclusive na rua, infelizmente se o homem não se manifestar, nem q seja por um assovio, a mulher é q não vai se manifestar, não vem com essa história que mulher pode muito bem fazer isso, porque não faz, ou seja, o problema é social, homens precisam manifestar seu interesse porque se não o fizerem a mulher é q não vai fazer e consequentemente nunca vai ter um par

    então se o homem não toma a iniciativa é bundão, se toma aparece gente fazendo enquete pra mostrar como as mulheres se sentem inseguras e com medo de andar nas ruas por causa disso

    presta atenção

    • Juliana
      9 de setembro de 2013 at 17:59

      Moço, tudo bem tipo chegar, bater um papo na maior humildade.. Algumas não vão gostar certeza, mas fazer o que né, não vai obrigar a ficar com você, mas isso não é o caso.. O que a pesquisa está falando não é de cantada pra alguém encontrar o amor da vida e ficar todo mundo feliz. São cantadas nojentas, na cara dura, praticamente um estupro. Tenho certeza que todos sabem que não vai conquistar uma mulher passando a mão na bunda dela sem sua permissão, isso é violação de privacidade da mulher. Você ia querer que do nada alguém passasse a mão na sua bunda ou até em outro lugar? Você ia na hora achar “aah é o amor de minha vida tenho que ficar com ela”, acho que não.. Bom, to numa boa aqui só pra explicar mais ou menos o lado que foi a pesquisa..

    • Isa Souza
      9 de setembro de 2013 at 18:19

      como já foi dito antes, não precisa começar um relacionamento com cantada!!!
      existem várias formar de abordar uma pessoa pela qual voce se interessou…

    • Julia
      10 de setembro de 2013 at 01:55

      Moço, seu comentário foi tão ruim que me deu câncer.

  36. Almar Jr
    9 de setembro de 2013 at 17:11

    Esses resultados seguem uma lógica mecânica a qual indicam que essa “pesquisa” tem grandes chances de ser “fake”. Podemos notar a grande presença dos números “8” e “3” espalhados de uma forma praticamente intuitiva.
    Mas consideremos que a pesquisa seja verdadeira, pode-se afirmar que esse tipo de assédio o qual essas tantas mulheres têm sofrido é um tipo muito mais ofensivo do que uma simples cantada em si.
    Posso não ser especialista no assunto, mas penso eu que achar uma garota bonita não é ofensivo a ninguém. É claro que a maneira de expressar este sentimento pode definir certas opiniões a respeito disso. Mas todos sabemos que isso acontece em casos bem extremos.

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 17:26

      É, os resultados da pesquisa e as situações pelas quais passamos todo dia são tão inimagináveis que ela parece ser fake, né? Pois é, mas eu respondi essa pesquisa. E muitas meninas que passam pelas mesmas situações que eu, também. Pra você ver.

  37. jdsalinger
    9 de setembro de 2013 at 17:13

    Interessante é que na maioria das vezes alguns homens, fora o fato de ameaçarem com seus “elogios” as mulheres que não conhecem e não respeitam, o fazem em grupos de dois ou mais. Certa vez, eu andava pelo centro de São Paulo quando vi uma garota que andava à minha frente ser “elogiada” por dois idiotas, num grau de grosseria que a fez ficar muito assustada. Não tive dúvida: abordei os dois com uma pergunta simples:”A mãe de vocês não deve ter tido um pai pra vocês acharem que todas são como ela, não?” . Meu nível de indignação e meu olhar os fez gelarem, e ambos abaixaram a cabeça. Sentiram o que praticam.

  38. Hanny
    9 de setembro de 2013 at 17:15

    Boa parte dos homens nunca entenderão pelo que nós passamos todos os dias.Unica coisa que podemos fazer é contar com a próxima geração e nos esforçar para educá-los melhor,porque os que aqui já habitam são de uma hipocrisia sem tamanho.Achar tendenciosa pesquisa,achar que tem que sitar um trecho do “O Capital” e pensar se a mina é socialista?Pelo amor né povo….E é bem isso o que li mais acima,quando é com a mulher/filha/mãe deles aí o buraco é mais em baixo,vira ofensa.Quer saber homens boçais(somente os boçais,pois,ainda existe alguns que tem noção de respeito ao próximo,não só a mulher,mas a todos)vocês é que tem que se dar ao respeito!
    Por que vocês acham que vamos querer ficar com um imbecil que diz barbaridades na rua? Vocês não são para namorar,nem para casar!Na verdade vocês não são o tipo de gente que queremos no nosso circulo social,tão pouco familiar!
    A pesquisa não é tendenciosa,mas pode abrir os olhos de muitas mulheres que passam por este tipo de situação,mas como foram ensinadas,acham normais e aceitáveis.Quando a ficha delas caírem aí sim a coisa vai mudar!

  39. Aerton
    9 de setembro de 2013 at 17:16

    Eu entendo que cantada na rua é falta de respeito e causa medo. Mas… cantada na balada? Se fosse proibido abordar mulheres numa balada ou numa festa, nenhum homem jamais teria namorado, beijado ou transado. Se não se pode ‘chegar’ numa mulher em lugar nenhum, como vocês esperam que se inicie qualquer tipo de relacionamento amoroso? Com a mulher tomando a iniciativa?

    • liliane
      9 de setembro de 2013 at 17:34

      O problema da balada, é que muitas vezes os homens acham que so pq estamos na balada é pq queremos ficqr com alguem.. e com isso exageram e xingam as mulheres que nao querem ficar com elas….

    • talyntu
      9 de setembro de 2013 at 17:44

      na balada é difícil dizer, mas a verdade é que jamais (ou pelo menos 99% das vezes) fiquei com um cara que me ‘cantou’ (quer dizer, me chamou de linda, gostosa). Abordar é completamente diferente, chegar e falar ‘po você é muito bonita posso falar com você’ ou ‘oi tudo bom, meu nome é tal, você ta gostando daqui?’ (parece super cliche mas pelo menos é uma iniciador de conversa não um anunciado do que você acha sobre aquele ‘objeto’). E sim mulher também pode chegar, várias vezes vi um cara me olhando e fui la falar com ele..

    • Julia
      9 de setembro de 2013 at 17:46

      Só queria que você prestasse atenção por que a palavra ali é ASSÉDIO, assédio é diferente de uma simples cantada na balada, homens que acham que podem puxar seu braço, seu cabelo, e ainda d xingar se você falar não passam do ponto de uma simples cantada, de um linda, um sorriso, uma gentileza.

    • Lu
      9 de setembro de 2013 at 17:49

      Sim, a mulher pode tomar a iniciativa também.
      Uma coisa é abordar alguém com um “Oi!”, outra é falar escrotices e tocar sem permissão.

    • ricardo
      9 de setembro de 2013 at 17:52

      Cara, você realmente acha impossível começar um relacionamento amoroso sem dar uma cantada???

    • Camila
      9 de setembro de 2013 at 17:59

      Não é bem assim… a diferença é que muitos homens não sabem chegar em uma mulher…. não sabem simplesmente puxar papo…. tem que tocar no cabelo, na cintura ..etc… Homem acha que para chegar em uma mulher tem que fazer essas coisas e não precisa…. Numa balada, simplesmente chegue na menina com um “Oi… tudo bom?… Meu nome é fulano.. e o seu? Não precisa dar um “nosssa….. lindaaaaaaa….. etc” …. Você pode falar que achou ela bonita depois, durante a conversa, se ela se simpatizou por você…. O problema é que no Brasil os homens não sabem exatamente como iniciar um papo… e tem que ser com elogios cuja entonação ao dizer não parece SÓ um elogio… entende?? é por isso que muitas nem dão bola.. É difícil explicar por aqui… escrevendo…. mas acredito que a maioria das mulheres prefere um cara que chegue com um papo bom pra conversar iniciando com um “Oi” etc…. e depois o cara dá um elogio…. que um simples “Nossa… delícia, linda…. etc” numa balada.. ……..

    • Luana
      9 de setembro de 2013 at 18:09

      Começar com um “oi” já ajuda… Não precisa chegar agarrando ou falando merda… Não é problema nenhum conversar. 😉

    • dancosta
      9 de setembro de 2013 at 18:18

      Aerton, não acho que o fato de ir a uma balada seja motivo pra cara algum chegar em mim me cantando ou tentando qualquer coisa. O fato de eu estar numa balada significa única e exclusivamente que estou numa balada e não que estou à procura de relacionamentos, entende? Claro que há muitas mulheres e homens que vão à balada para paquerar, mas eu, por exemplo, mesmo namorando, vou a boites, shows e festas sem meu namorado e não quero ficar sendo incomodada. Não quero ter que dispensar um cara a cada cinco passos, ter que dizer que tenho namorado só pro cara não ficar insistindo. Quero SOMENTE curtir a balada, simples assim. Acho que falta os homens se colocarem no nosso lugar. Imagine você ir numa balada só pra curtir, num dia em que não está afim de paquerar e um bando de mulher ficar te chamando de lindo, de gostoso, chegando em você, insistindo pra vocês ficarem… Acho que no mínimo você se sentiria incomodado. Talvez não se sentiria intimidado, mas incomodado.

  40. Hannah
    9 de setembro de 2013 at 17:17

    Algumas críticas (construtivas) a pesquisa:

    1- Como falaram, a pergunta sobre as mulheres gostarem ou não de ouvir cantadas merecia uma análise melhor. Das mulheres que acham legal, que tipo de cantadas elas se referem? Ou das que não gostam também, ela não gostam de todas ou algumas específicas?
    2- Achei legal a ideia de destacar as palavras mais usadas, mas ainda assim as informações ficaram meio confusas. Talvez colocar além disso mais algumas informações sobre as frases ditas.
    3- Vocês informaram o número de participantes (7762), mas de que idade elas são? De que regiões? Que faixa de renda? Acho que são detalhes importantes para a pesquisa, até por questão de credibilidade.

    Fora isso achei a pesquisa muito interessante e reveladora. Minha sugestão é que vocês façam essa mesma pesquisa com os homens, pois acho interessante entender de onde parte essas cantadas e a opinião deles sobre o assunto. Para justamente para que haja o debate, que é sempre saudável e necessário.

    Concordo com a Clara Vaz, são tantos os casos de agressões que as coisas acabam se perdendo. Em algumas situações, como nos casos em que o cara chega e diz “não quer chupar o meu pau?” é uma clara agressão. Mas em outros como no caso do “linda”, abre para várias situações. As dúvidas apontadas por muitos homens aqui são pertinentes.

    Eu penso que na hora da dúvida pense, “se eu estivesse no lugar dela, como gostaria que um cara de aproximasse de mim?”. Uma coisa é certa, ninguém gosta de ser agarrado por uma pessoa estranha ou ouvir que gostaria de ser comida, chupada ou qualquer coisa do gênero.

    • Amanda
      9 de setembro de 2013 at 18:01

      Como vocês podem ser tão hipócritas? Não existe coisa melhor que receber uma cantada na rua. Não somos o sexo “frágil”, se você recebe um elogio não signifique que seja um abuso, uma coisa é ser pega no beco e ser estuprada – um crime terrível – outra coisa é receber um elogio de um cara que nunca terá chances com você.

    • camy
      9 de setembro de 2013 at 19:24

      Hannah vc eh homem/machista, fato.

      • Hannah
        9 de setembro de 2013 at 23:14

        Em primeiro lugar sou mulher.

        Em segundo, em que ponto, segundo você, fui machista?

  41. Natália
    9 de setembro de 2013 at 17:20

    Aos homens que não percebem; você querem ter o “direito” de importunar mulheres na rua, e essas mulheres querem ter o direito de andar livremente sem ser incomodadas. Vocês querem o “direito” sobre liberdades alheias, essas mulheres querem apenas liberdades próprias. SE vocês nao conseguem enxergar isso, com certeza são parte do problema. Garanto que esses que reclamam o direito de importunar se irritam quando importunados. Mulheres são são objetos decorativos que lá estão para deleite de olhares masculinos.

  42. anonima
    9 de setembro de 2013 at 17:21

    Sou mulher, e tenho que aturar meu pai jogando cantadas nas mulheres que vê na rua, até quando está junto comigo. Eu repreendo, ele diz que é de brincadeira. Tenho nojo. Tenho aversão à qualquer homem que aja assim, e a culpa é dele, pois CRESCI vendo ele fazer esse tipo de coisa, fazendo email falso pra falar com mulheres, enfim. E achando isso tudo certo.

  43. Lucas
    9 de setembro de 2013 at 17:24

    Bizarro esses débeis mentais que acham que sofrem algo parecido com o que sofrem as mulheres, mereciam levar cantada de um grupo de negões jogadores de basquete pra ver se iam gostar.

    Quando se faz isso com um ser mais frágil fisicamente não é brincadeira, é humilhação.

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 17:28

      Dá gosto de ver homens que pensam assim. Que não passam pelo que a gente passa todo dia e têm empatia pra entender como é ruim. Obrigada, moço.

  44. Djorkaef
    9 de setembro de 2013 at 17:31

    Tem mulher que gosta de receber cantada na rua. O “cantor” é uma metralhadora giratória. Uma hora, acerta uma delas. É isso.

    E cantada na “balada” não é assédio.

    • Rafa
      9 de setembro de 2013 at 18:04

      A cantada que o estudo se refere na balada nao é “oi, qual o seu nome”, sao os caras que agarram, puxam, tocam sem permissao. E isso é assedio sim.

    • Ana Stern
      9 de setembro de 2013 at 18:18

      Então eu não posso sair pra dançar, me divertir com as amigas, tomar uns drinks, sem ser obrigada a me submeter aos “elogios” e arriscar ser agarrada?

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 18:55

      E pra acertar uma que gosta ele tem que assediar mil que não gostam? Isso te parece certo?

      E dependendo da “cantada” na balada, é assédio sim. Falar que a moça é bonita e chamar pra conversar é normal, mas ficar bravinho se ela disser não ou não quiser nada além disso, ou passar a mão na moça e coisas do tipo é um problema sério.

  45. Daniel
    9 de setembro de 2013 at 17:32

    Apoio e espero que as mulheres ganhem mais essa batalha!!

    Sou homem e sempre fui mulherengo, admito, mas NUNCA puxei o cabelo de nenhuma mulher, nunca falei baixaria nem passei a mão na bunda de ninguém. É possível admirar e gostar muito de mulheres e trata-las com todo o respeito que merecem.

    Homens podem puxar conversa e as vezes rola interesse as vezes não, vida que segue. Sem recalque e sem agressividade. Da mesma forma, as mulheres tem o direito de mostrar interesse e puxar conversa sem serem chamadas de nomes pejorativos.

    Homem de verdade acha tudo isso que acontece um absurdo, uma tristeza e essa mentalidade tem que acabar. Isso é uma violência contra as mulheres imposta a séculos pelos homens e me impressiona como ainda é tratado como algo normal.

    Boa luta para voces! Contem com homens de verdade no apoio para que isso tenha a seriedade que merece!

  46. Lucio Amorim
    9 de setembro de 2013 at 17:32

    Quando eu digo que TODA mulher já sofreu algum tipo de violência sexual, nego acha que eu tô exagerando.

    De acordo com outra pesquisa da Secretaria Estadual de Segurança Pública do RJ, a cada hora uma mulher é estuprada e sete são espancadas: totalizando 4.993 casos de violência sexual e 58.051 casos de violência corporal dolosa APENAS no RJ, em 2012. Link: http://www.isp.rj.gov.br/Conteudo.asp?ident=300

    Lamentável que nego ainda ache engraçado ser desrespeitoso.

  47. Djorkaef
    9 de setembro de 2013 at 17:33

    Uma vez uma mulher chegou em mim e falou que se eu não ficasse com ela, ela falaria para todo mundo que eu era gay. Isso também é assédio.

    • jujous
      9 de setembro de 2013 at 18:20

      IUZOMI, GENTE???

    • Maíra Anjos (@balzacaruiva)
      9 de setembro de 2013 at 18:36

      Claro que é assédio.
      Aposto que foi péssimo, nojento, que vc se sentiu mal com isso.
      Não é?

    • Hannah
      9 de setembro de 2013 at 19:04

      Já vi alguns homens também reclamando que são apalpados entre outras coisas nas baladas e outras coisas (por outros homens e por mulheres). É um número menor do que se formos comparar com o de mulheres, mas infelizmente também ocorre.

  48. Henrique Ferreira da Costa
    9 de setembro de 2013 at 17:42

    Para se aproximar de uma mulher, acredito que não precisamos ser tão contundentes, isso acaba afastando sim. Por que não dar um sorriso? Uma resposta ao sorriso, é um convite para uma boa conversa.

    Acho também que algumas mulheres precisam se valorizar mais, pois já vi algumas sucedendo a essas atitudes, já vi algumas baixando o nível em público também.

    Parabenizo o estudo. Precisamos de mais atitudes como essa para realizarmos maiores discussões e conscientização de que sem as mulheres, não somos muita coisa.

  49. Douglas Fernandes Leite
    9 de setembro de 2013 at 17:46

    Quando vi isso no facebook pensei que eram cantadas comuns, mas depois de ler essa pesquisa vi que isso não é cantada isso é assedio sexual devia ser cadeia na hora !

  50. Douglas Fernandes Leite
    9 de setembro de 2013 at 17:47

    Quando vi isso no facebook pensei que eram cantadas comuns pensei que estavam exagerando, mas depois de ler essa pesquisa vi que isso não é cantada isso é assedio sexual devia ser cadeia na hora !!

    • Giórgia
      9 de setembro de 2013 at 18:31

      Obrigada pelo bom senso Douglas!

    • Priscila
      9 de setembro de 2013 at 18:55

      Eu, mulher, me sinto completamente invadida, toda vez q estou andando na rua e tiro meu fone de ouvido achando q estão me pedindo informação, e os homens, e muitas vezes mulheres (sim MULHERES) repetem o que disseram! Eu acho legal alguém me achar linda, mas q isso seja algo pessoal, mtas pessoas q não me conheciam me chamaram de linda de maneira legal, e mtas de gata de maneira horrível… Uma vez numa festa um cara me segurou pelo passante da calça, e quando a calça se afastou do meu corpo, ele ficou olhando pra baixo, e tentando me beijar! FOI NOJENTO! não sei como alguém pode pensar q as mulheres gostam disso!

    • Dona coisa
      9 de setembro de 2013 at 19:16

      OI douglas.
      Que bom que vc entendeu que é assídio e que devia levar as pessoas à cadeia. Mas queria te dizer que você acha que há uma distinção entre cantada e assédio, e eu que você entendesse que não há.
      E por que não?
      Por vários motivos, mas vou te dar alguns deles:
      1. receber um elogio na rua, por mais “fofo”que seja, pode invadir meu espaço. Mas se esse motivo é pequeno, posso explicar porque a invasão de espaço é tão ruim nos próximos motivos.
      2. Eu não sei quais são as intenções de quem cantou. Atrás de um “você é linda”pode estar um cara bacana querendo puxar papo e que vai respeitar qualquer resposta sua, como pode estar um babaquara, um estuprador, um assassino. E por que essas coisas vêm na cabeça da gente quando ouvimos o elogio? por experiência própria
      3. 7 em cada 10 mulheres no mundo sofreram ou irão sofrer até o fim da vida com abuso sexual. 7 em 10.
      Eu fui estuprada, ameaçada de estupro (em diferentes ocasiões), passaram a mão na minha bunda, cintura, vagina e seios em diferentes ocasiões, já me agarraram na rua, no ônibus, na balada, no camping… algumas vezes. Já me jogaram contra um muro e eu fugi. Já me xingaram de feia, gorda, mal amada, necessitada de pau. Já me perseguiram de carro pelas ruas desertas do Centro do Rio. Já me ofereceram dinheiro muitas vezes por um programa. Já se masturbaram ao meu lado no ônibus e no cinema. Sofro com os abusos desde que tinha 12 anos de idade. Algumas dessas violências começaram com um “você é linda”. E essa minha experiência não aconteceu porque eu sou linda. Longe disso. Isso tudo aconteceu porque eu sou mulher (ou menina, no começo) e são experiências comuns.
      4. As mulheres não sabem quais são as intenções de quem elogia.
      5. As mulheres são retratadas o tempo todo como objetos sexuais. Se vc quiser entender, é só imaginar homens fazendo no cinema, teatro, comerciais de tv, nos quadrinhos, o que as mulheres fazem. Isso se chama objetificação do corpo. Quando você nos elogia baseado na nossa aparência existe uma grande possibilidade de que vc queira interagir com o objeto sexual que é a mulher. E não com o ser humano que é a mulher.

      Há uma boa notícia para os galanteadores de plantão, porém: vcs podem sim falar com mulheres na rua. Mas alguns cuidados devem ser tomados.
      – Procure não abordar uma mulher que esteja sozinha na rua, no ônibus, no estacionamento ou em qualquer lugar em que ela se sinta desprotegida.
      – Perceba se ela está aberta a falar com você. Se você tem que segura-la pelo braço para fazê-la te ouvir, se vc tem que correr atras dela, se você tem que fazer uma pequena emboscada porque ela parece estar te evitando… vc não deve falar com ela. E se você é bem intencionado, vai entender esses sinais.
      – Converse sobre um assunto qualquer que não envolva a beleza dela. Fale sobre o tempo, sobre o show que vcs estão assistindo, sobre algo que está acontecendo na sua frente, sobre a bike linda que ela está estacionando, sobre a última descoberta da física q¨ântica.
      – Se ela der trela: LINDO! se não, vá embora em paz. Não a acue, nao a xingue, não a persiga. Parece óbvio, né. Mas a maioria das pessoas que me cantou na vida não pensa dessa forma.

      Desculpe o texto longo. Mas achei que vc parecia uma pessoa gentil.

      Um beijo

  51. raph@el
    9 de setembro de 2013 at 17:51

    Achei interessante a pesquisa, pois ela retrata o que há muito se sabe e acontece nas ruas deste país e nas do mundo inteiro. Claro achei um pouco extremado alguns comentários de alguns homens tentando justificar alguns “abusos” como forma de aproximação feminina.
    Ora, mas por quê chamar isto de um abuso? Logicamente porque é dito de uma forma que venha a denegrir o sexo oposto ou levá-la a se sentir diminuída pelo que é falado nas ruas, shoppings, baladas e etc.
    Chamar alguém de linda é normal, desde que consentido e dependendo do grau de intimidade com a pessoa (se esta não vêm se sentir chateada ou abusada pelo fato), agora falar na rua para uma transeunte desconhecida e ainda assim achar que é elogio, ou uma forma “delicada” de se aproximar é o resultado de anos de uma sociedade machista e de uma má criação oriunda de um profundo sexismo enraizado em nossa sociedade.
    Sou homem e creio que ao conversar com alguém (independentemente de quem seja), devemos manter o mínimo de cordialidade e respeito; e que as abordagens mesmo à pessoas que não conheço devem ser educadas, gentis e tranquilas, pois isso é que se espera de uma pessoa criada para viver em sociedade.
    Sabendo disso acho que desmente essa teoria de que o homem pra “chegar junto” tem agir como homem, como diriam alguns (de forma grossa, agarrando, chamando a mulher de nomes que venham denegrir a imagem dela, julgando pela sua vestimenta e agindo sem nexo algum em muitos casos).
    O fato é, a pesquisa veio muito a acrescentar e trazer para debate os limites de uma abordagem e o como devemos agir (sejam os homens aprendendo a respeitar os limites femininos e as mulheres aprendendo a reagir caso haja um abuso).

    • Teca
      9 de setembro de 2013 at 18:11

      Que alívio ler seu comentário, Raphael. Você disse tudo.

    • Laura
      9 de setembro de 2013 at 18:40

      Parabéns, cara. Um alívio ler seu comentário (sensato e de um HOMEM de verdade, diferente de outros por aqui) em meio a verborragia em outros comentários.

  52. João
    9 de setembro de 2013 at 17:52

    Li tudo e digo que não pode ser colocado no mesmo pacote, extremista como a ridícula “marcha das vadias” e sua Castração Social que virou projeto e será punido aqueles que as mulheres NÃO QUISEREM.

    Existem coisas que nunca vão mudar, como atração física do homem a uma bela mulher, agora se existe “assédio” de verdade e não os mimimi que estão no texto, verá que é uma questão educacional do homem. Ande um pouco no centro de Belo Horizonte para ver se tem mulher com nível de escolaridade o suficiente pelo tamanho das roupas, é praticamente um “mexa comigo”.

    Agora vai da educação de cada um, mas que a grande massa sem educação, até mesmo escolaridade baixa, vai acabar mexendo, isso vai.
    É muito social…nada extremista e simples como a castração social.

    Não comprem briga dos outros, pois o buraco é muito mais embaixo.E lembre-se que dentro do grupo dessa pesquisa tem o famoso “gosto de homem com pegada”, vulgo “chega em mim sem eu precisar fazer nada, de maneira escrota pq estou bêbada.”

    • lucas
      9 de setembro de 2013 at 18:23

      Típico comentário de um homem pouco informado. E se você fosse cantando, diariamente, por mulheres desconhecidas e o triplo da sua idade? Depois de um tempo fica constrangedor pra caralho. O problema não é ter atração, mas sim respeitar a privacidade dos outros, especialmente da mulher, pois a sociedade patriarcal e machista as trata como não fossem donas dos próprios corpos. Isso não é mimimi – porque será que tem tanta cirurgia plástica no nosso país? Porque será que condenamos a prostituição, apesar de achar o gigolô/gogoboy uma profissão “engraçada”? Porque será que a cada dia, dezenas de mulheres são vítimas de agressão física e sexual? Porque será que apenas 2% dos estupradores são presos? Todos estes fatos são verídicos, então não é exagero meu. Você provavelmente espera que eu seja uma mulher “feminazi”. Na verdade, sou homem que acredita nos direitos igualitários.

      • Dona coisa
        9 de setembro de 2013 at 19:21

        Muito bom

    • Victória
      9 de setembro de 2013 at 18:37

      João, vc é machista. Alguma das coisas que o feminismo busca é erradicar essa sua ideia de que se uma mulher está usando roupa curta, ela não está no direito de se sentir ofendida caso seja assediada. Isso é ridículo. É desumano. É o mesmo argumento de quem diz que é justificável um estupro se a mulher estivesse de mini-saia, por exemplo.
      Espero sinceramente que nenhuma das mulheres que vc tenha apreço passem por isso e que vc não esteja sendo hipócrita de criticar quem usa roupa curta mas na balada chega na primeira que estiver de shortinho.

    • Clara
      9 de setembro de 2013 at 18:39

      Que comentário machista! Vc sabe o que é ter medo de sair de casa com a roupa que vc quer? Sabe o que é ter que sair da faculdade a noite sozinha com medo de ser estuprada? Sabe o que é não poder ir a uma festa sozinha pq hoje em dia não se pode confiar em nenhum homem desconhecido (e muitas vezes, conhecido)? Sabe o que é ter que beber menos em uma festa para não dar a impressão de que vc quer “algo mais”? Não, vc não sabe. Olha em volta para as mulheres da sua família e se pergunte se elas não têm esses medos. Pergunte à elas se alguma vez ja sofreram algum tipo de humilhação simplesmente por serem mulheres.

    • Libelo
      9 de setembro de 2013 at 18:43

      Quanta besteira!Você não entendeu nada mesmo!

    • julia
      9 de setembro de 2013 at 18:43

      Joao, qualquer coisa que a mulher se sinta incomodada, intimidada, constrangida e assédio. Beleza o homem sentir atração por uma bela mulher. A questão não é essa. Ele que fique no seu canto, quieto, apenas com seus pensamentos.
      Tamanho da roupa não define caráter, não define escolaridade, não define moral. Pelo menos não deveria. “Gosto de homem com pegada”. Isso não quer dizer violento, escroto. Não se refere ao homem que agarra a mulher sem permissão. Pegada é outra coisa, em outras circunstancias. E quanto a estar bêbada, totalmente falho qualquer comentário a respeito. A mulher, ou homem, tanto faz, merece respeito embora bêbado, sem aquela história que cu de bêbado não tem dono, continua sendo estupro.

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 18:44

      Tamanho de roupa NÃO é um convite para assédio e estar bêbada NÃO te dá o direito de mexer com uma mulher.

      E se você chama isso de mimimi e acha que marcha das vadias é ridícula porque mulheres estão cansadas de ouvir coisas como “você estava com roupa curta e bêbada, pediu para ser estuprada” (que, coincidentemente, são coisas que você disse no seu comentário muito cheio de conhecimento), faça um favor pro mundo e não se reproduza.

    • rebeca
      9 de setembro de 2013 at 18:46

      como você é imbecil. poderia escrachar seu texto frase por frase. mas o tamanho da sua idiotice, que, pelo jeito, você chama de senso crítico, só vou é dizer isso mesmo: como você é imbecil e não sabe separar as coisas.
      mulher que gosta de sexo bom tem que gostar de ser assediada então? seu ignorante.

    • Moça
      9 de setembro de 2013 at 18:47

      Moço você é machista! Nós mulheres temos o direito de escolher nossos parceiros e usarmos a roupa que quisermos sem sofrer violência e preconceito.

    • Lázaro da Silva
      9 de setembro de 2013 at 18:47

      Jante um pedaço de merda e cague-a depois. Garanto que nao vai ser tao sujo quanto o que voce disse nesse comentario

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 18:49

      Tamanho da roupa NÃO É um convite para assédio e estar bêbada NÃO TE DÁ o direiro de ser desreipeitoso com uma mulher.

      Se você acha que isso é “mimimi” e a marcha das vadias é ridícula porque ela fou criada pra que mulheres nunca mais precisem ouvir que pediram pra ser estupradas porque estavam usando roupa curta ou estavam bêbadas (duas coisas que você citou no seu comentário muito cheio de conhecimento), faça um favor para o mundo e não se reproduza.

    • Arthur
      9 de setembro de 2013 at 19:01

      Pô cara….
      Não vem justificar o assédio das mulheres pelas roupas que elas usam, NADA da o direito de alguém assedia-las, nem mesmo se elas andassem peladas na rua.
      Um elogio a uma mulher, como chama-la de linda de forma educada é uma coisa, mas todos sabem que muitas vezes a cantada não é feita neste sentido. Muitas vezes o cara solta um “linda” tão malicioso e invasivo que é de assustar qualquer um.
      Também acho que existem extremismos feministas em alguns casos, mas isso não significa que nós devemos desconsiderar esta pesquisa e taxá-la como feminista, tem muita coisa que deve ser avaliada aí!

      • João
        9 de setembro de 2013 at 20:29

        Concordo com você, muita coisa tem que ser avaliada aí, pois a pesquisa é extremamente tendenciosa.
        Pior é um projeto de lei que esqueci o número, que trocando em miúdos é assim:

        Homem que não me atrai mexeu comigo = Punição (leia lá)
        Homem que me atrai mexeu comigo = Beleza!

        Vai ser difícil achar mulher bonita, que ela vai se sentir invadida. E isso tem muito haver com escolaridade sim, pois escola também se ensina cidadania dentre outras questões sociais.

        Não estou sendo machista, pois disse que a questão é educação tanto do Homem quanto da Mulher, só que a lei irá pro lado da mulher sempre deixando casos pequenos (pois a maioria de acordo com as mulheres, são maniacos estupradores) de lado.
        Assédio precisa ser punido sim, mas antes disso, deve ser evitado e isso se mexe na base….ou seja….na educação.

    • luanna
      9 de setembro de 2013 at 19:05

      Mimimi? Eu realmente que um homem soubesse o quanto é insuportável ter que deixar de usar roupas que você quer porque você pode ser assediada, ou controlar o que fala para não te interpretarem como “vagabunda”, ter sempre a culpa de “excitar” o homem sem ter feito nada.
      E ah, tem tanta coisa… Ser mulher é um pé no saco. Ouvi uma frase um dia desses que achei bem interessante ” Não entendo por que ele quis mudar de sexo, nascer homem e depois ser tornar mulher, se submeter a vida feminina… É como ganhar na loteria e devolver o bilhete premiado”.
      Você foi educado para falar de sexo, demonstrar o seu desejo por este abertamente e nunca ter vergonha de mostrar toda a sua “virilidade”, por isso não consegue ver as entrelinhas deste “mimimi”

    • Joana
      9 de setembro de 2013 at 19:06

      gostaria de ver se fosse sua irmã de 11 anos ou sua mãe recebendo tapa na bunda de um filho da puta punheteiro comendo ela com os olhos, se imaginando pegando ela por trás. você não sabe o que é “assédio” pois nunca sofreu, e nunca sofrerá esse tipo de abuso, seu imbecil. bastante fácil falar quando se esta de fora. mulher sofre abuso de escrotos desde o dia que nasce um carocinho no peito (se não menos). isso é repugnante, doentio. não consegue pega mulher e fica provando masculinidade falando merda na rua pra qualquer pessoa que mije sentado, e que não quer escutar coisas do tipo: “nossa senhora hein uma dessa de quatro na minha cama eu acabava com a raça”. voce e todos os homens que tem essa postura são porcos nojentos, estupradores natos.
      e para todo idiotas que acham que é por um simples “oi linda”, a proposta desta pesquisa não é marginalizar homens que sentem atração por mulheres, mas trazer para o debate até que ponto essa “vontade”, aparentemente tão incontrolável, tira a nossa liberdade todos os dias.

    • Sophia
      9 de setembro de 2013 at 19:07

      “Ande um pouco no centro de Belo Horizonte para ver se tem mulher com nível de escolaridade o suficiente pelo tamanho das roupas, é praticamente um “mexa comigo”.”
      – Não, não é. Se o dia está quente, eu posso andar de short como você anda sem camisa, sem que meu corpo seja avaliado ou que um cara seja vulgar comigo. Não importa a roupa que eu use, uma roupa NUNCA será um pedido de interação, NUNCA. É só roupa, só pano, deu. Os panos que cobrem o meu corpo não podem ser motivo para violência, para ofensa, para humilhação (até porque, fizesse diferença, países muçulmanos não tinham tantos casos de violência sexual). Você pode até pensar, na sua cabeça, que a garota é uma vadia, mas jamais deve chegar nela agindo como se ela quisesse te dar ou quisesse que você falasse com ela.
      “Não comprem briga dos outros, pois o buraco é muito mais embaixo.E lembre-se que dentro do grupo dessa pesquisa tem o famoso “gosto de homem com pegada”,”
      – Sim, o homem que a gente autoriza chegar. Qual a dificuldade em entender isso?
      “vulgo “chega em mim sem eu precisar fazer nada, de maneira escrota pq estou bêbada.”
      – Se você considera a possibilidade de agarrar uma garota porque ela está bêbada, então se num porre teu aparecer um cara de dois metros de altura querendo te pegar é aceitável também?

      • Diego
        9 de setembro de 2013 at 20:57

        Olha, essa parte é relativa:
        “Se o dia está quente, eu posso andar de short como você anda sem camisa”

        Da mesma forma que acho errado as mulheres andarem de short, acho errado os homens andarem sem camisa!
        Nos 2 casos, as pessoas estão fazendo uma provocação sexual TAMBÉM, além de outros fatores como calor e etc…

    • Victor
      9 de setembro de 2013 at 19:09

      Tu és uma pessoa digna de pena.

    • Ca
      9 de setembro de 2013 at 19:11

      Nossa vai se foder. Você é homem, quem você pensa que é pra desqualificar a marcha das vadias e dizer do que a mulher gosta ou nao? Deve ser um estuprador em potencial se justificando…

    • Marcos
      9 de setembro de 2013 at 20:23

      Eu sou homem e já tive a experiência de ser cantado por outros homens, mas por meio de olhares bem insinuantes. Não me sinto invadido qdo isso acontece, apenas fico sem graça. Mas no caso dos relatos, não estamos falando de cantada, e sim de assédio sexual o que é outra coisa.

      Não quero ser insensível a um problema sério, mas achei que o post foi tendencioso ao misturar as duas coisas, até porque receber uma cantada numa balada, por exemplo, é a coisa mais normal do mundo, não consigo ver o que tem de errado um cara chegando numa mulher numa balada e falar pra ela que a achou bonita. Muito diferente de um cara se masturbar do lado de uma mulher, conforme um dos relatos.

    • João
      9 de setembro de 2013 at 20:24

      Achei incrível as diversas interpretações que o meu texto deu. O que assusta mais foi a capacidade de distorce-lo.
      Parabéns a todos, vocês tem o Brasil que merecem.

  53. Yakusho
    9 de setembro de 2013 at 17:53

    Concordo com algumas coisas, mas não poder chamar ela de linda é tenso… Sorte minha que eu sou tímido e não falo nada, só fico imaginando como a pessoa pode ser tão bonita.

    • luisa
      9 de setembro de 2013 at 18:13

      Yakusho, “linda” parece ser um elogio inocente, mas quando você é uma mulher andando na rua e um desconhecido 3 vezes mais velho do que você diz isso, com um olhar malicioso, é bem constrangedor. Se fosse um menino da minha idade, do qual eu conhecia, aí sim seria legal.

    • Maria
      9 de setembro de 2013 at 18:18

      A questão não é “não poder chamar de linda”, mas sim, a maneira como a chamou. Ou você acha normal alguém dar uma chave de braço em uma menina para chavecá-la?

      • Yakusho
        15 de setembro de 2013 at 21:29

        Ah, eu entendo se for alguém mais velho, e tal, mas se for uma pessoa do teu tamanho mais ou menos, que tu até viu uma ou duas vezes na escola, ou se essa pessoa é amiga de algum conhecido seu, aí eu acho que não tem problema.

    • Hella
      9 de setembro de 2013 at 19:24

      Eu entendo quando você diz “não poder dizer linda é tenso”, a questão é que muitos que dizem “linda”, não ficam só no “linda”, seguem após com uma agressão, verbal ou em gesto, ou mesmo uma ação, propriamente dita.
      Como é que uma mulher passando na rua vai saber? Primeiro, ela se assusta ou “tensa”.
      É complicado, coloque-se no lugar do outro.
      A mulher fica muitas vezes, com o passar do tempo (após um nº de experiencias desagradáveis) a ficar condicionada, a ter uma reação externa ou/e interna desagradável, ao escutar um simples “linda”.

  54. Jonas Broders
    9 de setembro de 2013 at 17:55

    Realmente, ser chamada de “linda”, “gostosa”, “delícia” é um assédio terrível mesmo…

    • Luiz
      9 de setembro de 2013 at 18:26

      Vc fala isso até chamarem tua mãe de gostosa, aí aposto que vc fica todo machinho querendo arranjar briga pq achou falta de respeito. Pensa um pouquinho antes de ser irônico, rapaz…

    • Wagner Estevam
      9 de setembro de 2013 at 18:27

      Antigamente não havia todo esse mimimim por conta de cantadas, mas hoje em dia se perdeu o respeito, o que era ingenuo e romantico, se tornou vulgar e ofensivo. Quando vc olha, e diz algo que seja agradável, vai lá, de repente elogiar os olhos, o sorriso. Mas chamar de gostosa e dizer que chupa toda, é tenso. Vamos sim dar um basta nesse assédio imoral. Vamos optar pelo meio termo, quer chamar a atenção de uma mulher bonita, que tal a sutileza de apenas cumprimentá-la, é um bom começo, porque dizer pra uma mulher “Te chupava toda” não seria uma forma inteligente de conquistar um sorriso.

    • Victória
      9 de setembro de 2013 at 18:35

      qualquer assédio é horrível. é ridículo pensar em uma mulher como simples objeto sexual. mulheres não assediam homens assim. isso chama-se cultura do machismo!
      e vc só não está concordando pq é homem.
      experimente perguntar se a sua irmã, sua namorada, sua mãe, sua tia, ou sua avó gostam de serem assediadas na rua 😉

      • Douglas
        9 de setembro de 2013 at 20:41

        “mulheres não assediam homens assim” não é bem verdade, claro q existe em bem menor número. E já tendo levado cantada uma ou duas vezes de uma guria q eu queria era longe de mim eu posso atestar q esse bagulho é um saco

    • Roberta Lima
      9 de setembro de 2013 at 18:37

      Terrível mesmo é a ignorância do seu comentário.

    • Aline Miranda
      9 de setembro de 2013 at 18:38

      Esse seu sarcasmo de merda só acontece pq não é com vc, se imagine andando na rua de boa e um retardado doentio gritando – gostosa, -linda, nossa super agradável ouvir elogios desnecessários de desconhecidos, como se vc estivesse a exibição.

    • Vanessa
      9 de setembro de 2013 at 18:38

      Sim, é terrível!Não quero ser chamada de nada, não quero sair para trabalhar e um homem nojento sussurrar no meu ouvido qualquer coisa. Não quero receber elogios, não quero ser admirada pela beleza, não quero ouvir vou te chupar todinha, porque tenho vontade de vomitar cada vez que ouço algo do tipo, e o assedio é diário. Fico feliz quando não preciso sair de casa, ou saio o mais feia possível para não chamar a atenção. Será que esses homens realmente acham que as mulheres gostam disso? Só quero ir e vir sem ouvir qualquer referencia a minha beleza, porque não ando por aí chamado de lindo ou gostoso todo homem que acho atraente. Falta respeito e educação.

    • natmarquetti
      9 de setembro de 2013 at 18:45

      Sim, é.

    • julia
      9 de setembro de 2013 at 18:49

      A todos os homens que questionam se “linda” “gostosa” e “delicia” são assédio, eu respondo: sim. Ser chamada da gostosa pelo namorado, pelo ficante, marido, ou com respeito é diferente de você passar na rua e um cara desconhecido te olhar maliciosamente e te chamar de gostosa (sem falar nos complementos que vem depois da palavra). Todos esses tipos de comentários dependem do contexto e de quem diz.
      Exemplo
      “nossa, você está linda com esse vestido.” fala de um colega de faculdade durante a formatura. Ambos já se conhecem a um tempo e há respeito. “ou, nossa amor, você está muito gostosa com essa saia hoje” – namorado para a namorada

      “Lindaaaa, gostosaaa” gritado, no meio da rua por um desconhecido. Contrangedor.

      O comentário do Raph@ael, ilustra bem a minha fala.

    • Ana
      9 de setembro de 2013 at 18:59

      A pesquisa não ta falando de um simples flerte, fala de situações de quase estupro, de violação do corpo alheio, da mulher sendo impossibilitada de usar a roupa que quiser pra não ser abordada inescrupulosamente na rua… você gostaria que sua namorada/mãe/irmã/amiga fosse abordada na rua todos os dias sendo chamada de gostosa ou delícia, num sinal de total desrespeito? Por favor, leia a pesquisa direito antes de achar que isso é mesmo banal. E se puder tente ser um ser humano melhor e se coloque no lugar dos outros, sua falta de empatia ao próximo é preocupante…

    • Tom
      9 de setembro de 2013 at 19:03

      Legal, cara. Então tá okay se eu chegasse na rua e chamasse sua mãe de gostosa, certo? Acho que ela adoraria a sensação e não seria um “assédio terrível”, certamente.

    • Felipe Candido
      9 de setembro de 2013 at 19:38

      Me responda, se um cara de chamar de “lindo”, “delícia”, “gostoso” na rua, você vai levar de boa, achar super normal e nenhum pouco ofensivo?

    • Luiza Castro
      9 de setembro de 2013 at 20:07

      Talvez sua mãe goste!

  55. Abel Reit
    9 de setembro de 2013 at 18:00

    Quinta feira passada era um dia normal até aproximadamente 6:30 da manhã. Peguei meu primeiro ônibus (abdiquei de meu privilégio e viajei em pé) e fui até o ponto no qual pego o segundo ônibus, mal sabendo o que me aguardava. Percebi uma certa demora em sua chegada e rapidamente me dirigi até o ponto anterior, já que o ponto que fico diariamente estava começando a ficar cheio. O ônibus chegou com um atraso de vinte minutos, porém consegui viajar sentado. Mal sabia eu que estava prestes a entrar no inferno… O ônibus começou a encher e reparei que uma depósito estava claramente mal intencionada. Ela se encostou em mim. Fiquei claramente incomodado e me aproximei da janela (era um banco único), me sentindo indefeso com aquela ameaça evidente usando calça legging. A cada balanço do ônibus senti que ela queria punir minha pureza encostando aquele corpo magro no meu ombro, que naquele momento já fora completamente deflorado pelos contatos exercidos contra mim. Estava a ponto de chorar, quando o pior aconteceu: o ônibus começou a esvaziar, mas ela não deixou de ficar perto de mim. Aquele ultraje absurdo da situação de semi-estupro foi horrível, e ninguém no ônibus pareceu se importar comigo ou com meus direitos. Já sem forças de tanto esquivar da ameaça feminina, meu coração voltou a bater quando ela deu o sinal e partiu do ônibus, não sem antes se virar maliciosamente e bater a bunda em meu braço, como se falasse “gostou, sua putinha?”. Estou tremendo até agora.

    • Diego
      9 de setembro de 2013 at 20:44

      Eu gostaria de estar no seu lugar!!!

  56. Julio
    9 de setembro de 2013 at 18:02

    Cantada de homem bonito = elas gostam
    Cantada de homem feio = assédio
    Lógica feminina.

    • camy
      9 de setembro de 2013 at 19:12

      Logica do seu pau…nao fale por mais ninguém! Babaca.

    • Isa Souza
      9 de setembro de 2013 at 19:26

      mas que ridiculo

    • Roque
      9 de setembro de 2013 at 19:44

      Falou tudo.

    • Victor
      9 de setembro de 2013 at 20:18

      e tu é babaca o tempo todo assim ou para pra lanchar??!!

    • Geraldo
      9 de setembro de 2013 at 20:28

      Cara, como vc é babaca
      otario demais

    • tatiana
      10 de setembro de 2013 at 00:02

      nem sempre, viu, querido. =]

    • Dona coisa
      10 de setembro de 2013 at 00:49

      aposto que vc tá no grupo dos feios, né?

  57. Maria Luiza
    9 de setembro de 2013 at 18:04

    Achei o máximo a pesquisa, é exatamente isso que acontece com a gente.. ando de onibus e pelas ruas todos os dias e sempre em dias quentes já sei que vou passar calor, e já boto musica pra tocar no celular pra evitar de ouvir o que não me agrada. Não é legal levar uma “cantada” assim, no meio da rua.. é uma invasão, nos sentimos profundamente desrespeitadas.. quando isso acontece, me sinto como um pedaço de carne, exposto a mercê de clientes desejosos de um acougue. Nunca me esqueço de um dia em que estava passeando com 4 amigas na rua perto da nossa escola, e ao atravessar um carro prata parou na nossa frente, e seu motorista, com o vidro aberto, batia punheta para nós com uma cara de maníaco. Tinhamos por volta de 15 anos, foi horrível, só me lembro de ter saído correndo dali, desesperada.

    Sempre pensei nesse tipo de violência e como isso devia ser tratado na sociedade, outro dia mesmo pensei que, da mesma maneira que agora quem jogar lixo nas ruas do Rio leva multa, uma pessoa que assedie uma outra pessoa dessa maneira deve ser multada ou dependendo, presa. Até quando temos que aguentar essa falta de respeito? quero ter a liberdade de poder sair de shorts ou saia em um dia de calor, sem me preocupar com que tipo de violência posso sofrer.

  58. Dani
    9 de setembro de 2013 at 18:13

    Mulheres, parem de se referir aos relatos do final como “estórias”. Pra quem não sabe, estórias são ficção, “histórias” sim são transcrições de fatos que ocorreram na vida real.

  59. Karol
    9 de setembro de 2013 at 18:22

    é… só quem já passou….

  60. Luis Felipe
    9 de setembro de 2013 at 18:26

    Existem problemas na visualização dos dados? Existem alguns, sim.

    Só que isso não deslegitimiza a pesquisa. Parem de nos envergonhar.

    Ouçam um pouco o que as meninas tem para dizer. Custa refletir um pouco? É problemático viver em uma sociedade em que as pessoas se sentem necessitadas de defender suas opiniões e posições imediatamente, e sem reflexão.

    Custa, sempre, de qualquer lado que você esteja, sempre, sempre, se perguntar ao pensar em um assunto: Não estou pensando só pelo meu lado? Não estou colhendo argumentos para justificar minha zona de conforto?

    Eu sei que pode dar medo descobrir que você está errado. Mas a menos que você tenha estuprado alguém, caso em que você deveria estar pagando perante a justiça e que não tem como voltar atrás, pelo menos existe a possibilidade de saber que se você repensar agora, talvez você se livre de passar mais 30, 40, 50 anos, sei lá quanto cada um irá viver, tornando a vida das mulheres pior. Se você já fez isso até aqui, cantando, sendo abusivo, ou mesmo sendo conivente com a atitude de amigos ou desconhecidos, poxa, você pode dar um basta nisso.

    Essas meninas todas, com suas histórias, suas vidas, seus sonhos, são obrigadas a andar na rua com medo. Mesmo quando heterossexuais. A questão aqui não é de mulher gostar de homem ou não. É de que desrespeitamos e destratamos todas! Negras, bissexuais, lésbicas, heterossexuais, trans, todas!

    Só se pode ser muito egoista para pensar que a vida é melhor assim, com você, fazendo o que quer, e as pessoas do sexo que você diz que tanto gosta, são obrigadas a se calar e aceitar o modo como “os homens são”.

    Infelizmente nascemos numa sociedade machista. E fomos criados para sermos como somos. Nós não invetamos isto. E isso já é muito bom. Deveríamos ficarmos felizes de saber que nós podemos parar com isso. Que podemos dizer aos do passado: não, não seremos homens como vocês foram.

    Parem para ouvir. Repensem. É a oportunidade de um mundo muito melhor. De mulheres mais felizes, metade do mundo. que pode vislumbrar não ter mais medo.
    E poderem finalmente desfrutar.

    E quem sabe, aí, você topa com uma destas. Vocês sorriem, conversam, numa boa, e ficam juntos. Você, e uma mulher que não precisa ter medo de você. Bem melhor, né?

    • Dona coisa
      10 de setembro de 2013 at 00:48

      Valeu ser humano!

      O óbvio bate e volta em certos homens aqui no fórum.
      Continue falando com os homens que você conhece. Mostre a eles que eles estão errados. E o faça com a mesma calma que c fez agora.
      As mulheres do mundo te agradecem.

      :)

      beijao!

  61. Deborah
    9 de setembro de 2013 at 18:29

    cara, não to entendendo o problema de entender que não queremos ouvir que somos lindas de gente estranha e desconhecida na rua… qual é a dificuldade?

    é, sim, um problema… e se vocês não querem acreditar em nós, que somos mulheres, vão acreditar em quem?

    usem seus “lindas e delícias” pras suas respectivas mães, namoradas, irmãs etc

  62. Wagner Estevam
    9 de setembro de 2013 at 18:31

    Mas existem algumas que não concordam:

    https://www.youtube.com/watch?v=wkpN0B7OVtg&hd=1

    • camila
      9 de setembro de 2013 at 19:56

      cara é mt Newbie pra chegar aqui e colar vídeo da mulher do testosterona…

    • Maja da Rosa
      9 de setembro de 2013 at 20:14

      Wagner, não sei se você acompanha o canal dessa menina. Eu acompanhei por um tempo e cheguei a conclusão que ele acha que as mulheres devem se moldar completamente aos homens e que tudo é mimimi de mulher e que homem não pode e nem deve aguentar isso. Deixei de assistir por isso e já avisei para meu esposo que eu não seria assim.

    • Maria
      9 de setembro de 2013 at 20:58

      Se ela precisa que um pedreiro levante a auto estima dela…..meus pêsames, amiga.

  63. Andréa
    9 de setembro de 2013 at 18:34

    Arrasou, raph@el !! Seria ótimos se todos os homens pensassem como você. Não se trata de elogio e sim denegrir a mulher. Ouvir “linda” quando se está conversando com um cara que está interessado em você é uma coisa. Agora na rua, um desconhecido invadir a intimidade só por conta da beleza ou vestimenta é ridículo. Li o caso das meninas no fim da matéria e fiquei chocada e admirada com a coragem de mostrar esse horror pelo que passaram. Até quando, hein??

  64. Angela
    9 de setembro de 2013 at 18:35

    Realmente é um problema que nós mulheres sentimos na pele. Tenho 22 anos e desde os 10 lido com esse tipo de agressão verbal, no meu bairro é impossível andar 20 metros sem receber uma “cantada” dessas, já deixei de sair de casa inúmeras vezes, deixei de frequentar lugares, por exemplo borracharias e fiquei sem bicicleta, esperando alguém arrumar para mim porque em todas as borracharias tem esse tipo de individuo. Isso atrapalha muito a vida da gente, agora que estou mais segura encaro os “indivíduos” (consigo fazer uma cara bem feia) e acho que se tiver uma oportunidade ainda lasco um soco na cara do próximo, é sério os caras aqui da região são muito grossos.

  65. Karol
    9 de setembro de 2013 at 18:40

    Republicou isso em Hoje acordei Améliae comentado:
    Confira o resultado da pesquisa apoiada pelo Hoje Acordei Amélia publicada hoje no site do origem da Campanha Chega de Fiu Fiu, Think Olga

    A pesquisa só prova o quão complicada é a situação das mulheres hoje em dia, que têm que se colocar no lugar de culpadas e até vigiar a própria vestimenta para não “pedir” por assédio nas ruas, o que não adianta, é claro. Os números estão aí para provar que nada é feito e que cada vez mais essa cultura do estupro e o slut-shamming só humilhão e diminuem as mulheres. E isso acontece diariamente.

    Preocupante, não? Se você acha que é frescura, ou que é culpa da mulher, (quem manda ser gostosa e andar em local público, né? Que absurdo) então leia e avalie esta pesquisa com cuidado.

  66. 9 de setembro de 2013 at 18:41

    Tem um ano que não uso short porque da última vez que usei, um homem disse “que delícia de pernas”… Essas cantadas são a pior coisa do mundo. Queria poder usar o que quiser sem ter que lidar com esse tipo de gente que não respeita.

  67. Maria Clara Gontijo
    9 de setembro de 2013 at 18:42

    Eu já passei por situações semelhantes duas vezes: A primeira vez eu estava de saia longa, e peguei um busão pra voltar pra casa, estava cheio e o cara chegou perto de mim e ficou falando: “se esconde toda pra provocar…”
    e ficou tentando se esfregar em mim…
    eu desci na primeira parada e peguei outro bus
    A outra vez foi quando eu tava em uma boate (era níver da minha amiga) e eu e essa amiga estávamos dançando e pá
    Daí eu n quis ficar com um guri lá
    Daí chegaram uns 5 meninos fizeram uma rodinha e passaram a mão na gente
    a gente só conseguiu sair de lá quando e segurança chegou
    e a gente foi embora mt assustada

  68. Carlos Eduardo Christ
    9 de setembro de 2013 at 18:46

    Os caras que falaram que chamar de linda e gostosa não tem problema, quero ver quando algum homossexual fazer isso com eles, qual será a reação?. Será que vão pensar “isso é inofensivo”?

    • Diego
      9 de setembro de 2013 at 20:38

      Ai é uma situação bem diferente… se um homossexual mexe comigo eu não vou gostar porque não me atraio por eles!

      Mas… se uma mulher falar lindo, eu vou adorar! Pode ser que eu nem curta ela, mas é bom saber o que elas pensam…

      • Dona coisa
        10 de setembro de 2013 at 00:41

        Impressionantemente nunca achei um homem que me cantou atraente. E posso afirmar que isso é verdade para quase toda mulher… entao… ah! temos o direito de nos sentir ofendidas?

        Antes de cantar uma mulher, vc já se perguntou se ela é homossexual? se for e um heterossexual cantar ela acho que ela tem todo o direito de ficar ofendida.

        Se é que eu entendi o seu raciocinio.

        Entao, que tal: antes de cantar uma mulher você pergunta pra ela: você me acha atraente. Só pode cantar se ela disser que sim.

        Pode ser?

    • anonimo
      9 de setembro de 2013 at 20:52

      Pois é … No vestiário, foi muito constrangedor estar nu e ser cantado, ou encarado, por um homem. Já aconteceu mais de uma vez, e sempre fiquei sem reação. Não vou discutir se é mais grave ou não que uma cantada de rua: acho até mais constrangedor pelo momento íntimo em que se está, mas, como visto em relatos acima, as mulheres ainda tem um agravante, que é o medo real de serem estupradas no caso de ambientes desertos e sem força física contra o agressor. É triste …

  69. Alexandre de Castro
    9 de setembro de 2013 at 18:59

    Que absurdo, gente! Estão chamando as mulheres de lindas! Cadeira elétrica pra esses crápulas machistas! Chega desses elogios que deixam as mulheres com MEDO! Vão elogiar a mãe de vocês!

    • Bruna
      9 de setembro de 2013 at 19:09

      A gente tem espelho em casa cara! Precisamos de vocês não para sabermos o que somos. Isso é invasão

      • Magna
        9 de setembro de 2013 at 19:58

        Exato Bruna, exato!

    • Bruna
      9 de setembro de 2013 at 19:14

      Assista isso: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=N1nvYh-JsZw

    • Olivia
      9 de setembro de 2013 at 19:14

      Ai, bem, BEM menos, cara. Uma coisa é elogio, outra é assédio. E pelo seu comentário, você deve ser bem do tipinho que pratica o segundo nas ruas.

    • Norma Müller
      9 de setembro de 2013 at 19:15

      Temos o direito de não querer ouvir opniões sobre nossos corpos e aparência. Se me acha linda, pense com você.

    • Sara
      9 de setembro de 2013 at 19:15

      meu filho, não ando na rua pra receber nota

    • Rogério
      9 de setembro de 2013 at 19:18

      Então se um homossexual te chamar de “lymdo” na rua “falar que quer te chupar toddynho” e quer seu “picolé” nu você vai amar o elogio né? Por que não! É elogio!

    • Rodrigo Belchior
      9 de setembro de 2013 at 19:19

      Você é otário meu irmão?
      Deve ser outro babaca que assedia as mulheres na rua e acha engraçado.
      Ou se junta com seus amigos pedófilos e machistas para azarar mulheres indefesas na rua.

    • Douglas
      9 de setembro de 2013 at 19:20

      como você é babaca, alexandre. babaca se não tiver lido a matéria e mais babaca ainda ser tiver lido e feito um comentário desses. sou um homem e acho muito triste que 85% das mulheres entrevistadas tenham, pra não comentar todas as violências apresentadas, sido tocadas sem consentimento e que um cara logo depois de ler isso comente com ironia como seria exagerada a luta por um mundo sem esse tipo de coisa.

    • Prudence
      9 de setembro de 2013 at 19:29

      Tô vendo na sua foto que você é bem gatinho, Alexandre.

      Sabe o que ia te deixar mais lindo? Meu braço enfiado no seu cu até o cotovelo.

      E não adianta dizer que não gosta, que eu garanto que faço você gostar.

    • Mary Ann
      9 de setembro de 2013 at 19:46

      Hipócrita. Não são elogios, são assédios. Aprenda a ler.

    • Aline Ramone
      9 de setembro de 2013 at 19:46

      Me parece que você não tem capacidade mental pra ler um texto e ENTENDER. Se tivesse não falaria merda. Mas o que se esperar de um merda?

    • Carina
      9 de setembro de 2013 at 19:46

      Penso que caras que ficam “elogiando” mulheres nas ruas, são os mesmos que não abrem a boca para elogiar namoradas/esposas. Quer elogiar? Elogia a sua mulher…

    • Adri
      9 de setembro de 2013 at 20:00

      Se ainda fosse só chamar de linda. Parece que ignorou todo o resto da pesquisa.
      E ainda, chamar de linda pode sim ser ofensivo, dependendo da maneira que se faz, de como se olha. Tem uns tarados por aí que sabem ofender sem nem falar. É fácil dizer qualquer coisa quando não é você quem está em risco de ser estuprada.

    • Pinheiro, G. A.
      9 de setembro de 2013 at 20:05

      Gentileza sua fazer o favor de parar de cagar pela boca, ok?

      “Linda”, a palavra, nunca foi o problema realmente. O problema é o sujeito misógino, cuzão, que acha que pode chegar para qualquer mulher, a qualquer momento, de qualquer jeito, e lançar um gracejo qualquer>

      “Linda” é sim um elogio, mas entre pessoas que tem intimidade, em situação em que a mulher dá abertura para receber esse elogio de alguém a quem ela permita fazê-lo. Mas no meio da rua, com um desconhecido, sob um olhar malicioso, é tão horrível quanto ouvir um insulto.

      Se você nunca vai saber o que é ser uma mulher nessa sociedade machista, pelo menos se esforce para ter empatia.

    • thaisapfaff
      9 de setembro de 2013 at 20:16

      Pensa um pouquinho amigo, ouvir que você é lindo, vindo de alguém da sua idade, por quem você tem interesse, nem precisa ser conhecida…é uma coisa…

      Agora, pensa em pessoas que não são seu tipo, te chamando de lindo! Um negão bem grande, uma idosa, pessoas que não te conhecem, mas que te olham de cima a baixo, te comendo com os olhos, e te chamando de lindo. Pensa num grupo de homens te olhando e dizendo que você é lindo (supondo que você é hetero)… Pense em qualquer pessoa, que você não tenha interesse, te assediando. Não é confortável, pra ninguém.

      Por via das dúvidas, melhor guardar “linda” pra sua mãe, sua namorada, pessoas próximas a você, ou pelo menos, praquelas desconhecidas que gostam de ouvir. Reparou que não são muitas?

    • daniellaborges
      9 de setembro de 2013 at 20:27

      Isso mesmo Alexandre! Vá elogiar sua mãe. A propósito, vá passar a mão nela também!

    • Renato
      9 de setembro de 2013 at 20:36

      sei lá, eu tenho a impressão de que alguns comentários, do tipo, o cara dizer que a menina é linda, não é *necessariamente* ruim e o cara que faz isso não é necessariamente um tosco, mas o problema é que a mulherada já tá tão oprimida e escaldada com tosquerias diárias que qq comentário vindo de alguém não conhecido vai ser recebido com medo de algo mais podre vir em seguida. andando pelas ruas em outros países eu percebi como as mulheres têm muitas vezes menos medo de olhar você nos olhos, perceber a sua atração/curiosidade, e sorrir, sem se sentir oprimidas ou acharem que podem sofrer um ataque. parece que pras mulheres no brasil, infelizmente, sentir medo e correr de comentários à priori inofensivos ou “bonitinhos” como “puxa como vc é linda”, é estratégia de sobrevivência.

      • Dona coisa
        10 de setembro de 2013 at 00:37

        oi Renato.
        Que bom. Você entendeu! :)
        beijao!

    • Amanda
      9 de setembro de 2013 at 20:37

      Como vc é babaca!

    • Rafael Lunardini
      9 de setembro de 2013 at 20:39

      Cara, com esse comentário tu demonstra não conseguir enxergar o principal de um diálogo: empatia. Dizer que uma mulher é linda – ou usar adjetivos mais intensos – depende do quanto ela quer escutar aquilo de ti. Não existe problema nenhum em chamar uma mulher de gostosa, desde que ela queria escutar isso de ti e já tenha demonstrado diretamente. E pode ter certeza que, se ela não te conhece e tá passando na rua, ela não vai querer que tu chame ela assim.

    • Isabella
      9 de setembro de 2013 at 20:40

      Ô amigão, não sei se você já reparou mas os caras não falam “linda” de maneira respeitosa como um elogio, não. Eles falam como se você fosse um pedaço de carne, olhando pra sua bunda de forma maliciosa, deixando bem na cara qual é a intenção, no que é que ele está pensando. Isso é invasivo, é desrespeitoso, dá nojo, dá raiva. Se você quer elogiar uma pessoa na rua, pare-a, sorria respeitosamente, diga que a achou bonita e siga seu caminho. Isso é completamente diferente do que se ouve passando em frente a lugares lotados de homens mal intencionados te dando “bom dia, princesa”, mas secando a sua bunda.

    • willian
      9 de setembro de 2013 at 21:22

      issoo aíi! concordo.. chamar mulheres de Linda!… nooosssa prisão pra todos que fazem isso! pode causar uma histeria de medo generalizado nas mulheres. qdo vejo isso faço questão de trombar co o cara e falar olha pra frente!

    • Lais Garcia
      9 de setembro de 2013 at 21:47

      Voce pegou um único ponto da pesquisa e quer fazer piada?
      Se fosse com sua namorada ou sua irmã aposto que um linda vindo de um outro homem pra ela(s) te incomodaria. Se fosse outro homem te chamando de lindo com um olhar totalmente nojento talvez você não achasse engraçado.

      A questão não é simplesmente chamar de linda, mas tem a intenção com que a pessoa fala e como ela se comporta antes ou depois de falar. Voce pode chamar uma mulher de linda e fazer com que ela se sinta muito bem e voce pode chamar uma mulher de linda e fazer ela se sentir um lixo.

    • caras otaios
      10 de setembro de 2013 at 00:26

      sempre te, que ter um homem pra fazer “homenzice” em post dedicados ao sexo feminino. Típico;
      Faz assim, se não quer ajudar, não atrapalha e não perde o seu tempo de merda comentando em assuntos do qual vc nem liga.

    • ca
      10 de setembro de 2013 at 03:02

      Você é cego? Foi esse o unico nome que as meninas receberam? E mesmo que fosse linda eu tenho a OBRIGAÇÃO de gostar?

  70. Amanda Dr
    9 de setembro de 2013 at 19:01

    “Existem coisas que nunca vão mudar, como atração física do homem a uma bela mulher, agora se existe “assédio” de verdade e não os mimimi que estão no texto, verá que é uma questão educacional do homem. Ande um pouco no centro de Belo Horizonte para ver se tem mulher com nível de escolaridade o suficiente pelo tamanho das roupas, é praticamente um “mexa comigo””

    Esse é o típico comentário de quem diz “ah, se foi estuprada é porque provocou, olha a roupa dela!” e caímos, novamente, na velha discussão de que NINGUÉM deve ser julgado pelo tamanho das suas roupas. A culpa NUNCA é da vítima, a sociedade precisa realmente aprender a respeitar as mulheres, essas mesmas mulheres que sofrem abusos todos os dias, seja por meio de “cantadas leves” ou pelo abuso físico mesmo. Esta aí, diante de todos nesta pesquisa, estampado que não gostamos desse tipo de “cantada”, de que não queremos que um cara enfie a mão no meio das nossas pernas ou bata na nossa bunda, isso não é MIMIMI é abuso, é assédio sexual, crime.

    Acredito que essa pesquisa foi importante para mostrar à sociedade o que realmente se passa na nossa cabeça quando ouvimos certas coisas por aí, e é ainda mais importante para que os homens revejam seus atos. Não ficaremos com homens que possuem o maior número de cantadas no seu repertório, e sim com aqueles que possuem, ao menos, um nível de inteligência e bom-senso para saber como conversar, como agradar sem ser rude.

  71. Flavinho Siqueira
    9 de setembro de 2013 at 19:06

    Republicou isso em Brasil de Brinquedoe comentado:
    Um dia desses ouvi que comentários em sites são as novas paredes de banheiro da escola: onde pessoas manifestam suas intimidades sem se mostrar, para que pessoas, em momentos de intimidade fisiológica, pudessem ler, mesmo sem querer, as necessidades fisiológicas dos outros.

    Alguns comentários ridiculamente machistas feitos nesse post reforçam essa teoria.

    Enquanto isso, quando caminho na calçada e na minha direção vem um infeliz que olha pra trás para mexer com a mulher que passa, faço questão de trombar com o cara e gritar:
    “Olha pra frente, imbecil!”

    Parabéns pela iniciativa e pela campanha.
    “Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente porque nasceu mulher.”

    • Ana Carolina
      9 de setembro de 2013 at 19:32

      Acho importantíssimo que as pessoas que presenciam mulheres sendo assediadas se mobilizem e também ajam contra.

    • Pricila
      9 de setembro de 2013 at 20:22

      Parabéns por ser menos um.

    • Janaína Coutinho
      9 de setembro de 2013 at 20:37

      Uma vez eu vinha de uma caminhada, com roupas de malhar, foi quando percebi um cara saindo e entrando de novo em uma casa abandonada. Saquei logo o que ele ia fazer e mesmo assim continuei andando. Na hora que passei em frente a porta, momento que ele ia por a genitália pra fora, gritei: – Seu imbecil, se vc colocar essa merda pra fora eu arranco e faço vc comer. Ele imediatamente fechou a calça e saiu correndo.
      Eu sei que muitas mulheres não conseguem tomar atitude nessas situações, mas já tá na hora da gente começar a brigar, a enfrentar.
      Eles estão acostumados a fazerem sem ouvir nada… no momento que ouvem, ficam perdidos.
      Enfim… temos que agir. Se preciso for fazer alto defesa, façamos.

    • bruna
      9 de setembro de 2013 at 20:41

      vou fazer dessas também, Flavinho! Boa ideia.

  72. camy
    9 de setembro de 2013 at 19:06

    Sai pra um barzinho com amigos e fomos tomando caipirinha… tinha uma amiga afim do fulano e ele dando bola pra mim. Decidi q ia ajudar ela e fui falar c ele…afinal eramos todos amigos.achei q nao fosse boa cupida e fiquei rindo da cena, curtimos a noite sem drama sem ninguém ficar c ng. Como era de confiança pediram p ele me levar embora e todos na mesa concordaram pq ele nao bebia…. e eu ja estava bem alcoolizada. No dia seguinte tive lapsos de memória e lembrar de um dos meus melhores amigos, da época, me agarrando no carro foi horrivel. No dia seguinte chamei ele p conversar e dei bronca e ele se fazendo de coitado e de apaixonado. Ridiculo. Ele tava com um arranhao no braço…feito ppr mim. Ele ainda contou q n usamos camisinha. Pedi p ele comprar uma pilula do dia seguinte e fiquei o resto do dia trancada e triste. Nunca contei pro pessoal daquele noite c ele…principalmente a amiga. Quase vomitei de tanto chorar e custei esquecer a vergonha, ficava tentando lembrar das coisas…. e cada lembrança uma tristeza. Tem muitos anos isso, mas depois disso sumiu da vista dele e cortei contato.

  73. Marilia
    9 de setembro de 2013 at 19:08

    Sexta retrasada ÀS TRÊS DA TARDE eu subia o trecho de 1-quarteirão-e-meio de Francisco Morato até a minha rua quando um cara de moto veio parando.
    Com a viseira levantada fez um som de quem sugava a baba da boca e disse “Ô delícia, mas tem cara de ter uma boceta apertaaaaaaaaaada.”
    Enojei.
    Cheguei em casa deprimida.
    Me afetou profundamente essa. Merda de lugar, em que eu sou OBRIGADA a sair na rua com um fone de ouvido para não ouvir essas barbaridades. E tive MEDO, tive mesmo. Pq imaginei oq não faria um babaca desses numa rua vazia um pouco mais tarde.
    Beijos pra esse mundo lindo que acha isso normal e que clama que uma atitude dessas é elogiosa!
    Que vão à merda todos vocês que acham que nós deveriamos nos sentir orgulhosas de aguentar isso TODOS OS DIAS.

    • julieth
      9 de setembro de 2013 at 20:03

      Marília, muito obrigada,você disse tudo que eu penso, é desprezível pessoas que acham normal passar por isso TODOS os dias.

  74. Michelle
    9 de setembro de 2013 at 19:13

    Grande parte dos depoimentos se tratam de assedio sexual. Se um cara te aborda na balada e te toca no ombro, ou mesmo na cintura, você vai dizer que se sentiu invadida? Como ele deveria fazer? Se até mesmo posts contra a aproximação de homens eu já vi, já que o cara não sabe se a menina está afim de ficar com alguém ou só foi pra dançar. Eu tenho costume de tocar as pessoas para chama-las, principalmente em locais com grande ruido. Acho que é importante diferir crime de assedio, gente mal educada, do resto. Já fui abordada por homens que me xingaram ao serem ignorados, já encontrei homens extremamente mal educados e só pelo porte vc já percebe que são pessoas sem um pingo de decência, e também já fui abordada por homens que disseram “moça, me desculpe, mas vc é muito bonita”, e seguiram. Sem desrespeito, e esse não pode ser colocado no mesmo barco dos outros. As relações humanas tem que ser baseadas em respeito, mas tem que existir.

  75. Camila
    9 de setembro de 2013 at 19:24

    Não gosto nem de pensar nisso nem de lembrar das histórias que já se passaram comigo…
    Mas uma coisa é certa: eu aprendi a revidar toda vez que me sinto invadida, de xingamentos a dedos para todo mundo que tiver na rua saber quem foi o escroto que me agrediu verbalmente, nada mais justo. O problema é que até a gente perceber que o cara é quem tem que ter vergonha leva uma tempo…

    e esses caras imbecis que reclamam o direito ao “linda” às desconhecidas NUNCA vão entender, só quando eles nascerem mulheres ou forem assediados por um travecão que por acaso eles não conheçam e não lhes agrade…

  76. Guiga
    9 de setembro de 2013 at 19:25

    Ao ler os comentários, achei curioso que somente homens são a favor das cantadas, o que mostra que realmente nenhuma mulher gosta disso. O relatado no texto é diferente do flerte na balada, que deve ser respeitoso e onde a mulher claramente sinaliza se o homem pode se aproximar ou não. E agarrar nunca é uma opção, nem mesmo se o homem for o Brad Pitt.

  77. Marquinhos F.
    9 de setembro de 2013 at 19:26

    Homens do mundo, venham ME cantar, eu não reclamo nem fico de mimimi, deixem essas barangas pra lá

  78. Caroline
    9 de setembro de 2013 at 19:26

    Realmente é uma realidade nojenta. eu respondi a essa pesquisa um tempo atras, e hoje mesmo andando no centro da minha cidade tive que engolir um “gostosinha” de um cara NOJENTO quase vomitei de tanto ódio.
    E tem caras q ainda tem coragem de dizer que ” é culpa da roupa curta” hoje eu estava com uma calça COMPRIDA mesmo morrendo de calor, uma camiseta larga muito comprida e q nem meus ombros mostrava, agora vem me dizer q a culpa de ter que ouvir o ” gostosinha” é minha ?
    Só queria ter a coragem de xingar gritar e armar um escandalo a cada vez que fazem isso comigo sem ter o medo de isso se virar contra mim em um assédio pior. Odeio ter que ouvir e ficar calada.

    • Maria
      10 de setembro de 2013 at 05:13

      E o machismo é tanto que até pra contar uma agressão que a gente sofreu, tem que dizer a roupa com que estava, que não era curta, nem decotada… dar “satisfação” para os agressores vigilantes que pipocam em qualquer discussão do tipo, prontos para apontar o dedo para as mulheres “provocativas”, “que não se dão ao respeito”. Pandora, ainda hoje.

  79. Ana Carolina
    9 de setembro de 2013 at 19:29

    Eu andava na plataforma da estação da luz, às 20h, e um cara apertou minha coxa. Virei para ver quem era e vi sua mão pousada na coxa da moça que vinha andando atrás. Ela só exclamou: ei! Eu fiquei com muita raiva e gritei: seu cuzão, pára de passar a mão em mulher! filho da puta! imbecil! Nessa hora muitas pessoas passaram por mim, andando apressadas, o homem continuou andando lentamente, todos na mesma direção que iam, ninguém olhou para trás. Eu fiquei um tempo parada vendo ele ir, pensando que eu queria ter muita força pra socar a cabeça daquele homem, chutar, sei lá, tentando decidir o que fazer diante daquilo. Fui embora, me sentindo sozinha, agredida e impotente.

    • Milena
      9 de setembro de 2013 at 20:23

      Pois é, Ana, e ainda assim alguns desses idiotas – diria simplesmente “animais” – acham que estão no direito de fazer isso só pq são “homens”, pq “mulher gosta” e qualquer reclamação nossa é apenas mimimi. Esse mimimi se chama crime, isso sim.

      Longe de defender a violência mas sim a legítima defesa, eu treino artes marciais e defesa pessoal justamente para que nenhum desses idiotas, só por serem do sexo masculino e terem naturalmente mais músculos do que eu, tenham superioridade em uma situação dessas. Assim eu não preciso me acuar e aceitar isso numa boa, nem esperar uma reação das pessoas que passam, nem me sentir impotente. Digo isso pq entendo o que você sentiu e é terrível. Ainda bem que nunca precisei agredir ninguém, só faria isso em último caso – como na vez em que um “espertinho” colocou a mão na minha saia em um show lotado e não queria tirar, então recebeu uma bela cotovelada no estômago, só para se situar, gritou de dor e saiu de perto na hora. Não acho isso lindo, mas funcionou e garanto que ele pensou duas vezes antes de continuar fazendo isso depois. Odeio agressão de qualquer tipo, mas não aceito desrespeito também. Nunca deixo de pelo menos responder a um babaca desses, pq acredito que mesmo ignorar já é dar um “troféu” para ele fantasiar que quem cala consente, nesse caso.

      • Léia
        10 de setembro de 2013 at 05:08

        Pra você ver que até pra dizer que se defendeu a gente tem que “pedir desculpas”, afirmar que “não é bonito mas…”

      • Julia
        12 de setembro de 2013 at 23:21

        Vc tá no seu direito, Milena. Ele te agrediu primeiro, vc estava se defendendo. Também percebi que vc usa muitas justificativas.. não precisa. Talvez seja pela filosofia das artes marciais.. mas não pense duas vezes em usar de força pra se defender quando preciso for.

  80. Lisi Cohem
    9 de setembro de 2013 at 19:29

    Pois é
    Tema bem polêmico.
    lembro de ter recebido cantadas grosseiras, assédios absurdos.
    Mas também lembro de cantadas que eu esperei e não vieram,
    lembro de cantadas que vieram e rolou…
    lembro de coisas bem boas, sabe?
    Acho que tem 2 coisas bem diferentes, confusas na pesquisa:
    – abordagem agressiva/ofensiva;
    – abordagem para acasalamento;

    se reclamarmos dessas últimas que citei, vamos todas ter que virar lésbicas, pq ..né??

    • Catarina
      10 de setembro de 2013 at 05:05

      E qual o problema, Lisi?

      Alguns dos trogloditas que agridem verbal e fisicamente mulheres na rua estão crentes que estão trabalhando em prol do acasalamento. Eu só acho que esses são uns “merdas”.

  81. Loreta
    9 de setembro de 2013 at 19:30

    Tenho uma filhinha de quase 3 anos e desde que era bebê saímos para passear e escutar barbaridades. Minha invocadinha já até respondeu a um marmanjo que disse pra nós que ela iria chamá-lo de papai, e disse com raiva pra ele que ele não era o pai dela.

  82. Siva
    9 de setembro de 2013 at 19:34

    a solução é a burca.

  83. Yuri Sugano
    9 de setembro de 2013 at 19:36

    Pessoal precisa entender que toda mulher adora ser chamada de linda… toda mulher, todo homem, todo ser humano. Mas é necessário entender tudo que se passa por trás de cada “elogio”. Um cara que tá andando de moto, desacelera e chama uma mulher de linda não está elogiando, deve ser desesperador. É necessário um pouco de força pra entender o mundo fora do machismo dentro do qual todos nós, homens, fomos criados. Continuem elogiando as mulheres com o devido respeito. Sorrisos e olhares costumam funcionar melhor que passadas de mão na balada.

    João, do que você tá falando? Escolaridade? E quando a menina usa saia curta ela é necessariamente vagabunda? Tá aí o problema, a diferença com a qual nós tratamos atitudes similares de sexos diferentes. Eu jamais precisei me preocupar com o tamanho das minhas roupas, no calor me sinto completamente a vontade pra tirar a camiseta. Quão vadia uma menina precisa ser pra poder sair sem camisa na rua? Reveja os teus conceitos sobre o seu “não machismo” e sobre a marcha das vadias, parceiro, é sério, esse tipo de visão é doentio.

  84. Mary Ann
    9 de setembro de 2013 at 19:39

    Eu tive dois episódios muito traumáticos na minha vida.. Um deles foi quando eu tinha uns 6 ou 5 anos, e estava na frente de casa com o meu irmão fazendo desenhos, eram umas 17h. Um homem passou de moto e chamou a gente para ir até ele, na esquina (muito inocentes, e sem maldade, fomos), chegando lá ele pediu para nós dois tirarmos as roupas, foi sorte que a minha mãe, logo vendo que havíamos sumido gritou em desespero atrás de nós e o homem foi embora.
    E outro deles foi indo para a escola, logo no horário do almoço, com uns 12 anos, e a rua movimentada, um homem de moto subiu na calçada e apertou minhas nádegas com muita força. Cheguei na escola chorando e até chamaram a polícia, porém nunca acharam o sujeito.

  85. Roque
    9 de setembro de 2013 at 19:39

    Um fiu-fiu de vez em quando faz bem pra auto-estima.

    • Zélia
      10 de setembro de 2013 at 04:59

      Pra sua, né, meu bem?
      Dói descobrir que a gente não quer a opinião de vocês?

  86. Zézinho
    9 de setembro de 2013 at 19:40

    Eu não entendo… Nas pesquisas é tudo “NÃO GOSTO!” Mas na rua, meu filho.. Se abrem todinha, todo sábado vou pra alguma festa, algum lugar, que seja.. dar umas voltas. Eu com meu carro, bem tranquilinho, se eu vejo uma menina bonitinha eu solto uma cantada, solto mesmo e sempre sobra um sorrisinho, sempre vejo a gata dando uns pulinhos… Isso aí é uma mentirada! Ou essa página é de guria que fica na net, não tem vida social e quando sai de casa escuta um Ohhh que gatinha, heim!? E já fica toda molhadinha, mas finge que não gosta rsrs Vai entender essas mulheres…

    • M.
      10 de setembro de 2013 at 01:47

      Ah sim, e você é o incrível macho-alfa que solta uma cantada e deixa todas as fêmeas em volta excitadas e doidas para acasalar com você, certo? Só um animal para pensar isso, que pode funcionar com as prostitutas que você costuma abordar nas esquinas e te devolvem o sorrisinho, mas garanto que não para mulheres decentes que estão a caminho da escola, do trabalho ou até da balada, mas não estão à disposição da sua escrotice, como você pensa. Se você acha que todas as mulheres são assim, imagine a sua mãe retribuindo uma cantada nojenta de um animal e retribuindo com um sorriso também. E aí?

    • Jaqueline
      10 de setembro de 2013 at 04:58

      Crente que “entende tudo de mulher” e tem que vir aqui dar liçãozinha e ditar o que a gente, que não tem nada a ver contigo, tem que ouvir na rua…
      male tears…

    • Aline Miranda
      10 de setembro de 2013 at 18:25

      HAHAHAHA não pude deixar de rir de um comentário tão babaca, quantos anos vc tem? 12? Pq só com 12 anos para achar que uma mulher fica ‘molhadinha’ com uma coisa ridícula dessas, já parou para pensar que algumas pulam com o susto que tomam com a sua buzina, imbecil?

    • Julia
      12 de setembro de 2013 at 23:07

      Nossa, gente! O Zezinho faz a mulherada dar pulinhos com suas cantadas. Vc alegra o dia e a noite da mulherada, hein? Aposto que umas só saem de casa pra ouvir seus “elogios”!!!
      VÊ SE TE ENXERGA, PALHAÇO
      Vcs homens se dão importância demais, baixem a bolinha de vcs..

  87. Magna
    9 de setembro de 2013 at 19:52

    Vejo que há homens com opiniões interessantes, que denotam sua boa educação e maturidade frente ao assunto enquanto há outros com opiniões não tão interessantes e/ou plausíveis assim. O problema em si é a forma de abordagem, não importa onde. E creio, que muito embora a pesquisa tenha englobado alguns fatores que deveriam ser avaliados de outra forma, o problema em si está aí na nossa cara. Falta educação e consciência. Se a maioria dos homens entendesse que o fato dele ser gentil e interessante lhe abre muito mais portas do que ser um lorpa pedante, essa pesquisa seria praticamente desnecessaria, no entanto, percebemos que uma rala parcela masculina entende isso… logo os demais neandertais podem pegar seus tacapes e tentar caçar mulheres por aí, mas eu imagino que não obterão muito sucesso (não com mulheres de verdade, quem sabe com outras neandertais que julguem isso necessário e que ainda acreditem que truculência e má educação é comportamento de homem).
    E ser chamada de qualquer coisa por um completo estranho, é sim desconcertante, te deixa indignada, não importa se ele te chama de linda ou gostosa, ou qualquer outra coisa, justamente porque você não está interessada no que o infeliz que falou pensa, agora se a guria responde ela é mau educada, porque nós mulheres, além de termos de lidar com comportamentos primitivos, temos também de achar que é natural sermos abordadas de formas pejorativas e indelicadas por completos estranhos. Mas não não, a sociedade não é dada mais a machismos… humpf ><

  88. Guilherme
    9 de setembro de 2013 at 19:55

    Interessante, mas acho que a pesquisa teve seus erros. Deviam colocar tb o tipo de roupa q elas estavam usando nas ocasiões . Afinal uma mulher q sai com uma mini saia, um salto, um decote gigante e toda maquiada pra balada e fala que não quer receber cantada só pode tá de brincadeira, não é?! Se for só pra se divertir é mais fácil ir mais comportada e com roupas mais condizentes ( ainda mais pq o ar condicionado esfria as boates, né?!)… . Na hora de seduzir o porteiro da balada pra entrar sem enfrentar fila e pra ganhar bebida mostra o decote e conta a maior vantagem pras amigas, mas na hora que recebe a cantada do cara feio fica ofendida….. Claro que não dá pra generalizar, mas que esse tipo de mulher existe, não tem como negar.

    • Ana Stern
      9 de setembro de 2013 at 20:44

      Guilherme, você tá de sacanagem, né?

    • luisa
      9 de setembro de 2013 at 21:59

      Guilherme, você realmente acha que nós, ao sair de casa com roupas “curtas”, desejamos uma cantada nojenta? Injusto é ser forçada a mudar de roupa, selecioná-la cautelosamente, com objetivo de não ser verbalmente, fisicamente ou sexualmente abusada – algo que ocorre diariamente no Brasil. Vei, até freira é estuprada, você acha que é somente por causa da roupa, ou porque vivemos numa sociedade machista onde o estupro não é levado a sério? Quando eu tinha 15 anos, ia muito pra baladinha de saia colada e regata, em parte porque sempre fui calorenta (rs) e porque a roupa ficava legal em mim. Tava na moda e minhas amigas elogiavam meu look. Nunca me vesti para ser assediada. Parei de ir nessas festas porque não me interessavam mais. Nós, mulheres, jamais queremos isso. Culpando a vítima não é certo. Se você quer ser um indivíduo mais evoluído, obter mais conhecimento, por favor entenda o que lhe digo.

    • Aline Miranda
      10 de setembro de 2013 at 18:21

      Caro Guilherme, a roupa que uma mulher usa nada tem a ver com o fato de ser desrespeitada, caso não saiba mulheres que usam burca são estupradas todos os dias, eu não uso decote pq meus seio são pequenos e não gosto fica feio e quando uso shorts são aqueles um pouco mais cumpridos, pois me sinto mais a vontade, e mesmo assim idiotas, como provavelmente vc é, buzinam para mim, falam groselha para mim na rua, na volta do trabalho, passo por uma avenida a pé para chegar na minha casa, estou sempre de calça jeans, já que trabalho na construção civil, ou seja sem chance de ir trabalhar de legging, vestido, saia, camiseta e dependendo da temperatura blusa e ainda assim todos os dias retardados buzinam, não não sou linda maravilhosa, gostosa, mas os homens fazem isso só para humilhar as mulheres, deixa-las constrangidas esse é o único motivo para que o fazem, e se vc fosse uma com certeza não teria opinião tão ridícula.

    • Josi
      11 de setembro de 2013 at 21:42

      AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

      Gente!!!! Descobri o compositor de Camaro Amarelo, De Land Rover é Fácil (e todas as outras derivadas dessas).

      AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

  89. Diego Meneses
    9 de setembro de 2013 at 19:57

    Eu sinceramente gostaria de pedir desculpas a todas as mulheres que relataram aqui essas coisas. Peço desculpas enquanto membro do sexo masculino, porque “homens” é um termo que não se deve usar para designar aqueles que fizeram isso com vocês, que as submetem e fazem questão de diminuir a meros objetos sexuais e descartáveis. Todo santo dia.

    De coração, não quero transparecer nada, não quero parecer “o mocinho”. Apenas estou chocado com o que disseram aqui, é revoltante, nojento, constrangedor, desnecessário… Um sem-número de adjetivos que esse tipo de atitude e esse tipo de pessoa merece receber.

    Mas meu pedido de desculpas não vai mudar nada. Meu comentário é apenas um desabafo de um cara que não concorda de forma nenhuma com qualquer tipo de abordagem ofensiva ou desrespeitosa, menosprezo equivocado às mulheres. Mas tenho feito minha parte, admito: tenho buscado formas e aplicado práticas no meu dia a dia de forma a quebrar o machismo nosso de cada dia. E me sinto bem por isso, por sair do lado confortável da coisa – afinal, ser homem é estar “seguro” desse tipo de atrocidade.

    Desculpas.

    • Dona coisa
      9 de setembro de 2013 at 22:48

      Oi Diogo.
      não peça desculpas. primeiro porque se você não canta as mulheres na rua e não as agride, não é culpado de nada. E me deixa feliz toda vez que um cara se manifesta dizendo se sentir enojado. Mas há algo que você pode fazer pra ajudar a “minha metade” da população: eduque seus amigos, filhos, familiares. Quando alguém desmerecer uma mulher, cantar uma mulher, falar objetificando, fazendo slut shaming de uma mulher menina qualquer, calmamente explique que o que ele está fazendo é errado. Normalmente homens não conseguem ver as coisas pelo nosso ponto de vista, entao o clássico: “tente se colocar no lugar dela”não funciona. Mas peça para que eles imaginem a cara de alguém que eles amam no lugar da mulher que eles objetificam. Ouvi já relatos de homens que mudaram lentamente. Mulheres também. Afinal, o machismo faz parte da nossa cultura.

  90. Thaís
    9 de setembro de 2013 at 19:59

    Um dia normal, eu caminhando para o ponto de ônibus para ir trabalhar, devia ser umas 6hrs da manhã, quando aparece um cara vindo na direção contrária a minha, de longe eu percebi que o cara não era normal, eu fui para o outro lado da rua e continuei caminhando, quando o cara simplesmente coloca o pênis pra fora e começa a tocar uma, andando meio q na minha direção…eu caminhei rápido, quase correndo, vi uma pedra, pensei em pegar, mas pra minha sorte eu já estava bem próx do ponto e o ônibus se aproximava! ufa! entrei no ônibus e segui em frente… eu era nova, mas esse episódio até hoje me assusta! e se o ônibus não tivesse perto? nem sei o que seria de mim. Morro de nojo toda vez que algum homem me “mexe” comigo, muito obrigada, mas não preciso, eu já tenho o meu marido, que me elogia todo dia!

  91. Marcus
    9 de setembro de 2013 at 20:00

    E mais uma vez sinto vergonha do sexo masculino. Não que todos os homens sejam assim, mas infelizmente é grande demais a quantidade de homens que são.

  92. Nádia Oliveira
    9 de setembro de 2013 at 20:01

    Esqueceram das DESTESTÁVEIS buzinas…
    Não sei em que lugar do mundo, há mulher que se sinta orgulhosa em ouvir uma sonora buzina, sucedida por elogiosos “adjetivos”, tudo muito romântico e encantador.
    Mundo hipócrita.
    Gostaria muito que cada um desses homens que acham normal mulher levar cantada na rua passasse por cada uma das situações narradas no texto.
    Chega de machismo.

  93. Nathy
    9 de setembro de 2013 at 20:01

    Lembro-me como se fosse hoje de uma história que me aconteceu há 8 anos. Eu tinha acabado de mudar de cidade, tinha 11 anos (ONZE!) e estava passando em frente a um campo de futebol que tinha no meu bairro pra buscar a minha irmãzinha na escola. Atravessei a rua porque sou introvertida, só queria buscar a minha irmã na escola e voltar pra casa sem falar com ninguém, quando cerca de 10 rapazes (deveriam ter entre 15 e 18 anos) começaram a me assediar. Ficaram gritando do campo, que ficava do outro lado da rua, me chamando de linda, gostosa, delícia, pedindo para eu ir até lá. Mas eu era muito ingênua, era uma criança, gente! nunca tinha passado por nada parecido. Cheguei na escola da minha irmã chorando, as moças que trabalhavam lá me deram água e me ensinaram um outro caminho para que eu pudesse ir e voltar sem medo. Desde então, eu nunca mais saí de short na rua e, ainda assim, tem sempre um cara que solta uma gracinha.

    • Januário
      9 de setembro de 2013 at 20:48

      Agora já pode? Pq vc é linda, viu! rsrsrs

      • Lúcia
        10 de setembro de 2013 at 04:51

        Já você é um merda de vir debochar aqui.

  94. Hehehehe he he ee
    9 de setembro de 2013 at 20:02

    Quinta feira passada era um dia normal até aproximadamente 6:30 da manhã. Peguei meu primeiro ônibus (abdiquei de meu privilégio e viajei em pé) e fui até o ponto no qual pego o segundo ônibus, mal sabendo o que me aguardava. Percebi uma certa demora em sua chegada e rapidamente me dirigi até o ponto anterior, já que o ponto que fico diariamente estava começando a ficar cheio. O ônibus chegou com um atraso de vinte minutos, porém consegui viajar sentado. Mal sabia eu que estava prestes a entrar no inferno… O ônibus começou a encher e reparei que uma depósito estava claramente mal intencionada. Ela se encostou em mim. Fiquei claramente incomodado e me aproximei da janela (era um banco único), me sentindo indefeso com aquela ameaça evidente usando calça legging. A cada balanço do ônibus senti que ela queria punir minha pureza encostando aquele corpo magro no meu ombro, que naquele momento já fora completamente deflorado pelos contatos exercidos contra mim. Estava a ponto de chorar, quando o pior aconteceu: o ônibus começou a esvaziar, mas ela não deixou de ficar perto de mim. Aquele ultraje absurdo da situação de semi-estupro foi horrível, e ninguém no ônibus pareceu se importar comigo ou com meus direitos. Já sem forças de tanto esquivar da ameaça feminina, meu coração voltou a bater quando ela deu o sinal e partiu do ônibus, não sem antes se virar maliciosamente e bater a bunda em meu braço, como se falasse “gostou, sua putinha?”. Estou tremendo até agora.