“Sou fruto de estupro e a favor do aborto”

olga aborto

Claudia Salgado, 28 anos, gerente de varejo, fala de forma corajosa sobre a ilegalidade do aborto e suas consequências absurdas. Um viés humano e sincero nesse momento em que se debate o projeto de lei do nascituro


Minha mãe tinha 18 anos na época em que foi estuprada. Ela não foi a única que sofreu este tipo de violência na família: tenho uma tia que também foi humilhada e estuprada por mais de um homem, mas não teve frutos disso, a não ser o trauma e a vida quebrada.

Somos de uma cidade muito pequena no interior de Santa Catarina. Ela havia saído com minha tia para dançar em uma matinê e, quando voltou para casa, sofreu agressão física muito brutal do avô, que era militar e muito rigído com regras e com relação às filhas saírem de casa. A família era muito grande – eram 5 filhas no total – e havia muita preocupação com relação as filhas ficarem mal faladas.

Estou abrindo isso para mostrar como ignorância só gera ignorância. Meu avô não é má pessoa, mas ele era alcoólatra e muito severo com as meninas.

Minha mãe ficou desesperada depois da surra que tomou e decidiu fugir de casa com minha tia. As duas estavam muito machucadas e vulneráveis e se sentaram desoladas nas escadarias da Catedral no centro da cidade, onde estes dois homens se aproximaram de forma amigável e ofereceram amparo. Elas inocentemente aceitaram e foram passar a noite na casa deles, onde haviam mais homens. Foi quando toda a violência física ocorreu. Minha tia era mais forte e conseguiu fugir, mas minha mãe não conseguiu e foi violentada por mais de um homem. Somos tão parecidas fisicamente que ela mesmo lamenta o fato de nem sequer saber qual deles é meu pai.

Naquela época as coisas não eram bem explicadas – em sua maioria, eram omitidas. Minha mãe não contou a ninguém o ocorrido, pois, além da vergonha, ela ainda se sentia mortificada de medo de que não acreditassem nela. Ela era tão inocente que nem sabia que estava grávida, nem foi atrás de justiça, apenas se fechou. E quando a barriga ficou impossível de disfarçar, ela não pôde mais negar e outra vez passou por mais humilhação. Teve que sair de casa às pressas, pois meu avô queria matá-la. Eu não acho que, para ela, seguir a gravidez foi uma escolha, ela não entendia o que estava acontecendo e só teve essa opção.

Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade. E eu nunca me senti desejada. Minha infância ficou quebrada e minha vida, incompleta. Só soube dessa história quando tinha 11 anos. Até então, ela dizia que meu pai havia morrido num acidente enquanto ela estava grávida, o que eu sempre achei estranho, pois nunca havia visto uma foto ou algum registro de que ele realmente existira.

olga claudia

Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.

Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade, tivesse uma boa educação e nada me faltasse.

Sempre tive o sentimento de que ela se importava comigo, mas não me amava… E até hoje tenho este sentimento, mas hoje é mais compreensível porque, com o tempo, adquiri maturidade para entender o quanto isso foi danoso e o quanto deve ter sido difícil para ela ter que conviver com o fantasma de um ato bárbaro. É muito difícil lidar com a dor da rejeição, ela nos deixa realmente miseráveis… E mesmo que você tente se agarrar a seu orgulho, esbravejar que está tudo bem e ser indiferente a situação, não tem como: aquilo está ali, é a realidade da sua vida e você precisa aceitar.

Acho que nesse caso é visível que a ignorância gerou tudo isso. Se ela tivesse mais abertura em casa e direito de expressão, mais compreensão da parte dos pais, nada disso teria acontecido.

Não sei se cabe dizer que ela poderia ter escolhido interromper a gravidez, pois acredito que ela nem se quer sabia que isso era possível naquela altura. E também sei que no fundo ela não se arrependeu, porque não fui uma filha ruim e nunca dei trabalho ou fiz algo que pudesse fazer com que ela se arrependesse de eu ter nascido. Pelo contrário, minha chegada na família foi recebida com muito amor, inclusive meu avô aceitou e foi um pai para mim. Quem me criou foram meus avós, minha mãe teve mais um papel de provedora, pois sempre trabalhou muito para garantir que nada me faltasse.
Acho apenas que ela deveria ter se empenhado mais em achar estes bandidos, mas, ao mesmo tempo, acredito que ela estava muito fragilizada naquele momento e não tinha condições de lutar por nada além da nossa sobrevivência. E devo confessar que sou uma pessoa de sorte, pois não tive um pré-natal e nasci muito saudável.

O projeto de lei do nascituro

Acho esse projeto de lei um grande equívoco. Acredito que as mulheres deveriam ter suporte financeiro e emocional do governo para tomarem a decisão que melhor fosse conveniente a elas, especialmente num caso de estupro, em que deveria ser totalmente amparada e ter o direito de escolha de continuar ou interromper a gravidez. Não se trata apenas de receber uma esmola do governo, vai muito além disso…  

A favor do aborto

Por ser fruto de um estupro, me sinto até mesmo no direito moral de ser a favor do aborto. Eu sei o quanto foi horrível e quantas vezes desejei não ter nascido, pois acredito que a vida da minha mãe teria sido muito melhor se isso não tivesse acontecido. Ela teria tido mais tempo para concluir os estudos, fazer coisas que uma jovem da idade dela faria se não tivesse um filho nos braços. Ela não teria passado pela dor da reprovação, pela humilhação que passou e teria muito mais chance de ter formado uma família e ter um lar ajustado. Demorou muitos anos até que ela conseguisse (eu já era adolescente quando ela conheceu uma pessoa, com qual ela já está há 12 anos e tem outra filha). Ela também acabou de se formar em Direito, aos 47 anos de idade. Acho muito mais digno interromper uma gravidez indesejada do que colocar uma criança no mundo para sofrer e passar necessidades.

Eu fiquei extremamente sequelada, e não sinto a menor vontade de ser mãe. Não acredito que poderei ser boa o suficiente. Me sinto extremamente insegura e tenho muita resistência ao assunto. Sempre digo que só terei um filho se algum dia estiver em uma relação estável com alguém que queira muito, que me passe essa segurança.

O que podemos fazer

Eu acho que falta promover a igualdade, no sentido de que nós, mulheres, tenhamos autonomia sobre nossos próprios corpos e que possamos decidir por nós mesmas como ter um filho afetará nossas vidas e a da criança inocente. Sem interferência de religião, a mulher necessita ter esse direito e centros de apoio moral e psicológico. Vamos supor que homens pudessem engravidar, vocês acham que o aborto já não estaria legalizado?

Leis como essa são criadas, pois vivemos num mundo cheio de pessoas ignorantes e incapazes de pensar no dano que um estupro causa à história de uma pessoa.

Devemos promover discussões saudáveis e positivas sobre o assunto em um aspecto geral, derrubar dogmas e aumentar a consciência de um assunto que é importante na vida de muitas pessoas. Trabalhar com comunidades locais oferecendo suporte psicológico, oferecer uma plataforma neutra onde a mulher tenha espaço, sem ser julgada, e analisar realisticamente os prós e contras da gravidez. E que a mulher possa fazer sua própria decisão.

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Sobre Think Olga

A OLGA é um projeto feminista criado em abril de 2013 cuja missão é empoderar mulheres por meio da informação.

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373 comments on ““Sou fruto de estupro e a favor do aborto”

  1. Marta Leandro
    8 de junho de 2013 at 00:09

    Claudia, querida,
    por você ter vindo, corajosamente, contar para as mulheres e homens o que aconteceu com sua mãe – e que até hoje acontece de maneira velada, porém não menos cruel – por você ser tão linda e ainda ter uma vida longa pela frente e ter oportunidade de conhecer seres humanos de verdade, maravilhosos, já valeu a pena você ter nascido.
    Prá mim valeu muito!!
    De que outra forma teríamos acesso a histórias como essa que, até hoje, muitos teimam em ignorar.
    Beijo grande!

    • Kitty Chevalier
      9 de junho de 2013 at 01:44

      Parabéns pela coragem de falar disso, e de deixar que muitas mulheres que tem uma historia como a sua defendam isso, de dar uma nova perspectiva a mulheres como sua mãe que não sabia o que fazer, isso demonstra que apesar de difícil falar sobre o assunto é possível, de uma maneira em que todo possam ter mais consciência de que mulheres tem o direito de fazer com seu corpo o que quiser.

      Acho “interessante” quem é contra o aborto, mas, gostaria de saber se fossem essas pessoas no lugar de pessoas que sofreram um estupro, se elas teriam toda a coragem pregada em palavras contra.

      Então a vida de um feto deve ser mais importante que a vida emocional da mãe? Perpetuando uma linhagem de tristeza e frustração?

      Sou a favor do aborto, somos donas do nosso nariz e num caso como esse, temos o direito de tirar, porque de nada adianta colocar no mundo mais uma criança para deixá-la como outras dentro de um orfanato, passando pelas mesmas coisas que a mãe passou, ou então criar esse filho, sem amor, sem carinho, sem instabilidade.

      Pregar o “certo” é fácil, se colocar no lugar da outra pessoa e sentir todas as insanas sensações ninguém faz.

      Mais uma vez parabéns, e espero que apesar de tudo isso, você consiga estruturar uma família feliz, porque você merece.

  2. Marta Leandro
    8 de junho de 2013 at 00:09

    Claudia, querida,
    por você ter vindo, corajosamente, contar para as mulheres e homens o que aconteceu com sua mãe – e que até hoje acontece de maneira velada, porém não menos cruel – por você ser tão linda e ainda ter uma vida longa pela frente e ter oportunidade de conhecer seres humanos de verdade, maravilhosos, já valeu a pena você ter nascido.
    Prá mim valeu muito!!
    De que outra forma teríamos acesso a histórias como essa que, até hoje, muitos teimam em ignorar.
    Beijo grande!

    • Kitty Chevalier
      9 de junho de 2013 at 01:44

      Parabéns pela coragem de falar disso, e de deixar que muitas mulheres que tem uma historia como a sua defendam isso, de dar uma nova perspectiva a mulheres como sua mãe que não sabia o que fazer, isso demonstra que apesar de difícil falar sobre o assunto é possível, de uma maneira em que todo possam ter mais consciência de que mulheres tem o direito de fazer com seu corpo o que quiser.

      Acho “interessante” quem é contra o aborto, mas, gostaria de saber se fossem essas pessoas no lugar de pessoas que sofreram um estupro, se elas teriam toda a coragem pregada em palavras contra.

      Então a vida de um feto deve ser mais importante que a vida emocional da mãe? Perpetuando uma linhagem de tristeza e frustração?

      Sou a favor do aborto, somos donas do nosso nariz e num caso como esse, temos o direito de tirar, porque de nada adianta colocar no mundo mais uma criança para deixá-la como outras dentro de um orfanato, passando pelas mesmas coisas que a mãe passou, ou então criar esse filho, sem amor, sem carinho, sem instabilidade.

      Pregar o “certo” é fácil, se colocar no lugar da outra pessoa e sentir todas as insanas sensações ninguém faz.

      Mais uma vez parabéns, e espero que apesar de tudo isso, você consiga estruturar uma família feliz, porque você merece.

  3. Joane Farias Nogueira
    8 de junho de 2013 at 00:42

    Quero começar declarando que sinto muito pela sua mãe e pelo modo como você se sente. Eu sou a favor do aborto por interpretar que uma gravidez não desejada causa revolta,mágoa e não deve ser levada ao fim por causa da mulher.
    Não sou eu que vou deslegitimizar sua história e sua opinião. Eu de fato respeito as duas coisas e espero que você acredite nisso. Estou muito reticente em falar o que penso a respeito porque não quero que você leve a mal ou encare como retirada de autonomia sobre o que escolher e sobre o que pensar.
    De forma alguma,eu direi que sua opinião não vale, mas acho que ela está muito marcada pela dor. Digo que o que você passou não deveria ser motivo para ser a favor do aborto. Mas, acho que consigo ver a extensão do que a falta de amor causou a você.E realmente isso me dói. Espero que você consiga se abrir um dia.

    Eu gostaria de um debate menos emocional ,menos passional.E histórias como a sua ou história de pessoas cujas mães tentaram aborto, mas não conseguiram (e hoje agradecem por isso e são contra o aborto) afetam muito as emoções dos dois lados e impedem que as pessoas façam um exame da realidade com objetividade.
    Discuti-se muito sobre como “eu sou contra” e como “eu sou favor” como se pudéssemos viver a vida do outro. Por isso, eu realmente queria outras perguntas,novos pontos de discussão…enfim. Concordo especialmente com a frase : dar espaço à mulher para falar sobre a maternidade sem culpas e julgamentos. Falar sobre essas coisas da maternidade gera desconforto nas pessoas. Não falar sobre isso gera competição entre as mães,stresses na mulher e romantizações sobre a maternidade (isso vem impedindo muito que as pessoas considerem a condição feminina, porque elas acham q é tudo muito natural e não dá trabalho).

    Enfim, agradeço por dividir sua história conosco. Queremos racionalidade, mas também precisamos saber como é passar por isso e como estar na pele dos filhos dessas mulheres. Quem sabe isso não diminua os mitos sobre as mulheres que passam por essa situação.
    Obrigada!
    Joane Farias Nogueira

    • sarah
      8 de junho de 2013 at 07:43

      Ache a que o problema da discussão sobre aborto é justamente a falta de emoção, da capacidade de ver o sofrimento e não conseguir simpatizar com a situação do outro. Essa falta de simpatia é o que leva-se a considerar que o sofrimento da mulher, o trauma da experiência não é nada comparado com o potencial que umas células possam vir a ser. É o que leva a uma lei a considerar o estuprador um “genitor”, e não um criminoso dos mais horrendos do universo. É o que faz uma mulher sentir vergonha e querer esconder o fato de que foi violentada porque há muitos em nossa sociedade que julgam que “se foi estuprada foi porque mereceu”, e não porque um homem sem escrúpulos deshumanizou-a, tratou-a como um mero objeto sem sentimentos, sem história.

      Enfim, acho que racionalizar por completo a discussão sobre o aborto dá espaço para remover um dos fatores mais importantes sobre a experiência do estupro: a dor e o trauma que geram na vítima e as consequências disso.

      • Rosenanda
        8 de junho de 2013 at 23:55

        Concordo plenamente contigo, Sarah! Parabéns Claúdia, pela coragem de fazer seu depoimento e manifestar seu posicionamento…
        Agora, absurda a opinião da pessoa aqui embaixo de falar de sequelas emocionais de quem faz aborto… é preferível as sequelas brutais de ter que gerar o filho de um estuprador?
        As pessoas deveriam parar de ser moralistas e deixar à mulher a decisão de abortar ou não… entendam que permitir o aborto não significa tornar o aborto obrigatório, significa apenas deixar de tratar como criminosas as mulheres que optam por ele, em caso de estupro e risco de vida.
        As pessoas falam aqui de “opiniões carregadas de emoção”, como se suas opiniões carregadas de hipocrisia fossem melhores… só defende irrestritamente a proibição do aborto, quem nunca foi estuprado!

    • julianemedeirosJuliane
      9 de junho de 2013 at 13:27

      Concordo Joane. Falta racionalidade, pois a discussão sobre o aborto tende a ser muito emocional. Sou mãe de dois filhos, e muitos me perguntam como posso ser a favor do aborto. As pessoas não entendem que eu sou a favor da liberdade, da discussão e da promoção de políticas sociais sérias, para que amparada e bem orientada, a mulher possa fazer suas próprias escolhas.

  4. Joane Farias Nogueira
    8 de junho de 2013 at 00:42

    Quero começar declarando que sinto muito pela sua mãe e pelo modo como você se sente. Eu sou a favor do aborto por interpretar que uma gravidez não desejada causa revolta,mágoa e não deve ser levada ao fim por causa da mulher.
    Não sou eu que vou deslegitimizar sua história e sua opinião. Eu de fato respeito as duas coisas e espero que você acredite nisso. Estou muito reticente em falar o que penso a respeito porque não quero que você leve a mal ou encare como retirada de autonomia sobre o que escolher e sobre o que pensar.
    De forma alguma,eu direi que sua opinião não vale, mas acho que ela está muito marcada pela dor. Digo que o que você passou não deveria ser motivo para ser a favor do aborto. Mas, acho que consigo ver a extensão do que a falta de amor causou a você.E realmente isso me dói. Espero que você consiga se abrir um dia.

    Eu gostaria de um debate menos emocional ,menos passional.E histórias como a sua ou história de pessoas cujas mães tentaram aborto, mas não conseguiram (e hoje agradecem por isso e são contra o aborto) afetam muito as emoções dos dois lados e impedem que as pessoas façam um exame da realidade com objetividade.
    Discuti-se muito sobre como “eu sou contra” e como “eu sou favor” como se pudéssemos viver a vida do outro. Por isso, eu realmente queria outras perguntas,novos pontos de discussão…enfim. Concordo especialmente com a frase : dar espaço à mulher para falar sobre a maternidade sem culpas e julgamentos. Falar sobre essas coisas da maternidade gera desconforto nas pessoas. Não falar sobre isso gera competição entre as mães,stresses na mulher e romantizações sobre a maternidade (isso vem impedindo muito que as pessoas considerem a condição feminina, porque elas acham q é tudo muito natural e não dá trabalho).

    Enfim, agradeço por dividir sua história conosco. Queremos racionalidade, mas também precisamos saber como é passar por isso e como estar na pele dos filhos dessas mulheres. Quem sabe isso não diminua os mitos sobre as mulheres que passam por essa situação.
    Obrigada!
    Joane Farias Nogueira

    • julianemedeirosJuliane
      9 de junho de 2013 at 13:27

      Concordo Joane. Falta racionalidade, pois a discussão sobre o aborto tende a ser muito emocional. Sou mãe de dois filhos, e muitos me perguntam como posso ser a favor do aborto. As pessoas não entendem que eu sou a favor da liberdade, da discussão e da promoção de políticas sociais sérias, para que amparada e bem orientada, a mulher possa fazer suas próprias escolhas.

  5. Ester
    8 de junho de 2013 at 12:26

    Concordo plenamente com tudo o que você falou, e acho que esta bandeira deve ser levantada. Nós mulheres devemos buscar o nosso poder de decisão sobre esta questão, pois não podemos continuar a mercê de religiões, e legislações que em nada nos ajudarão em nosso dia a dia. A hipocresia deve ser banida de nossa sociedade, para sim poder se fazer leis compatíveis com a real situação.
    Parabéns pelo sua coragem e pela sua iniciativa!

  6. Ester
    8 de junho de 2013 at 12:26

    Concordo plenamente com tudo o que você falou, e acho que esta bandeira deve ser levantada. Nós mulheres devemos buscar o nosso poder de decisão sobre esta questão, pois não podemos continuar a mercê de religiões, e legislações que em nada nos ajudarão em nosso dia a dia. A hipocresia deve ser banida de nossa sociedade, para sim poder se fazer leis compatíveis com a real situação.
    Parabéns pelo sua coragem e pela sua iniciativa!

  7. Thais
    8 de junho de 2013 at 12:52

    concordo com a Sarah acima. Um estupro não é um ato “racional”, e a dor gerada e carregada por duas gerações frutos de uma violência como essa também não devem ser analisadas racionalmente como uma teoria acadêmica. Falta empatia com as vítimas de um crime absurdo como esse.

  8. Thais
    8 de junho de 2013 at 12:52

    concordo com a Sarah acima. Um estupro não é um ato “racional”, e a dor gerada e carregada por duas gerações frutos de uma violência como essa também não devem ser analisadas racionalmente como uma teoria acadêmica. Falta empatia com as vítimas de um crime absurdo como esse.

  9. Cristina Casagrande
    8 de junho de 2013 at 13:34

    Olá, moça!

    Primeiro, quando leio seu texto tenho uma imensa vontade de te dar um abraço muito apertado, de carinho, respeito e admiração. Por você e pela sua forte mãe. Pelo seu avô, que também deve ter superado muitas fraquezas pessoais.

    Acredito que não só você, por ter essa experiência delicada (embora não seja a única, talvez você encontre muitos amigos na mesma situação), mas qualquer pessoa tem o direito de se manifestar contra ou a favor ao aborto. Isso é liberdade de pensamento. E eu respeito a sua.

    No meu caso, coloco-me contrária ao aborto. E acredito que você tenha o mesmo respeito pela forma como penso.

    Escrevo porque conheço de perto pessoas que trabalharam duro pelo Estatuto do Nascituro, que envolve pessoas de fés diferentes, mas com o mesmo objetivo: a defesa da vida.

    Acredito que existem ideologias em nossa sociedade, a cultura da vida e a cultura da morte. Eu opto pela primeira, e tenho de ser coerente com isso desde o princípio.

    Também escrevo para corrigir um equívoco que está sendo circulado, principalmente, pela internet: a bolsa gestante é mais uma OPÇÃO para mulher que aborta. Não é a única. O aborto, ainda continua sendo um crime (porque todo atentado contra vida, em nossa constituição, é crime) sem penalidade, tal como era antes. Assim como é no caso de perigo de vida da mulher e no caso de fetos com má formação no cérebro. Continua, grosso modo, sendo uma escolha da gestante e da equipe médica.

    A bolsa-gestante é para aquelas que optam por não abortar. Uma escolha, não obrigação. O que tenho notado é que ficou quase uma obrigação, justo o oposto: se você foi violentada, tem de abortar. Não tem nada. A mulher tem o direito de não querer abortar e, para isso, o governo dá um auxílio financeiro, visto que ela fez essa escolha.

    Acredito que, além da violência abominável que é o estupro, o aborto é uma grande violência contra a própria mulher. E contra o bebê que não tem culpa NENHUMA disso. Vida é uma bênção! O estupro é ruim, a vida de uma criança, jamais.

    Querida (desculpe a intimidade, rs), você vale todo o Amor do universo e mais além. Nem mais, nem menos que uma criança “desejada” na família. Você foi desejada sim, toda vez que sua mãe e seus avós te criaram com carinho e amor se renova isso.

    Tudo nesta vida tem um porquê. Nada é por acaso. A violência nunca é justificável, mas até dos fatos mais atrozes deste mundo pode se tirar um bem, esta é a beleza da vida. Você é muito bonita, não tenha medo de perdoar e ser perdoada (embora não tenha por que ser perdoada de nada, neste caso). Imagino o quanto custa, mas faço este apelo, com o maior carinho do mundo: não tenha medo da vida.

    Desculpe ter me estendido. Obrigada por compartilhar.

    Um abraço.

    • Cristina Danese
      8 de junho de 2013 at 18:49

      Cristina Casagrande CONCORDO EM TUDO COM VOCÊ.

      UM GRANDE ABRAÇO Claudia Salgado, vc é a prova VIVA de que o ato ruim do pai que vc não pode conhecer pode gerar vida e vida bonita, inteligente, sensível e capaz de ressurgir como parece ser a sua, pois vc tem um Pai maior que permitiu que vc viesse a partir do momento que vc era vida.
      Este mesmo Pai JAMAIS QUIS que o seu pai fosse um estuprador, mas QUIS VOCÊ porque Ele sabe que tudo que está dentro de você e de sua mãe pode ser transformado em algo melhor quando colocado nas mãos daqueles que só querem usar suas mentes e inteligências a favor da vida e do bem: psicólogos, médicos, terapeutas, amigos queridos, e parceiros espirituais comprometidos com a vida. Sem a espiritualidade tudo fica mais difícil e triste porque a esperança é colocada apenas em nós mesmos, e na minha opinião, nós não somos suficientes quando a alma está em jogo.

      Um grande abraço Cristina

    • Marjorie Rodrigues
      8 de junho de 2013 at 19:37

      Acho muito, mas muito equivocada essa separação “defesa da vida” e “defesa da morte” que você coloca. Milhares de mulheres morrem ou ficam estéreis no Brasil porque QUISERAM abortar e não tiveram acesso a uma maneira segura e higiênica de fazer isso. Então cabe perguntar: se a legislação como está gera a morte de muitas mulheres, é a vida de quem que você defende?

      Além disso, muitas crianças indesejadas nascem para uma vida de sofrimento, rejeição e dificuldades financeiras, como a própria Olga ressaltou. Para mim, defender a vida é também defender a qualidade de vida, defender uma vida com dignidade.

      Sendo assim, chamar as pessoas que problematizam a questão e defendem a liberdade de ESCOLHA como defensoras da “morte” é uma estratégia retórica horrorosa, porque coloca a gente como monstro, como assassino. E não é esse o caso. Eu acho que já passou da hora do debate sobre direitos reprodutivos no Brasil evoluir desse nível “vida” ou “morte”, tipo Xuxa contra o Baixo Astral, e ficar mais complexo.

      Você se apressa em ressaltar que o estatuto do nascituro daria a escolha às mulheres estupradas de receber a pensão, caso queiram manter a gravidez. Bom, não foi isso que eu li no projeto (ao contrário, li que “nenhum dano pode ser feito ao nascituro em virtude de conduta criminosa de um dos genitores”). De todo modo, deixo-lhe a pergunta: por que ter “escolha” só é bonito pra você nesse caso tão restrito? Porque você não defende a escolha para TODAS as mulheres que tenham uma gravidez indesejada? Ou seja: seu discurso é incoerente.

      • José Antonio Rosa
        8 de junho de 2013 at 21:57

        Não imaginaria que após os horrores do Holocausto fosse um dia ler que “defender o direito à vida é também defender a qualidade de vida, defender a vida com dignidade”. E outras palavras somente pode viver quem puder se sustentar, puder ir ao shopping, pagar um plano de saúde, puder caminhar. Isso é uma forma de ver a vida sem esperança. É a certeza de que o ser humano é incapaz de superar e se superar. Por esse raciocínio eu, que sou negro, e incontáveis outras pessoas pobres que conseguiram superar as adversidades da vida não poderíamos ter vivido. Ou seja, nossas mães deveriam se acovardar, como a autora do artigo, e ter dado cabo não somente a uma vida, mas a própria razão de viver. Sinal dos tempos.

      • Marjorie Rodrigues
        9 de junho de 2013 at 01:21

        Pera aí, não confunda alhos com bugalhos. Em nenhum momento eu disse que qualidade de vida era consumismo, ter dinheiro pra comprar no shopping. Aliás, eu defendo pessoalmente o minimalismo, que é o contrário disso. Por qualidade de vida, entenda: nascer desejado, no momento planejado, com pais com ~mínimas~ condições psicológicas, emocionais e financeiras de fazer isso. Também gostaria que você me apontasse onde no meu comentário que eu disse que só bebês brancos seriam levados a termo. Oi? Até onde eu sei, mulheres brancas abortam clandestinamente tanto quanto mulheres negras. A questão não é rejeitar crianças, e sim das às mulheres liberdade de escolha. Também acho esticar demais comparar aborto com genocídio, afinal uma coisa é vc matar pessoas adultas, já nascidas, e outra muito diferente é tirar do útero um embrião ainda na fase é que é somente um amontoado de células — sem consciência e sem sistema nervoso — portanto, não vai sentir dor ou algo do tipo. Um embrião NÃO é um bebê. Ele é a potencialidade de um bebê, assim como uma semente não é uma árvore. Só vai se tornar bebê se continuar no útero em determinadas condições. Então dizer que aborto é “matar”, não é bem por aí. Fosse assim vc estaria “matando” uma alface ao comê-la, já que alface não tem sistema nervoso.

      • Larissa.
        9 de junho de 2013 at 20:57

        Olga, gostei muito de ver esse ponto de vista seu, é sempre interessante ver os dois lados antes de chegar com conclusões, e o respeito de ambas as partes é fundamental, cada pessoa é um ser único, e por isso deve ser ouvido e respeitado.

        Uma mulher que sofre qualquer tipo de violência merece uma atenção especial e ajuda para superar o trauma deixado nesse ato de violência. Uma criança nascida fruto de tal violência também precisa de muito amor, carinho e ajuda.

        Sobre se sentir desejada, recentemente eu assisti um filme, se chama Bebê de Outubro, trata justamente do tema tentativa de aborto, e depois adoção. Esse filme trata o assunto sob uma outra perspectiva que me fez pensar muito, e eu recomendo para que todos possam tirar suas próprias conclusões.

        Acredito que toda mulher deve ter o DIREITO de como prosseguir frente a tal situação. Minha opinião a respeito do governo é que este deve fornecer, após um forte aconselhamento psicológico, as possibilidades de aborto e também colocar a mãe em contato com serviço social, caso ela prefira dar para a adoção (e agilizar o processo de adoção no Brasil que é uma vergonha). Após o trauma a mulher precisa ser ajudada em primeiro lugar, para assim restaurar sua auto-estima e sua razão. Junto ao aconselhamento ela tem capacidade de decidir o que ela acredita ser melhor pra ela.

        Não acho certo liberar o aborto em todas as situações, muita gente pode usar desse método para viver de forma impensada e egoísta. Mas em caso de violência, não só a mãe será traumatizada como também a criança fruto dessa violência, caso não haja o aconselhamento e ajuda necessária! Dar uma “Bolsa” em nada ajuda, dinheiro não restaura auto-estima, amor próprio e não te da forças para amar o fruto de algo que te lembra um sofrimento.

    • Sandra
      8 de junho de 2013 at 20:35

      “Também escrevo para corrigir um equívoco que está sendo circulado, principalmente, pela internet: a bolsa gestante é mais uma OPÇÃO para mulher que aborta. Não é a única. O aborto, ainda continua sendo um crime (porque todo atentado contra vida, em nossa constituição, é crime) sem penalidade, tal como era antes. ”

      Peço sua atenção ao artigo 12 do projeto. É esse ardil terrível que vai tornar inviável o aborto em caso de estupro.

    • Erica Ama
      9 de junho de 2013 at 15:01

      Eu concordo com a Cristina Casagrande, Nada na vida é por acaso, essa moça é linda, foi aceita pela família, veio ao mundo perfeita, tem esse trauma, eu respeito. Mas cabe a mãe dela ter consciência que ela não tem culpa disso tudo ( estupro), e nem o Pai (avó), sim a ignorância dela e da irmã, pelo fato de sair de casa. Elas sabiam o que poderia acontecer ou não fora de casa, Minha mãe tentou me abortar, eu não a culpo por isso. Eu depois de muito tempo, já mãe, fiquei sabendo pelo meu pai que minha mãe tentou me abortar, minha mãe quase deu uma parada, fiquei depois muito pensativa, nossa por que eu? entendo o desespero, ela tinha seus motivos, não fui questionar, fui agradecer por esta linda hoje, por ter meu filho de 6 anos hoje, todos nós já erramos nessa vida erramos.
      Minha irmã fugiu de casa, foi para outro estado, engravidou, sábia que podia ter acontecido fora de casa por que meu pai era parecido com o avó dessa moça da história, teve uma filha linda também, foi aceita pela família e rejeitada pela mãe, até hoje ela é rejeitada pela mãe e o pai não sabemos quem pode ser, não conhecemos, ela hoje tem 12 anos, ela é criada pela minha mãe e o meu pai, minha irmã tem outra filha e da toda atenção do mundo, essa tem o pai. Bom acho assim cada um tem suas escolha.

  10. Cristina Casagrande
    8 de junho de 2013 at 13:34

    Olá, moça!

    Primeiro, quando leio seu texto tenho uma imensa vontade de te dar um abraço muito apertado, de carinho, respeito e admiração. Por você e pela sua forte mãe. Pelo seu avô, que também deve ter superado muitas fraquezas pessoais.

    Acredito que não só você, por ter essa experiência delicada (embora não seja a única, talvez você encontre muitos amigos na mesma situação), mas qualquer pessoa tem o direito de se manifestar contra ou a favor ao aborto. Isso é liberdade de pensamento. E eu respeito a sua.

    No meu caso, coloco-me contrária ao aborto. E acredito que você tenha o mesmo respeito pela forma como penso.

    Escrevo porque conheço de perto pessoas que trabalharam duro pelo Estatuto do Nascituro, que envolve pessoas de fés diferentes, mas com o mesmo objetivo: a defesa da vida.

    Acredito que existem ideologias em nossa sociedade, a cultura da vida e a cultura da morte. Eu opto pela primeira, e tenho de ser coerente com isso desde o princípio.

    Também escrevo para corrigir um equívoco que está sendo circulado, principalmente, pela internet: a bolsa gestante é mais uma OPÇÃO para mulher que aborta. Não é a única. O aborto, ainda continua sendo um crime (porque todo atentado contra vida, em nossa constituição, é crime) sem penalidade, tal como era antes. Assim como é no caso de perigo de vida da mulher e no caso de fetos com má formação no cérebro. Continua, grosso modo, sendo uma escolha da gestante e da equipe médica.

    A bolsa-gestante é para aquelas que optam por não abortar. Uma escolha, não obrigação. O que tenho notado é que ficou quase uma obrigação, justo o oposto: se você foi violentada, tem de abortar. Não tem nada. A mulher tem o direito de não querer abortar e, para isso, o governo dá um auxílio financeiro, visto que ela fez essa escolha.

    Acredito que, além da violência abominável que é o estupro, o aborto é uma grande violência contra a própria mulher. E contra o bebê que não tem culpa NENHUMA disso. Vida é uma bênção! O estupro é ruim, a vida de uma criança, jamais.

    Querida (desculpe a intimidade, rs), você vale todo o Amor do universo e mais além. Nem mais, nem menos que uma criança “desejada” na família. Você foi desejada sim, toda vez que sua mãe e seus avós te criaram com carinho e amor se renova isso.

    Tudo nesta vida tem um porquê. Nada é por acaso. A violência nunca é justificável, mas até dos fatos mais atrozes deste mundo pode se tirar um bem, esta é a beleza da vida. Você é muito bonita, não tenha medo de perdoar e ser perdoada (embora não tenha por que ser perdoada de nada, neste caso). Imagino o quanto custa, mas faço este apelo, com o maior carinho do mundo: não tenha medo da vida.

    Desculpe ter me estendido. Obrigada por compartilhar.

    Um abraço.

    • Cristina Danese
      8 de junho de 2013 at 18:49

      Cristina Casagrande CONCORDO EM TUDO COM VOCÊ.

      UM GRANDE ABRAÇO Claudia Salgado, vc é a prova VIVA de que o ato ruim do pai que vc não pode conhecer pode gerar vida e vida bonita, inteligente, sensível e capaz de ressurgir como parece ser a sua, pois vc tem um Pai maior que permitiu que vc viesse a partir do momento que vc era vida.
      Este mesmo Pai JAMAIS QUIS que o seu pai fosse um estuprador, mas QUIS VOCÊ porque Ele sabe que tudo que está dentro de você e de sua mãe pode ser transformado em algo melhor quando colocado nas mãos daqueles que só querem usar suas mentes e inteligências a favor da vida e do bem: psicólogos, médicos, terapeutas, amigos queridos, e parceiros espirituais comprometidos com a vida. Sem a espiritualidade tudo fica mais difícil e triste porque a esperança é colocada apenas em nós mesmos, e na minha opinião, nós não somos suficientes quando a alma está em jogo.

      Um grande abraço Cristina

    • Marjorie Rodrigues
      8 de junho de 2013 at 19:37

      Acho muito, mas muito equivocada essa separação “defesa da vida” e “defesa da morte” que você coloca. Milhares de mulheres morrem ou ficam estéreis no Brasil porque QUISERAM abortar e não tiveram acesso a uma maneira segura e higiênica de fazer isso. Então cabe perguntar: se a legislação como está gera a morte de muitas mulheres, é a vida de quem que você defende?

      Além disso, muitas crianças indesejadas nascem para uma vida de sofrimento, rejeição e dificuldades financeiras, como a própria Olga ressaltou. Para mim, defender a vida é também defender a qualidade de vida, defender uma vida com dignidade.

      Sendo assim, chamar as pessoas que problematizam a questão e defendem a liberdade de ESCOLHA como defensoras da “morte” é uma estratégia retórica horrorosa, porque coloca a gente como monstro, como assassino. E não é esse o caso. Eu acho que já passou da hora do debate sobre direitos reprodutivos no Brasil evoluir desse nível “vida” ou “morte”, tipo Xuxa contra o Baixo Astral, e ficar mais complexo.

      Você se apressa em ressaltar que o estatuto do nascituro daria a escolha às mulheres estupradas de receber a pensão, caso queiram manter a gravidez. Bom, não foi isso que eu li no projeto (ao contrário, li que “nenhum dano pode ser feito ao nascituro em virtude de conduta criminosa de um dos genitores”). De todo modo, deixo-lhe a pergunta: por que ter “escolha” só é bonito pra você nesse caso tão restrito? Porque você não defende a escolha para TODAS as mulheres que tenham uma gravidez indesejada? Ou seja: seu discurso é incoerente.

      • José Antonio Rosa
        8 de junho de 2013 at 21:57

        Não imaginaria que após os horrores do Holocausto fosse um dia ler que “defender o direito à vida é também defender a qualidade de vida, defender a vida com dignidade”. E outras palavras somente pode viver quem puder se sustentar, puder ir ao shopping, pagar um plano de saúde, puder caminhar. Isso é uma forma de ver a vida sem esperança. É a certeza de que o ser humano é incapaz de superar e se superar. Por esse raciocínio eu, que sou negro, e incontáveis outras pessoas pobres que conseguiram superar as adversidades da vida não poderíamos ter vivido. Ou seja, nossas mães deveriam se acovardar, como a autora do artigo, e ter dado cabo não somente a uma vida, mas a própria razão de viver. Sinal dos tempos.

      • Marjorie Rodrigues
        9 de junho de 2013 at 01:21

        Pera aí, não confunda alhos com bugalhos. Em nenhum momento eu disse que qualidade de vida era consumismo, ter dinheiro pra comprar no shopping. Aliás, eu defendo pessoalmente o minimalismo, que é o contrário disso. Por qualidade de vida, entenda: nascer desejado, no momento planejado, com pais com ~mínimas~ condições psicológicas, emocionais e financeiras de fazer isso. Também gostaria que você me apontasse onde no meu comentário que eu disse que só bebês brancos seriam levados a termo. Oi? Até onde eu sei, mulheres brancas abortam clandestinamente tanto quanto mulheres negras. A questão não é rejeitar crianças, e sim das às mulheres liberdade de escolha. Também acho esticar demais comparar aborto com genocídio, afinal uma coisa é vc matar pessoas adultas, já nascidas, e outra muito diferente é tirar do útero um embrião ainda na fase é que é somente um amontoado de células — sem consciência e sem sistema nervoso — portanto, não vai sentir dor ou algo do tipo. Um embrião NÃO é um bebê. Ele é a potencialidade de um bebê, assim como uma semente não é uma árvore. Só vai se tornar bebê se continuar no útero em determinadas condições. Então dizer que aborto é “matar”, não é bem por aí. Fosse assim vc estaria “matando” uma alface ao comê-la, já que alface não tem sistema nervoso.

      • Larissa.
        9 de junho de 2013 at 20:57

        Olga, gostei muito de ver esse ponto de vista seu, é sempre interessante ver os dois lados antes de chegar com conclusões, e o respeito de ambas as partes é fundamental, cada pessoa é um ser único, e por isso deve ser ouvido e respeitado.

        Uma mulher que sofre qualquer tipo de violência merece uma atenção especial e ajuda para superar o trauma deixado nesse ato de violência. Uma criança nascida fruto de tal violência também precisa de muito amor, carinho e ajuda.

        Sobre se sentir desejada, recentemente eu assisti um filme, se chama Bebê de Outubro, trata justamente do tema tentativa de aborto, e depois adoção. Esse filme trata o assunto sob uma outra perspectiva que me fez pensar muito, e eu recomendo para que todos possam tirar suas próprias conclusões.

        Acredito que toda mulher deve ter o DIREITO de como prosseguir frente a tal situação. Minha opinião a respeito do governo é que este deve fornecer, após um forte aconselhamento psicológico, as possibilidades de aborto e também colocar a mãe em contato com serviço social, caso ela prefira dar para a adoção (e agilizar o processo de adoção no Brasil que é uma vergonha). Após o trauma a mulher precisa ser ajudada em primeiro lugar, para assim restaurar sua auto-estima e sua razão. Junto ao aconselhamento ela tem capacidade de decidir o que ela acredita ser melhor pra ela.

        Não acho certo liberar o aborto em todas as situações, muita gente pode usar desse método para viver de forma impensada e egoísta. Mas em caso de violência, não só a mãe será traumatizada como também a criança fruto dessa violência, caso não haja o aconselhamento e ajuda necessária! Dar uma “Bolsa” em nada ajuda, dinheiro não restaura auto-estima, amor próprio e não te da forças para amar o fruto de algo que te lembra um sofrimento.

    • Sandra
      8 de junho de 2013 at 20:35

      “Também escrevo para corrigir um equívoco que está sendo circulado, principalmente, pela internet: a bolsa gestante é mais uma OPÇÃO para mulher que aborta. Não é a única. O aborto, ainda continua sendo um crime (porque todo atentado contra vida, em nossa constituição, é crime) sem penalidade, tal como era antes. ”

      Peço sua atenção ao artigo 12 do projeto. É esse ardil terrível que vai tornar inviável o aborto em caso de estupro.

    • Erica Ama
      9 de junho de 2013 at 15:01

      Eu concordo com a Cristina Casagrande, Nada na vida é por acaso, essa moça é linda, foi aceita pela família, veio ao mundo perfeita, tem esse trauma, eu respeito. Mas cabe a mãe dela ter consciência que ela não tem culpa disso tudo ( estupro), e nem o Pai (avó), sim a ignorância dela e da irmã, pelo fato de sair de casa. Elas sabiam o que poderia acontecer ou não fora de casa, Minha mãe tentou me abortar, eu não a culpo por isso. Eu depois de muito tempo, já mãe, fiquei sabendo pelo meu pai que minha mãe tentou me abortar, minha mãe quase deu uma parada, fiquei depois muito pensativa, nossa por que eu? entendo o desespero, ela tinha seus motivos, não fui questionar, fui agradecer por esta linda hoje, por ter meu filho de 6 anos hoje, todos nós já erramos nessa vida erramos.
      Minha irmã fugiu de casa, foi para outro estado, engravidou, sábia que podia ter acontecido fora de casa por que meu pai era parecido com o avó dessa moça da história, teve uma filha linda também, foi aceita pela família e rejeitada pela mãe, até hoje ela é rejeitada pela mãe e o pai não sabemos quem pode ser, não conhecemos, ela hoje tem 12 anos, ela é criada pela minha mãe e o meu pai, minha irmã tem outra filha e da toda atenção do mundo, essa tem o pai. Bom acho assim cada um tem suas escolha.

  11. Marilda Goulart
    8 de junho de 2013 at 15:23

    Parabéns por seu comentário, Olga.
    Mas queria te dizer uma coisa, independente de ser a favor ou contra o aborto.
    Estas passagens citadas por você =
    “Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade…”
    Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente…”
    “Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado…”
    “Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade…”
    = não necessariamente dizem respeito a um caso de estupro.
    Muitos relacionamentos entre mãe e filha/o são exatamente assim, sendo a criança fruto de namoro, encontro casual ou casamento.
    E também existe filho de estupro, como eu particularmente conheço, onde o amor e a afinidade são incríveis.
    Tenha certeza que este é o SEU caso, suas diferenças com sua mãe são por vocês serem seres com esse tipo de sintonia, não por você ser fruto de estupro.
    Tem muito filho por aí, desses lares “ajustados” como você diz, que nunca foram desejados ou receberam afeto.
    Abraços

    • Georgia
      8 de junho de 2013 at 23:53

      Concordo. Conheço pessoas desejadas por seus pais, em lares ajustados e com sérios problemas de rejeição. Desejo que voce encontre seu lugar no mundo, porque não está aqui por acaso. Obrigada por dividir sua história.

    • AdrianyCristine (@adrianycristine)
      9 de junho de 2013 at 17:12

      Não fica mais fácil, conceber um filho, somente quando se quer, somente quando estão preparados, ou mesmo não preparados, dispostos a enfrentar possíveis dificuldades com relação a isso. Por que fazer para depois tirar, não faz sentido. Falta responsabilidade das pessoas com o seu corpo. Como querem ter direitos para com o corpo, se não têm responsabilidade? Todo bônus tem seu ônus, é assim que a vida é.
      Em casos de estupro, acredito que a mulher deva ter o direito de escolha, afinal ela não contribuiu para o fato.
      Simples assim.

  12. Marilda Goulart
    8 de junho de 2013 at 15:23

    Parabéns por seu comentário, Olga.
    Mas queria te dizer uma coisa, independente de ser a favor ou contra o aborto.
    Estas passagens citadas por você =
    “Essa história afetou minha vida e a relação com a minha mãe por muitas razões. Ela não tinha a menor estrutura emocional de ter um filho sob aquelas condições e naquela idade…”
    Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente…”
    “Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado…”
    “Sentia raiva da minha mãe porque ela me teve sem ter me desejado, embora existisse o respeito por saber que ela nunca deixou nada me faltar e sempre fez o possível para que eu crescesse com dignidade…”
    = não necessariamente dizem respeito a um caso de estupro.
    Muitos relacionamentos entre mãe e filha/o são exatamente assim, sendo a criança fruto de namoro, encontro casual ou casamento.
    E também existe filho de estupro, como eu particularmente conheço, onde o amor e a afinidade são incríveis.
    Tenha certeza que este é o SEU caso, suas diferenças com sua mãe são por vocês serem seres com esse tipo de sintonia, não por você ser fruto de estupro.
    Tem muito filho por aí, desses lares “ajustados” como você diz, que nunca foram desejados ou receberam afeto.
    Abraços

    • Georgia
      8 de junho de 2013 at 23:53

      Concordo. Conheço pessoas desejadas por seus pais, em lares ajustados e com sérios problemas de rejeição. Desejo que voce encontre seu lugar no mundo, porque não está aqui por acaso. Obrigada por dividir sua história.

    • AdrianyCristine (@adrianycristine)
      9 de junho de 2013 at 17:12

      Não fica mais fácil, conceber um filho, somente quando se quer, somente quando estão preparados, ou mesmo não preparados, dispostos a enfrentar possíveis dificuldades com relação a isso. Por que fazer para depois tirar, não faz sentido. Falta responsabilidade das pessoas com o seu corpo. Como querem ter direitos para com o corpo, se não têm responsabilidade? Todo bônus tem seu ônus, é assim que a vida é.
      Em casos de estupro, acredito que a mulher deva ter o direito de escolha, afinal ela não contribuiu para o fato.
      Simples assim.

  13. mariana
    8 de junho de 2013 at 15:55

    Primeiro acho LINDO quando uma pessoa diz a verdade. Acho lindo no geral quando somos verdadeiros. Por isso, o aborto TEM que ser um direito. Pois se o filho não é desejado é o suficiente para que a mãe e o pai decidam sobre isso. Já basta. Ser você dona do seu corpo já basta. à Joane acima, há as que são contra o aborto e essas eu não entendo. Se é contra o aborto basta não abortar e seria muito, mas muito mais saudável se essas não julgassem quem abortou. Eu abortei, não me arrependo, nem por um minuto me arrependi. E é um processo duro sim, mas é um direito teu, e não ser legalizado atrapalha demais os próprios julgamentos e a racionalidade. Os Países que legalizaram o aborto tem pesquisas que após a legalização, o número de abortos diminuiu…

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:25

      Ai, Mariana, é isso. <3 Você ser pessoalmente contra o aborto, por questão moral ou religiosa, ok. Você não querer fazer, ok. Mas daí a querer forçar por lei todas as outras pessoas a seguir a mesma moral ou religião que você, sendo que não é você que vai arcar com as consequências (psicológicas e financeiras) dessa situação… É pra cair o c* da bunda.

  14. mariana
    8 de junho de 2013 at 15:55

    Primeiro acho LINDO quando uma pessoa diz a verdade. Acho lindo no geral quando somos verdadeiros. Por isso, o aborto TEM que ser um direito. Pois se o filho não é desejado é o suficiente para que a mãe e o pai decidam sobre isso. Já basta. Ser você dona do seu corpo já basta. à Joane acima, há as que são contra o aborto e essas eu não entendo. Se é contra o aborto basta não abortar e seria muito, mas muito mais saudável se essas não julgassem quem abortou. Eu abortei, não me arrependo, nem por um minuto me arrependi. E é um processo duro sim, mas é um direito teu, e não ser legalizado atrapalha demais os próprios julgamentos e a racionalidade. Os Países que legalizaram o aborto tem pesquisas que após a legalização, o número de abortos diminuiu…

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:25

      Ai, Mariana, é isso. <3 Você ser pessoalmente contra o aborto, por questão moral ou religiosa, ok. Você não querer fazer, ok. Mas daí a querer forçar por lei todas as outras pessoas a seguir a mesma moral ou religião que você, sendo que não é você que vai arcar com as consequências (psicológicas e financeiras) dessa situação… É pra cair o c* da bunda.

  15. Maíra Rigobello
    8 de junho de 2013 at 15:57

    Excelente texto, Olga! Fiquei comovida com sua coragem em expor sua história e abrir sua alma e seu coração para que as pessoas entendam como esse estatuto do nasciturno representa uma violência absurda contra a vida e o emocional de todas as mulheres do nosso país! Parabéns pelo texto!

  16. Maíra Rigobello
    8 de junho de 2013 at 15:57

    Excelente texto, Olga! Fiquei comovida com sua coragem em expor sua história e abrir sua alma e seu coração para que as pessoas entendam como esse estatuto do nasciturno representa uma violência absurda contra a vida e o emocional de todas as mulheres do nosso país! Parabéns pelo texto!

  17. Eduardo Semerjian
    8 de junho de 2013 at 16:10

    Que menina corajosa! Ao mesmo tempo que ainda convive com a confusão que seu próprio nascimento causou, ela não foge à responsabilidade de viver e de se colocar numa situação tão delicada. Respeito profundamente o que aconteceu e a sua atitude diante disso. Espero que com o tempo, Claudia, você consiga aceitar tudo o que te aconteceu e decidir pela maternidade ou não, mas com serenidade e um sorriso no rosto. Com a consciência tranquila de que foi uma escolha livre de medo ou traumas.

  18. Eduardo Semerjian
    8 de junho de 2013 at 16:10

    Que menina corajosa! Ao mesmo tempo que ainda convive com a confusão que seu próprio nascimento causou, ela não foge à responsabilidade de viver e de se colocar numa situação tão delicada. Respeito profundamente o que aconteceu e a sua atitude diante disso. Espero que com o tempo, Claudia, você consiga aceitar tudo o que te aconteceu e decidir pela maternidade ou não, mas com serenidade e um sorriso no rosto. Com a consciência tranquila de que foi uma escolha livre de medo ou traumas.

  19. Fabiana
    8 de junho de 2013 at 16:55

    Neste caso sim, a mulher deveria ter o direito de escolha, mas somente neste caso, pois não podemos generalizar e achar que a mulherada pode engravidar e sair abortando…..é verdade que devemos ter total autonomia sobre nosso corpo, entao que comece pela inteligencia e conhecimento, pois existem vários métodos de se prevenis uma gravidez indesejada.
    Salvo apenas o exemplo acima.
    Sem mais.
    Fabiana Sobreira

  20. Fabiana
    8 de junho de 2013 at 16:55

    Neste caso sim, a mulher deveria ter o direito de escolha, mas somente neste caso, pois não podemos generalizar e achar que a mulherada pode engravidar e sair abortando…..é verdade que devemos ter total autonomia sobre nosso corpo, entao que comece pela inteligencia e conhecimento, pois existem vários métodos de se prevenis uma gravidez indesejada.
    Salvo apenas o exemplo acima.
    Sem mais.
    Fabiana Sobreira

    • Marjorie Rodrigues
      8 de junho de 2013 at 19:59

      Fabiana, os métodos contracetivos não são 100% eficazes. Outra coisa é que vc se esquece que vivemos em um país onde muitas pessoas mal recebem educação suficiente para deixarem de ser analfabetas funcionais, você acha mesmo que todo mundo tem informação e acesso a métodos contraceptivos como você tem? Outro grande equívoco é achar que as mulheres vão ‘sair abortando’ a torto e a direito. Por favor, né, gente? Abortar nunca é uma decisão fácil, para ninguém. Ninguém ia querer fazer repetidos abortos em vez de usar camisinha, simplesmente porque é um método invasivo e dolorido. Nos países onde o aborto é legalizado (mais de 75% do mundo, sinal de que o Brasil é ATRASADO nessa questão) o número de abortos diminuiu com a legalização, em vez de aumentar. Isso porque a legalização veio como parte de uma política ampla de planejamento familiar, em que também ampliou-se a educação sexual e o acesso à contracepção. Quando o SUS não precisar gastar tanto com curetagens e socorro às mulheres que fazem abortos clandestinos, sobra dinheiro público para ensinar a população a se proteger. E o aborto seria feito em último caso, quando todos os outros métodos falharem.

      • Thayssa Ferreira
        9 de junho de 2013 at 03:37

        Quando bem usados os métodos contraceptivos são bem valiosos.A camisinha por exemplo pode atingir até 99% de eficiência! Ultimamente as pessoas tentam pregar que os métodos não são efetivos para ter um embasamento para tornar o aborto legal.Mas isso é mentira e temos sim muitos métodos. O que temos de batalhar é para que eles sejam divulgados e bem ensinados e não que o aborto seja legalizado.

  21. Núcia Ferreira
    8 de junho de 2013 at 17:18

    Tudo na vida tem um motivo. Nada é por acaso. Acredito que devemos achar coisas positivas em tudo que acontece. Seu avô, por exemplo, que era uma pessoa rigorosa, segundo entendi no texto, te criou de forma amorosa. Acho que as pessoas deveriam buscar mais o lado espiritual dos fatos. Assim, mesmo que não compreendamos de imediato porque passamos por algumas situações, pelo menos temos o conforto de saber que viemos no tempo certo e no lugar certo. Não quero julgar ninguém, mas me sinto no direito de interromper um fruto que irá nascer. Mas, cada um sabe do que diz seu coraçã e quem sou eu pra julgar.

    • Núcia Ferreira
      8 de junho de 2013 at 17:20

      Seu comentário está aguardando moderação.

      Por favor, considerem esse comentário, pois cometi um erro no anterior.

      Tudo na vida tem um motivo. Nada é por acaso. Acredito que devemos achar coisas positivas em tudo que acontece. Seu avô, por exemplo, que era uma pessoa rigorosa, segundo entendi no texto, te criou de forma amorosa. Acho que as pessoas deveriam buscar mais o lado espiritual dos fatos. Assim, mesmo que não compreendamos de imediato porque passamos por algumas situações, pelo menos temos o conforto de saber que viemos no tempo certo e no lugar certo. Não quero julgar ninguém, mas “não” me sinto no direito de interromper um fruto que irá nascer. Mas, cada um sabe do que diz seu coraçã e quem sou eu pra julgar.

  22. Núcia Ferreira
    8 de junho de 2013 at 17:18

    Tudo na vida tem um motivo. Nada é por acaso. Acredito que devemos achar coisas positivas em tudo que acontece. Seu avô, por exemplo, que era uma pessoa rigorosa, segundo entendi no texto, te criou de forma amorosa. Acho que as pessoas deveriam buscar mais o lado espiritual dos fatos. Assim, mesmo que não compreendamos de imediato porque passamos por algumas situações, pelo menos temos o conforto de saber que viemos no tempo certo e no lugar certo. Não quero julgar ninguém, mas me sinto no direito de interromper um fruto que irá nascer. Mas, cada um sabe do que diz seu coraçã e quem sou eu pra julgar.

    • Núcia Ferreira
      8 de junho de 2013 at 17:20

      Seu comentário está aguardando moderação.

      Por favor, considerem esse comentário, pois cometi um erro no anterior.

      Tudo na vida tem um motivo. Nada é por acaso. Acredito que devemos achar coisas positivas em tudo que acontece. Seu avô, por exemplo, que era uma pessoa rigorosa, segundo entendi no texto, te criou de forma amorosa. Acho que as pessoas deveriam buscar mais o lado espiritual dos fatos. Assim, mesmo que não compreendamos de imediato porque passamos por algumas situações, pelo menos temos o conforto de saber que viemos no tempo certo e no lugar certo. Não quero julgar ninguém, mas “não” me sinto no direito de interromper um fruto que irá nascer. Mas, cada um sabe do que diz seu coraçã e quem sou eu pra julgar.

  23. Keren Hápuc
    8 de junho de 2013 at 17:50

    O que é melhor para a mulher? E o bebê? Tem muito casal que daria tudo pra adotar um filho. Quem faz aborto tem que ser julgado como homicida. É aquela história: só é a favor do aborto quem já nasceu!!Lamento a história, mas matar não é solução pra ninguém. E mesmo que ela tenha alguma vez, desejado não existir, ela existe e tem a oportunidade de aproveitar a vida, coisa que tem gente que queria poder e não pode. Hoje, então, contraceptivos são de fácil acesso…previnam, não matem. Matar um bebê é um ato de egoísmo, nem os animais, que há quem diga que são irracionais, não fazem isso.

    • Guilherme Amaral
      8 de junho de 2013 at 20:12

      Ato de egoísmo é forçar uma mãe a ter um filho indesejado. Abra os olhos e se esclareça dos fatos: http://vimeo.com/22080254
      A proibição do aborto só traz prejuízos para a sociedade.
      Anticoncepcionais falham, e nem todos tem o esclarecimento suficiente. E ainda tem a questão do estupro. Se a pessoa fosse estuprada, geraria uma criança 9 meses e entregaria para adoção, criaria a criança?. Me desculpe, mas não consigo imaginar nenhuma situação que não seja traumática. Sim, o aborto também é traumático, mas é a forma mais rápida de acabar com uma gravidez indesejada. E se houvesse esclarecimento por parte da sociedade, um esclarecimento que já está muito claro para a medicina há tempo, talvez estas questões estivessem sendo vistas com menor preconceito. Lembre-se, respeito sua vontade de não querer abortar, mas respeite o direito dos que querem!

      • Cristina Danese
        9 de junho de 2013 at 02:52

        E quem vai respeitar o direito da vida INDEFESA, que dizem não ser nada só porque não tem tamanho? Porque tudo o mais ela tem, principalmente alma e coração VIVO!

    • Beth Lima
      8 de junho de 2013 at 20:36

      Lucidez. Ao menos alguém.

      • guilhrme amaral
        10 de junho de 2013 at 06:21

        Crisina Danese, o conceito de alma que você apresenta, é expressamente religioso, portanto, sem qualquer relevância para formação de opinião sobre uma lei implementado em uma constituição de estado laico. A medicina já comprovou que não existe ser humano formado em um embrião com menos de 3 meses. Novamente, respeito sua opinião, mas respeite a dos outros. Se você é contra o aborto, não aborte, mas respeite quem o deseja!

    • Rodrigo Fernandes
      8 de junho de 2013 at 23:42

      “E mesmo que ela tenha alguma vez, desejado não existir, ela existe e tem a oportunidade de aproveitar a vida, coisa que tem gente que queria poder e não pode.”

      Não entendi. Quer dizer que os fetos abortados gostariam de aproveitar a vida que lhes foi tirada. Só que que achei isso realmente estúpido?
      Como pode algo que não existe querer alguma coisa?
      E outra, e se ela não quiser aproveitar a vida que tem? Muita gente que nem fruto de aborto é, não quer. Ficou implícita, pelo seu comentário, uma obrigação de a escritora necessariamente ter de aproveitar a própria vida.

      ” (…) nem os animais, que há quem diga que são irracionais, não fazem isso.”

      Achei muito fofa essa sua ideia de imaginar animais nas suas próprias clínicas de aborto. Desde quando animal sabe o que é aborto? E se soubesse, como faria o procedimento? Não conheci muitos animais com maestria em manuseio de bisturis e outros objetos cirúrgicos. Será que eles comprariam a tecnologia e a mão-de-obra humana.

      São esses tipos de comentários idiotas que fazem com que o pessoal contra o aborto seja ridicularizado.

      Pessoas contra o aborto: instruam melhor os que partilham da sua ideia.

      • Cristina Danese
        9 de junho de 2013 at 02:56

        A pessoa não existe só porque não é do seu tamanho? Parece que os defensores do aborto valorizam mais as bactérias em detrimento da vida humana.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:28

      Keren, dizer que um aborto é um homicídio faz tanto sentido quanto dizer que jogar uma semente no lixo é cometer desmatamento. Um embrião NÃO é um bebê, não é um ser humano formado, assim como uma semente não é uma árvore. O embrião em seu estágio inicial é um amontoado de células sem sistema nervoso, portanto sem consciência e sem capacidade de sentir dor. Só se torna um bebê se continuar no útero por mais alguns meses — portanto, não é um bebê, mas a potencialidade de um bebê.

  24. Guilherme Amaral
    8 de junho de 2013 at 18:37

    Desculpe Cristina Casagrande, mas discordo de sua opinião.
    A medicina há muito tempo já comprovou que antes do terceiro mês de gravidez não existe nenhuma formação neural, o que descaracteriza qualquer tipo de violência contra uma vida, visto que essa vida, ainda nem formada é.
    A violência existe sim, em obrigar uma mãe que não quer gerar uma criança, a passar 9 meses com ela dentro de seu corpo, alimentando sentimentos, sejam eles quais forem, bons ou ruins, no caso de a criança ter sido concebida por um ato de pura violência e egoísmo. Além desta violência, se a pessoa decide por entregar a criança para adoção, é outro processo muito traumatizante, tanto para a mãe que corta o vínculo com um filho que gerou e não pode, ou não quer dar amparo, tanto para o filho, que futuramente terá que lidar com o fato de ter sido rejeitado de alguma maneira.
    O que acho que existe muito ainda no Brasil, é uma mistura grande de valores que envolvem religião e política. Embora estejamos vivendo em um estado “teoricamente” laico, os valores religiosos ainda vem muito com este discurso Pró-vida. Porém te pergunto, e a vida de uma mulher estuprada, como fica? OU a vida de uma menina de 14 anos, com todo um futuro pela frente, que teve uma relação despreparada e não tem mínima condição de gerar uma criança, como fica?
    Qualquer que seja o apoio psicológico ou financeiro que o estado possa dar para estas pessoas, nunca será suficiente para suprir o possível dano que uma vida indesejada causa a uma mente.
    Outros fatos interessantes, são que a proibição do aborto, nos dias de hoje, não impedem que o aborto aconteça, só tornam o aborto uma prática muito mais perigosa para as mulheres, que vão faze-lo na clandestinidade do mesmo jeito, e arriscando suas vidas.
    Então, me diga qual o sentido de existirem leis que proíbem o aborto?
    Hoje, estatisticamente, elas só servem para matar mulheres!
    Para deixar mais claro, deixo as palavras para um especialista na área, um ginecologista. Seguem 3 videos que esclarecem melhor muitos fatos:

    http://drauziovarella.com.br/audios-videos/aversao-a-gravidez/

    E Cristina, respeito sua posição e de todas as mulheres que não querem abortar, mas esta é uma opção sua, e delas. Ser contra o aborto, é ser contra um direito que há muito tempo deveria ser de todas as mulheres.

    • Mayara
      9 de junho de 2013 at 03:33

      Nem cheguei a ler todo o seu comentário, mas creio que esta equivocado. Sistema nervoso e cardiovascular iniciam o desenvolvimento ainda na terceira semana de gestação, sabia que com 21 dias ja existe um pequeno coração trabalhando?

      • momisu
        9 de junho de 2013 at 17:20

        Um “pequeno coração trabalhando” é incorreto. Nas primeiras três semanas o coração, cérebro e espinha começam a se formar, mas só vão começar a trabalhar partir da quarta ou quinta semana, quando o sangue começa a circular pelo feto.

        Mesmo assim, o corpo humano muitas vezes aborta esses fetos, até o terceiro mês, por conta própria. O próprio corpo da mulher é um assassino em potencial então?

  25. Guilherme Amaral
    8 de junho de 2013 at 18:37

    Desculpe Cristina Casagrande, mas discordo de sua opinião.
    A medicina há muito tempo já comprovou que antes do terceiro mês de gravidez não existe nenhuma formação neural, o que descaracteriza qualquer tipo de violência contra uma vida, visto que essa vida, ainda nem formada é.
    A violência existe sim, em obrigar uma mãe que não quer gerar uma criança, a passar 9 meses com ela dentro de seu corpo, alimentando sentimentos, sejam eles quais forem, bons ou ruins, no caso de a criança ter sido concebida por um ato de pura violência e egoísmo. Além desta violência, se a pessoa decide por entregar a criança para adoção, é outro processo muito traumatizante, tanto para a mãe que corta o vínculo com um filho que gerou e não pode, ou não quer dar amparo, tanto para o filho, que futuramente terá que lidar com o fato de ter sido rejeitado de alguma maneira.
    O que acho que existe muito ainda no Brasil, é uma mistura grande de valores que envolvem religião e política. Embora estejamos vivendo em um estado “teoricamente” laico, os valores religiosos ainda vem muito com este discurso Pró-vida. Porém te pergunto, e a vida de uma mulher estuprada, como fica? OU a vida de uma menina de 14 anos, com todo um futuro pela frente, que teve uma relação despreparada e não tem mínima condição de gerar uma criança, como fica?
    Qualquer que seja o apoio psicológico ou financeiro que o estado possa dar para estas pessoas, nunca será suficiente para suprir o possível dano que uma vida indesejada causa a uma mente.
    Outros fatos interessantes, são que a proibição do aborto, nos dias de hoje, não impedem que o aborto aconteça, só tornam o aborto uma prática muito mais perigosa para as mulheres, que vão faze-lo na clandestinidade do mesmo jeito, e arriscando suas vidas.
    Então, me diga qual o sentido de existirem leis que proíbem o aborto?
    Hoje, estatisticamente, elas só servem para matar mulheres!
    Para deixar mais claro, deixo as palavras para um especialista na área, um ginecologista. Seguem 3 videos que esclarecem melhor muitos fatos:

    http://drauziovarella.com.br/audios-videos/aversao-a-gravidez/

    E Cristina, respeito sua posição e de todas as mulheres que não querem abortar, mas esta é uma opção sua, e delas. Ser contra o aborto, é ser contra um direito que há muito tempo deveria ser de todas as mulheres.

    • Rodrigo Fernandes
      8 de junho de 2013 at 23:45

      FALOU TUDO, CAMARADA.

    • Mayara
      9 de junho de 2013 at 03:33

      Nem cheguei a ler todo o seu comentário, mas creio que esta equivocado. Sistema nervoso e cardiovascular iniciam o desenvolvimento ainda na terceira semana de gestação, sabia que com 21 dias ja existe um pequeno coração trabalhando?

      • momisu
        9 de junho de 2013 at 17:20

        Um “pequeno coração trabalhando” é incorreto. Nas primeiras três semanas o coração, cérebro e espinha começam a se formar, mas só vão começar a trabalhar partir da quarta ou quinta semana, quando o sangue começa a circular pelo feto.

        Mesmo assim, o corpo humano muitas vezes aborta esses fetos, até o terceiro mês, por conta própria. O próprio corpo da mulher é um assassino em potencial então?

      • Guilherme Amaral
        10 de junho de 2013 at 14:08

        Pois é Mayara, como você disse, você nem chegou a ler todo o comentário, então fica difícil de você avaliar meu ponto de vista. No final de meu comentário, existe um link com 3 vídeos, que esclarecem muito mais a questão. É um Ginecologista, um médico, abordando a questão. O grande problema para formar opiniões sobre este assunto, é que as pessoas já a tem formada, e acham um absurdo imaginar a possibilidade do contrário. Devo lembrar que em outros tempos, valores morais foram quebrados por intervenção do estado.Exemplos: abolição da escravidão, introdução da camisinha, pílula do dia seguinte, união estável para os gays… Todos estes valores não foram aceitados logo de início por toda a sociedade, sempre existiram grupos contra, e até hoje você sabe que existe preconceito sobre vários destes valores.
        Enfim, não irei me estender muito, pois já me estendi bastante em meus outros comentários. Se quiser pode ler eles inteiramente, com a mente aberta para enxergar novas possibilidades, Vou deixar 2 links para você. se puder dedicar alguns minutos, com a mente aberta, quem sabe ocorra alguma mudança:

        http://vimeo.com/22080254

        http://drauziovarella.com.br/audios-videos/aversao-a-gravidez/

        Obrigado!

  26. Thiago
    8 de junho de 2013 at 19:19

    Realmente muito comovente tua História. Sou totalmente a favor do aborto nesse caso, mas só nesse caso. É justo vocês terem autonomia com o corpo de vocês, mas não acho justo apenas vocês decidirem sobre tirar ou não uma vida mesmo o filho sendo de vocês. Não quer criar? Coloque pra adoção. Não quer enfrentar uma gravidez? Simplesmente não engravide.

    • Marjorie Rodrigues
      8 de junho de 2013 at 19:53

      Tão fácil, né, Thiago? “Simplesmente não engravide”. Você sabia que a maioria das mulheres que fazem aborto são casadas (situação em que é mais fácil acabar descuidando do contraceptivo)? Sabia que os métodos contraceptivos não são 100% eficazes? Sabia que tem gente que não tem informação nem acesso a métodos contraceptivos nesse Brasilzão enorme? Muito fácil julgar as mulheres por engravidarem, quando você nunca vai passar por essa situação.

    • Cristina Danese
      8 de junho de 2013 at 19:54

      OUTRO COMENTÁRIO SÁBIO, PRECISAMOS AMADURECER E PARAR DE PUNIR COM A MORTE A NOSSA FALTA DE RESPONSABILIDADE: O CORPO DO EMBRIÃO NÃO É O CORPO DA MULHER!

      • Guilherme Amaral
        8 de junho de 2013 at 20:26

        Falta de responsabilidade?
        Desculpe, mas sexo é uma necessidade vital. A atividade sexual faz bem para a saúde corpórea, e mental. Existem métodos anticonceptivos, mas estes também falham. O que você sugere? Que as pessoas não façam mais sexo? Ou que só façam sexo para reprodução? E nos casos do sexo sem consentimento? você deve gerar um filho que nunca desejou? Desculpe, mas de sábio, seu comentário não possui nada, é simplesmente mais uma afirmação sem qualquer argumento. Se quer mostrar seu ponto de vista, inclua argumentos que fortaleçam sua ideia, e não apenas frases jogadas, como se fossem a verdade absoluta. Obrigado!

    • Guilherme Amaral
      8 de junho de 2013 at 19:58

      Seu comentário é contraditório Thiago. É justo acabar com uma gravidez em caso de estupro, mas em outros casos não? Se você tem um discurso Pró-vida, ou por parte religiosa, você está acabando com a vida do mesmo jeito, e outra, estamos em um estado laico, onde não deveria haver influência de qualquer valor religioso, e sim a favor dos direitos humanos, direitos estes, que estão sendo privados das mulheres brasileiras… O aborto é sim um direito de todas as mulheres. E as estatísticas provam, que a proibição só traz prejuízos para a sociedade. Segue mais um link para esclarecimentos: http://vimeo.com/22080254

      • Marjorie Rodrigues
        9 de junho de 2013 at 01:35

        Pois é, Guilherme, é nessas que os “pró-vida” se contradizem e demonstram que na verdade não estão preocupados com a criança (em potencial) coisa nenhuma. Afinal, se fossem a favor do “direito de nascer”, defenderiam esse direito para todos, e não só para os que não são frutos de estupro.

        Ao defenderem o acesso ao aborto apenas em caso de estupro, os pró-vida demonstram sua real motivação: julgar, culpar e punir as mulheres que transam por livre e espontânea vontade. Tipo: “quem mandou transar? Agora toma”.

    • Rafaella
      9 de junho de 2013 at 13:17

      Seu comentário é completamente contraditório Thiago. A empatia que você diz ter por um amontoado de células é oposto ao fim que você sugere para uma vida indesejada. Quer dizer então que é melhor deixar nascer um ser humano, rejeitado, e coloca-lo num orfanato? Podendo ou não ter a sorte de ser adotado por uma família que vai dar a estrutura que aquela criança precisa? Em outras palavras: O que acontece depois com o bebê pouco importa, mas não aborte. Achei meio hipócrita!

  27. Thiago
    8 de junho de 2013 at 19:19

    Realmente muito comovente tua História. Sou totalmente a favor do aborto nesse caso, mas só nesse caso. É justo vocês terem autonomia com o corpo de vocês, mas não acho justo apenas vocês decidirem sobre tirar ou não uma vida mesmo o filho sendo de vocês. Não quer criar? Coloque pra adoção. Não quer enfrentar uma gravidez? Simplesmente não engravide.

    • Marjorie Rodrigues
      8 de junho de 2013 at 19:53

      Tão fácil, né, Thiago? “Simplesmente não engravide”. Você sabia que a maioria das mulheres que fazem aborto são casadas (situação em que é mais fácil acabar descuidando do contraceptivo)? Sabia que os métodos contraceptivos não são 100% eficazes? Sabia que tem gente que não tem informação nem acesso a métodos contraceptivos nesse Brasilzão enorme? Muito fácil julgar as mulheres por engravidarem, quando você nunca vai passar por essa situação.

    • Cristina Danese
      8 de junho de 2013 at 19:54

      OUTRO COMENTÁRIO SÁBIO, PRECISAMOS AMADURECER E PARAR DE PUNIR COM A MORTE A NOSSA FALTA DE RESPONSABILIDADE: O CORPO DO EMBRIÃO NÃO É O CORPO DA MULHER!

      • Guilherme Amaral
        8 de junho de 2013 at 20:26

        Falta de responsabilidade?
        Desculpe, mas sexo é uma necessidade vital. A atividade sexual faz bem para a saúde corpórea, e mental. Existem métodos anticonceptivos, mas estes também falham. O que você sugere? Que as pessoas não façam mais sexo? Ou que só façam sexo para reprodução? E nos casos do sexo sem consentimento? você deve gerar um filho que nunca desejou? Desculpe, mas de sábio, seu comentário não possui nada, é simplesmente mais uma afirmação sem qualquer argumento. Se quer mostrar seu ponto de vista, inclua argumentos que fortaleçam sua ideia, e não apenas frases jogadas, como se fossem a verdade absoluta. Obrigado!

    • Guilherme Amaral
      8 de junho de 2013 at 19:58

      Seu comentário é contraditório Thiago. É justo acabar com uma gravidez em caso de estupro, mas em outros casos não? Se você tem um discurso Pró-vida, ou por parte religiosa, você está acabando com a vida do mesmo jeito, e outra, estamos em um estado laico, onde não deveria haver influência de qualquer valor religioso, e sim a favor dos direitos humanos, direitos estes, que estão sendo privados das mulheres brasileiras… O aborto é sim um direito de todas as mulheres. E as estatísticas provam, que a proibição só traz prejuízos para a sociedade. Segue mais um link para esclarecimentos: http://vimeo.com/22080254

      • Marjorie Rodrigues
        9 de junho de 2013 at 01:35

        Pois é, Guilherme, é nessas que os “pró-vida” se contradizem e demonstram que na verdade não estão preocupados com a criança (em potencial) coisa nenhuma. Afinal, se fossem a favor do “direito de nascer”, defenderiam esse direito para todos, e não só para os que não são frutos de estupro.

        Ao defenderem o acesso ao aborto apenas em caso de estupro, os pró-vida demonstram sua real motivação: julgar, culpar e punir as mulheres que transam por livre e espontânea vontade. Tipo: “quem mandou transar? Agora toma”.

    • Rafaella
      9 de junho de 2013 at 13:17

      Seu comentário é completamente contraditório Thiago. A empatia que você diz ter por um amontoado de células é oposto ao fim que você sugere para uma vida indesejada. Quer dizer então que é melhor deixar nascer um ser humano, rejeitado, e coloca-lo num orfanato? Podendo ou não ter a sorte de ser adotado por uma família que vai dar a estrutura que aquela criança precisa? Em outras palavras: O que acontece depois com o bebê pouco importa, mas não aborte. Achei meio hipócrita!

  28. Rê_Ayla
    8 de junho de 2013 at 19:27

    Obrigada pelo texto!
    Como eu mesma disse em meu blog, no texto que fiz sobre os abusos sexuais que passei, eu gostaria que mais mulheres falassem sobre o que passaram… talvez, assim, quem sabe, as pessoas abrissem os olhos e enxergassem que o problema é muito maior do que pensam.

    E esse negócio de que todas querem ser mães e que maternidade é linda é um MITO. Eu não quero ser mãe, nunca quis. E, quando fiquei grávida, ao ver (e ouvir) o coração do feto batendo numa tela de ecografia, tive NOJO. Isso, nojo. E nem foi estupro… Imagine as mulheres que são estupradas!

    Falta empatia no mundo. Falta as pessoas pararem de querer dizer como os outros têm que viver suas vidas.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:37

      “Falta empatia no mundo”. Falou e disse!!! O pessoal só quer ditar aos outros o que fazer, impor a SUA moral e verdades absolutas para a vida de todo mundo, em vez de perceber que a vida é mais complexa que isso.

  29. Rê_Ayla
    8 de junho de 2013 at 19:27

    Obrigada pelo texto!
    Como eu mesma disse em meu blog, no texto que fiz sobre os abusos sexuais que passei, eu gostaria que mais mulheres falassem sobre o que passaram… talvez, assim, quem sabe, as pessoas abrissem os olhos e enxergassem que o problema é muito maior do que pensam.

    E esse negócio de que todas querem ser mães e que maternidade é linda é um MITO. Eu não quero ser mãe, nunca quis. E, quando fiquei grávida, ao ver (e ouvir) o coração do feto batendo numa tela de ecografia, tive NOJO. Isso, nojo. E nem foi estupro… Imagine as mulheres que são estupradas!

    Falta empatia no mundo. Falta as pessoas pararem de querer dizer como os outros têm que viver suas vidas.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:37

      “Falta empatia no mundo”. Falou e disse!!! O pessoal só quer ditar aos outros o que fazer, impor a SUA moral e verdades absolutas para a vida de todo mundo, em vez de perceber que a vida é mais complexa que isso.

  30. Janaina Vianna
    8 de junho de 2013 at 19:41

    Apesar de ter sido fruto de uma relação de abuso, por sua mãe ser inocente e não saber sobre o aborto.

    Acredito que se ela não te desejasse te abandonaria e te largaria na porta de alguma família para te criar.

    Sou mãe e sei que existe muita intimidade do filho na gestação, e eu acredito que talvez não tenha sido da forma correta, mas ela em determinado momento que te gerou desejou vc.
    Por isso te privou e cuidou de vc desde sempre.

    Abçs

  31. Janaina Vianna
    8 de junho de 2013 at 19:41

    Apesar de ter sido fruto de uma relação de abuso, por sua mãe ser inocente e não saber sobre o aborto.

    Acredito que se ela não te desejasse te abandonaria e te largaria na porta de alguma família para te criar.

    Sou mãe e sei que existe muita intimidade do filho na gestação, e eu acredito que talvez não tenha sido da forma correta, mas ela em determinado momento que te gerou desejou vc.
    Por isso te privou e cuidou de vc desde sempre.

    Abçs

  32. Beth Lima
    8 de junho de 2013 at 20:55

    Acho que as pessoas antes de se posicionar ou comentar um assunto tão polêmico deveriam fazer uma leitura crítica do texto do projeto de lei, porque formar opinião com base na desinformação não eleva o debate. Isso só serve aos propósitos sectários deste ou daquele grupo. O PROJETO DE LEI NÃO PROÍBE O ABORTO FRUTO DE ESTUPRO! Isso continua sendo uma decisão exclusiva da gestante, pois o artigo do Código Penal que descriminaliza o aborto nessa situação continuará em vigor, além das decisões soberanas da Justiça que autorizam o aborto de anencéfalos. Ao contrário do que parece, ele assegura alguns direitos ao nascituro, tudo após a decisão soberana da gestante em ter o filho (QUE NÃO É MAIS INDESEJADO, CONCORDAM?). Porém, ele realmente agrava o que já é tratado hoje como crime. Quanto a isso, não se discute.

    • Beth Lima
      8 de junho de 2013 at 21:01

      SEGUE O LINK PARA LEITURA: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=443584&filename=PL+478/2007

    • Maria
      8 de junho de 2013 at 21:52

      Art. 12 É vedado ao Estado e aos particulares causar
      qualquer dano ao nascituro em razão de um ato delituoso cometido por algum de
      seus genitores.

    • Naiara
      8 de junho de 2013 at 22:32

      O PROJETO DE LEI NÃO PROÍBE O ABORTO FRUTO DE ESTUPRO! Como não? proíbe sim,artigo 12 e 13 desse projeto esta bem claro!Veja bem: Art. 12 É vedado ao Estado e aos particulares causar
      qualquer dano ao nascituro em razão de um ato delituoso cometido por algum de
      seus genitores.
      Art. 13 O nascituro concebido em um ato de violência
      sexual não sofrerá qualquer discriminação ou restrição de direitos…

      • Rodrigo
        9 de junho de 2013 at 18:19

        Naiara, o projeto desse estatuto é mal feito, mas vc leu pela metade. Ele diz: “salvo artigo 128 do Código Penal”. Esse artigo diz que a mulher pode abortar em caso de estupro. Pessoal, a informação está sendo veiculada de forma errada!! Vamos se informar melhor antes de sair espalhando os virais, esse caso mostra bem o perigo disso. abs.

  33. Beth Lima
    8 de junho de 2013 at 20:55

    Acho que as pessoas antes de se posicionar ou comentar um assunto tão polêmico deveriam fazer uma leitura crítica do texto do projeto de lei, porque formar opinião com base na desinformação não eleva o debate. Isso só serve aos propósitos sectários deste ou daquele grupo. O PROJETO DE LEI NÃO PROÍBE O ABORTO FRUTO DE ESTUPRO! Isso continua sendo uma decisão exclusiva da gestante, pois o artigo do Código Penal que descriminaliza o aborto nessa situação continuará em vigor, além das decisões soberanas da Justiça que autorizam o aborto de anencéfalos. Ao contrário do que parece, ele assegura alguns direitos ao nascituro, tudo após a decisão soberana da gestante em ter o filho (QUE NÃO É MAIS INDESEJADO, CONCORDAM?). Porém, ele realmente agrava o que já é tratado hoje como crime. Quanto a isso, não se discute.

    • Beth Lima
      8 de junho de 2013 at 21:01

      SEGUE O LINK PARA LEITURA: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=443584&filename=PL+478/2007

    • Maria
      8 de junho de 2013 at 21:52

      Art. 12 É vedado ao Estado e aos particulares causar
      qualquer dano ao nascituro em razão de um ato delituoso cometido por algum de
      seus genitores.

    • Naiara
      8 de junho de 2013 at 22:32

      O PROJETO DE LEI NÃO PROÍBE O ABORTO FRUTO DE ESTUPRO! Como não? proíbe sim,artigo 12 e 13 desse projeto esta bem claro!Veja bem: Art. 12 É vedado ao Estado e aos particulares causar
      qualquer dano ao nascituro em razão de um ato delituoso cometido por algum de
      seus genitores.
      Art. 13 O nascituro concebido em um ato de violência
      sexual não sofrerá qualquer discriminação ou restrição de direitos…

      • Rodrigo
        9 de junho de 2013 at 18:19

        Naiara, o projeto desse estatuto é mal feito, mas vc leu pela metade. Ele diz: “salvo artigo 128 do Código Penal”. Esse artigo diz que a mulher pode abortar em caso de estupro. Pessoal, a informação está sendo veiculada de forma errada!! Vamos se informar melhor antes de sair espalhando os virais, esse caso mostra bem o perigo disso. abs.

  34. Priscila
    8 de junho de 2013 at 21:59

    No taoísmo consideramos o corpo como um vaso vazio, que pode ser repleto de angústias ou entendimento, mas o tempo todo ele deve ser esvaziado para ser preenchido novamente…então, o melhor é se esvaziar dessa história e começar uma nova. As religiões falam o tempo todo no livre-arbítrio, mas os religiosos defensores da vida dogmatizam e carceram as escolhas. Sou espiritualista, pessoalmente não faria aborto sob qualquer argumento por minhas crenças, mas sou solidária, respeito e aceito todas as mulheres q o fizeram e sou totalmente a FAVOR do direito de fazer o aborto num ambiente hospitalar cercada de segurança e com profissionais certos em qualquer circunstancia. Direito do Nascituro não existe, pq o interrompe o Direito da Mulher. Enquanto a gestação for no útero de uma mulher, a escolha é exclusivamente dela.

    • Daniella Carelli
      9 de junho de 2013 at 14:22

      É exatamente esse meu ponto de vista. Eu sei que é errado, do ponto de vista da minha religião, que é espírita. Mas sou a favor do direito de escolha das mulheres e do direito ao aborto em segurança. Eu mesma, confesso, não saberia lidar com um trauma como esse e provalvemente nao suportaria conviver com a lembrança disso. Como espírito, preciso ainda evoluir muito para conseguir amar de todo coração, como deve ser, uma criança gerada desta forma. Admiro muito espíritos mais evoluídos que já sejam capazes disso, mas sou solidária com aqueles que ainda não estão preparados pra isso. Como eu. Defendo o direito ao aborto, eu faria em um caso como esse e minha escolha é conviver com meu erro, até que eu possa, por escolha, em outra vida, mais evoluída, encarar isso de outra maneira.

  35. Gabriel Augusto
    8 de junho de 2013 at 22:04

    O primeiro dever do Estado deve ser a preservação da vida e do direito de escolha dos seus cidadãos contemporâneos, para depois haver a preocupação com os direitos de indivíduos que sequer nasceram. A escolha de fazer ou não um aborto unicamente deve caber à mulher grávida, e é obrigação do Governo fornecer os meio seguros para que isso aconteça; Entendo os argumentos religiosos “pró-vida”, porém acredito que é a vida da mulher, antes da vida do feto, que deve ser levada em maior consideração.

  36. Gabriel Augusto
    8 de junho de 2013 at 22:04

    O primeiro dever do Estado deve ser a preservação da vida e do direito de escolha dos seus cidadãos contemporâneos, para depois haver a preocupação com os direitos de indivíduos que sequer nasceram. A escolha de fazer ou não um aborto unicamente deve caber à mulher grávida, e é obrigação do Governo fornecer os meio seguros para que isso aconteça; Entendo os argumentos religiosos “pró-vida”, porém acredito que é a vida da mulher, antes da vida do feto, que deve ser levada em maior consideração.

  37. Marcos
    8 de junho de 2013 at 22:11

    Olga com todo respeito a sua história faço aqui meu comentário. Eu sou a favor do Estatuto do Nascituro porque ele prevê apoio a mãe e a criança. A Cristina Casagrande no dia 8 de junho de 2013 fez um belo comentário abaixo desta matéria, vale a pena lê-lo. Um crime não justifica outro. Tudo o que você diz sofrer, até mesmo muitas crianças que foram desejas, depois que nasceram sofreram as mesmas coisas. Então é o caso de matá-las? Não são condições psicológicas e sociais que dão dignidade a um ser humano, mas a sua natureza. Como disse um importante cientista (agora não me recordo seu nome) “se um feto não pode ser considerado um ser humano, não poderá ser depois, pois nada é acrescentado a ele”. Então quem decide quem deve nascer? A mãe, o estado, o pai? Ninguém tem o direito de tirar a vida do outro. Não são as condições adversas da vida que definem quem pode viver ou morrer, logo, ninguém poderia viver, pois todos nós, de uma maneira ou de outra, somos atacados por sofrimentos de diversas ordens. Me solidarizo com você Olga, com todas as mulheres e com todos os seres humanos que estão em seus ventres. Os que são pró aborto de maneira tática sempre colocam o movimento pró vida associado a religião. Depois de assim o fazerem dizem que nem todos são religiosos, logo aqueles que não pertencem a uma determinada religião estariam livres para ter “seu direito” de abortar. Vários cientistas e ateus já se posicionaram contra o aborto. Os “pró aborto” só não percebem que isto fortalece ainda mais a religião. Eu mesmo me tornei Católico porque sentia muito ódio (incitado por professores, amigos e meios de comunicação), mas ao mesmo tempo sempre busquei a verdade. Daí comecei a estudar a fundo todos os temas polêmicos que “achava” não concordar com a Igreja e assim me apaixonei por Ela. Por isso, e de certa forma, devo agradecer a todos aqueles que se opõem a Igreja, pois foram eles que me instigaram a buscar a verdade e a encontrei. Então o que tenho a dizer é que busquem ver quem está por trás das campanhas pró aborto e quem as financia. Posto aqui um link para quem, ultrapassando o preconceito religioso (por se tratar de um documento da CNBB), quiser ver a verdade por trás das campanhas pró aborto e ter assim uma opinião formada em dados verídicos. No fundo ninguém está pensando nos “direitos” da mulher, mas sim no que irão ganhar com a indústria da morte.

    https://s3.amazonaws.com/padrepauloricardo-files/uploads/2z6zfoqcyu7hxot95z3c/a-nova-estrategia-mundial-do-aborto.pdf

    • Guilherme Amaral
      9 de junho de 2013 at 01:22

      Olá Marcos. Respeito sua opção pela escolha da igreja católica, e que vivencie seus valores, mas preciso lembrar que vivemos em um estado laico, de acordo com a constituição. O que você prevê como indústria da morte, já foi comprovado pela medicina que não é. Até o terceiro mês, o embrião não é caracterizado como indivíduo. A sua visão como religioso, não vem ao caso. Você deve sim respeitar a vontade dos outros, e não apresentar sua visão como “a verdade”, como em sua fala. Se você quer fatos, dê uma olhada em meus comentários anteriores, e verá que a proibição do aborto não o impede no brasil, só o transforma em um ato perigoso para a mulher, que arrisca sua vida pra faze-lo. A proibição do aborto não possui ligação nenhuma com a morte de vidas que nem existem ainda, mas sim com milhares de mulheres que morrem anualmente. Se informe. Abraço!

      • evelin
        9 de junho de 2013 at 02:11

        Guilherme eu gostaria que cada pessoa que se propõe a constituir uma opinião sobre o tema lesse, pelo menos uma vez e com o mínimo de receptividade (e capacidade de entendimento), as colocações que você fez aqui. Parabéns pela coerência e contundência de seu discurso.

      • Marcos
        10 de junho de 2013 at 00:10

        Obrigado Guilherme pelo seu comentário! Devo dizer que você não precisa me lembrar que vivemos em um estado laico, talvez eu deva lembrar isto a você. Estado laico não quer dizer estado ateu! Quando me coloco como Católico o faço para desmascarar a falsa propaganda que existe nos discursos dos pró aborto de que ser contra o aborto é uma decisão religiosa. E pelo que você falou, você pensa da mesma maneira. Pergunto a você em que momento eu usei um argumento religioso para defender a vida? Eu justamente mostro o contrário em meu comentário. Lá eu digo que me tornei católico por ver que a Igreja sim sempre argumenta com dados científicos. Você leu o documento que postei? Em que momento é usado falsas mentiras lá? O documento é repleto de fontes bibliográficas.
        Pense também que existe uma grande diferença entre legal e moral. Não é porque o STF de forma ilegal aprovou o aborto no Brasil que ele seja moralmente aceito (quem deveria ter decidido isto é o Congresso que foi eleito pelo povo Brasileiro. A Dilma cumprindo a cartilha internacional, e não querendo aparecer para o povo como pro aborto, deixou nas mãos do STF). Hitler também criou várias leis que oprimiam vários seres humanos e nem por isso suas leis são moralmente fundamentadas.
        Outra coisa: não é porque um crime é cometido várias vezes que ele deve ser aceito. Então devemos legalizar crimes de corrupção, de latrocínio, de estupro…. Afinal, embora existam leis, eles continuam sendo cometidos.
        Agradeço seu conselho para que “eu me informe”. Pode ter certeza que isto eu faço sempre. Espero que você também veja os argumentos do outro lado! Mesmo sendo contundente em minha resposta , a dou de forma respeitosa a você! abraço!

    • Guilherme Amaral
      10 de junho de 2013 at 07:03

      Desculpe Marcos, mas depois de seu comentário, me propus a ler o documento que me passou, e irei expressar minha opinião a respeito. Independente dos dados expostos serem verídicos ou não, o texto é apresentado de uma forma extremamente tendenciosa. Começando pelo título “a nova estratégia mundial da cultura a morte”. O texto expõe toda uma trajetória de como foram implantados métodos anticoncepcionais, e tentativa de implementação do aborto, mas somente critica as questões, sem nenhuma argumentação relevante. Vinte e poucas páginas de informação e críticas sem argumento. Você comentou meu comentário, e ressaltou questões que além de questões legais, também existem morais envolvidas, e fez até uma referência à Hitler… Porém vamos lá… Com a legalização do aborto, você não está proibindo que as pessoas tenham filhos, e nem ao menos incentivando ninguém a fazer um aborto, você simplesmente está garantindo um novo direito às mulheres, e cabe a elas, decidir por usufruir ou não deste direito. Portanto o “inserir uma nova ditadura” já cai por terra. Quanto à valores morais, devo lembrar que em outros tempos, a introdução de métodos anticoncepcionais como a camisinha e a pílula também sofreram repúdio por parte da sociedade, que alegava que estes métodos estavam corrompendo a formação da família. Até hoje esses métodos são questionados pela igreja, que prega valores morais totalmente diferentes do estado em diversos aspectos. A mudança na percepção das pessoas em relação aos valores é gradativa, e somente com o tempo e a legalização de direitos, estes valores podem mudar. Felizmente temos tido severas mudanças sociais devido a intervenção do estado, como as evoluções em relação ao casamento gay, que embora gerem revolta por parte maior de grupos religiosos, agora garante um direito civil para os homossexuais. A aceitação pela sociedade, ainda vai demorar, mas a cada passo dado, estamos no caminho de evoluir.
      Agora vou entrar em um assunto que você nem comentou, mas que fica nas entrelinhas do texto, a formação da instituição “família”. Embora o estado tenha leis que favorecem a família, esta é uma questão inteiramente cultural. Você pode querer ter uma família, com filhos, mulher, achar que isso é a maneira ideal para viver. Ja eu já não pretendo ter filhos, ao menos não biológicos, e se algum dia este sentimento de paternidade se manifestar em meu ser, optarei pela adoção. Esta é uma opção minha. Outros podem querer viver sozinhos, ou podem viver em relações hétero ou homossexuais, com ou sem filhos, isto não importa, o que importa é que cada um tenha o direito de escolher os caminhos de sua própria vida. E novamente se seu argumento é contra a morte, insisto que não existe um ser humano formado antes do terceiro mês de gestação, a medicina afirma isso.
      Obrigado por colaborar com sua opinião.
      Respeito seu pondo de vista, e novamente defendo: Se você é contra o aborto, não aborte, mas não tire o direito de quem o quer fazer, pois isto sim, é impor uma dtadura!
      Abraço!

      • Marcos
        21 de junho de 2013 at 19:52

        Guilherme agradeço por ter lido o documento! Pergunto-te o que não é tendencioso quando se defende uma opinião. Aqui você está tentando me convencer que o que diz é a melhor maneira de se pensar a questão do aborto. Não te acho tendencioso no sentindo pejorativo, te acho um cara de opinião. A questão passa pela veracidade dos argumentos, e com relação ao aborto nenhum argumento pela sua legalização se sustenta.
        Com relação a achar que o texto que enviei não tem argumentos válidos é sua opinião, eles estão lá. Qualquer um que entrar aqui pode lê-lo e considerar o que digo.
        Quando você diz que: “Com a legalização do aborto, você não está proibindo que as pessoas tenham filhos, e nem ao menos incentivando ninguém a fazer um aborto, você simplesmente está garantindo um novo direito às mulheres, e cabe a elas, decidir por usufruir ou não deste direito. Portanto o “inserir uma nova ditadura” já cai por terra.” Tenho que lhe dizer que o aborto não é uma questão de “direito”, mas de privação de direitos. A mulher tem direito sobre seu corpo, mas não sobre o da criança que ela carrega. Um corpo não tem dois corações, dois DNAs…. O direito a vida é o primeiro de todos os direitos e privar a criança dele também o privará de todos os outros. Não estou aqui discutindo o direito da mulher sobre seu corpo (isto é lógico e eu apoio), defendo que todo ser humano tem o direito de viver. Ninguém pode violar este direito. Se por “n” motivos uma gravidez se tornou indesejada, não é isto que tira a dignidade da criança na barriga. Ora, então quem decide quem deve viver?
        Sobre suas citações de argumentos religiosos devo lhe dizer que a Igreja sempre luta pela defesa dos direitos humanos e por uma sociedade mais justa. Embora seus filhos tenham cometidos erros como todos os seres humanos, e por isso o Papa pediu perdão, seu testemunho sempre foi pela vida. Poderia citar vários documentos e fatos históricos que comprovam o que estou dizendo, mas apenas lembro que não é isto que estou discutindo com você. É você quem apresentou isto! A Igreja sabe que uma pessoa não católica dificilmente deixará de usar métodos anticoncepcionais artificiais e não a obriga a isto. Primeiro porque não tem este direito e segundo que suas leis valem para os que fazem parte de seu corpo. A questão do aborto extrapola a moral religiosa e cai na questão da ética. Mas enfim, eu não quero ficar falando aqui de religião, pois não vem ao caso!
        Dentro do seu argumento sobre família devo dizer-lhe que a instituição família se sustenta em um pilar da lei natural que desde a Grécia antiga sempre norteou os rumos da sociedade. Você pode dizer o contrário, pode ser baixado um decreto, mas a verdade está aí e embora se brade a mentira em um eco forte, uma hora ela vem com força total e se impõe.
        Como disse Chesterton “Grandes verdades podem, somente, ser esquecidas, mas nunca podem ser falsificadas.”
        Se uma pessoa quer ou não ter um filho, se vai casar ou não, se vai se juntar com pessoa do mesmo sexo ou não, é questão pessoal. Matar um inocente na barriga é um crime.
        Peço que me apresente de forma séria e científica, com referências bibliográficas, sua afirmação de que a “medicina” diz “que não existe um ser humano formado antes do terceiro mês de gestação”.
        Eu também respeito seu ponto de vista e novamente reitero que defender a vida não é ser ditador, mas libertário. Matar não é direito! A vida é um direito.
        Obrigado pelo debate!
        Abraço!

  38. Marcos
    8 de junho de 2013 at 22:11

    Olga com todo respeito a sua história faço aqui meu comentário. Eu sou a favor do Estatuto do Nascituro porque ele prevê apoio a mãe e a criança. A Cristina Casagrande no dia 8 de junho de 2013 fez um belo comentário abaixo desta matéria, vale a pena lê-lo. Um crime não justifica outro. Tudo o que você diz sofrer, até mesmo muitas crianças que foram desejas, depois que nasceram sofreram as mesmas coisas. Então é o caso de matá-las? Não são condições psicológicas e sociais que dão dignidade a um ser humano, mas a sua natureza. Como disse um importante cientista (agora não me recordo seu nome) “se um feto não pode ser considerado um ser humano, não poderá ser depois, pois nada é acrescentado a ele”. Então quem decide quem deve nascer? A mãe, o estado, o pai? Ninguém tem o direito de tirar a vida do outro. Não são as condições adversas da vida que definem quem pode viver ou morrer, logo, ninguém poderia viver, pois todos nós, de uma maneira ou de outra, somos atacados por sofrimentos de diversas ordens. Me solidarizo com você Olga, com todas as mulheres e com todos os seres humanos que estão em seus ventres. Os que são pró aborto de maneira tática sempre colocam o movimento pró vida associado a religião. Depois de assim o fazerem dizem que nem todos são religiosos, logo aqueles que não pertencem a uma determinada religião estariam livres para ter “seu direito” de abortar. Vários cientistas e ateus já se posicionaram contra o aborto. Os “pró aborto” só não percebem que isto fortalece ainda mais a religião. Eu mesmo me tornei Católico porque sentia muito ódio (incitado por professores, amigos e meios de comunicação), mas ao mesmo tempo sempre busquei a verdade. Daí comecei a estudar a fundo todos os temas polêmicos que “achava” não concordar com a Igreja e assim me apaixonei por Ela. Por isso, e de certa forma, devo agradecer a todos aqueles que se opõem a Igreja, pois foram eles que me instigaram a buscar a verdade e a encontrei. Então o que tenho a dizer é que busquem ver quem está por trás das campanhas pró aborto e quem as financia. Posto aqui um link para quem, ultrapassando o preconceito religioso (por se tratar de um documento da CNBB), quiser ver a verdade por trás das campanhas pró aborto e ter assim uma opinião formada em dados verídicos. No fundo ninguém está pensando nos “direitos” da mulher, mas sim no que irão ganhar com a indústria da morte.

    https://s3.amazonaws.com/padrepauloricardo-files/uploads/2z6zfoqcyu7hxot95z3c/a-nova-estrategia-mundial-do-aborto.pdf

    • Guilherme Amaral
      9 de junho de 2013 at 01:22

      Olá Marcos. Respeito sua opção pela escolha da igreja católica, e que vivencie seus valores, mas preciso lembrar que vivemos em um estado laico, de acordo com a constituição. O que você prevê como indústria da morte, já foi comprovado pela medicina que não é. Até o terceiro mês, o embrião não é caracterizado como indivíduo. A sua visão como religioso, não vem ao caso. Você deve sim respeitar a vontade dos outros, e não apresentar sua visão como “a verdade”, como em sua fala. Se você quer fatos, dê uma olhada em meus comentários anteriores, e verá que a proibição do aborto não o impede no brasil, só o transforma em um ato perigoso para a mulher, que arrisca sua vida pra faze-lo. A proibição do aborto não possui ligação nenhuma com a morte de vidas que nem existem ainda, mas sim com milhares de mulheres que morrem anualmente. Se informe. Abraço!

      • evelin
        9 de junho de 2013 at 02:11

        Guilherme eu gostaria que cada pessoa que se propõe a constituir uma opinião sobre o tema lesse, pelo menos uma vez e com o mínimo de receptividade (e capacidade de entendimento), as colocações que você fez aqui. Parabéns pela coerência e contundência de seu discurso.

      • Marcos
        10 de junho de 2013 at 00:10

        Obrigado Guilherme pelo seu comentário! Devo dizer que você não precisa me lembrar que vivemos em um estado laico, talvez eu deva lembrar isto a você. Estado laico não quer dizer estado ateu! Quando me coloco como Católico o faço para desmascarar a falsa propaganda que existe nos discursos dos pró aborto de que ser contra o aborto é uma decisão religiosa. E pelo que você falou, você pensa da mesma maneira. Pergunto a você em que momento eu usei um argumento religioso para defender a vida? Eu justamente mostro o contrário em meu comentário. Lá eu digo que me tornei católico por ver que a Igreja sim sempre argumenta com dados científicos. Você leu o documento que postei? Em que momento é usado falsas mentiras lá? O documento é repleto de fontes bibliográficas.
        Pense também que existe uma grande diferença entre legal e moral. Não é porque o STF de forma ilegal aprovou o aborto no Brasil que ele seja moralmente aceito (quem deveria ter decidido isto é o Congresso que foi eleito pelo povo Brasileiro. A Dilma cumprindo a cartilha internacional, e não querendo aparecer para o povo como pro aborto, deixou nas mãos do STF). Hitler também criou várias leis que oprimiam vários seres humanos e nem por isso suas leis são moralmente fundamentadas.
        Outra coisa: não é porque um crime é cometido várias vezes que ele deve ser aceito. Então devemos legalizar crimes de corrupção, de latrocínio, de estupro…. Afinal, embora existam leis, eles continuam sendo cometidos.
        Agradeço seu conselho para que “eu me informe”. Pode ter certeza que isto eu faço sempre. Espero que você também veja os argumentos do outro lado! Mesmo sendo contundente em minha resposta , a dou de forma respeitosa a você! abraço!

    • Guilherme Amaral
      10 de junho de 2013 at 07:03

      Desculpe Marcos, mas depois de seu comentário, me propus a ler o documento que me passou, e irei expressar minha opinião a respeito. Independente dos dados expostos serem verídicos ou não, o texto é apresentado de uma forma extremamente tendenciosa. Começando pelo título “a nova estratégia mundial da cultura a morte”. O texto expõe toda uma trajetória de como foram implantados métodos anticoncepcionais, e tentativa de implementação do aborto, mas somente critica as questões, sem nenhuma argumentação relevante. Vinte e poucas páginas de informação e críticas sem argumento. Você comentou meu comentário, e ressaltou questões que além de questões legais, também existem morais envolvidas, e fez até uma referência à Hitler… Porém vamos lá… Com a legalização do aborto, você não está proibindo que as pessoas tenham filhos, e nem ao menos incentivando ninguém a fazer um aborto, você simplesmente está garantindo um novo direito às mulheres, e cabe a elas, decidir por usufruir ou não deste direito. Portanto o “inserir uma nova ditadura” já cai por terra. Quanto à valores morais, devo lembrar que em outros tempos, a introdução de métodos anticoncepcionais como a camisinha e a pílula também sofreram repúdio por parte da sociedade, que alegava que estes métodos estavam corrompendo a formação da família. Até hoje esses métodos são questionados pela igreja, que prega valores morais totalmente diferentes do estado em diversos aspectos. A mudança na percepção das pessoas em relação aos valores é gradativa, e somente com o tempo e a legalização de direitos, estes valores podem mudar. Felizmente temos tido severas mudanças sociais devido a intervenção do estado, como as evoluções em relação ao casamento gay, que embora gerem revolta por parte maior de grupos religiosos, agora garante um direito civil para os homossexuais. A aceitação pela sociedade, ainda vai demorar, mas a cada passo dado, estamos no caminho de evoluir.
      Agora vou entrar em um assunto que você nem comentou, mas que fica nas entrelinhas do texto, a formação da instituição “família”. Embora o estado tenha leis que favorecem a família, esta é uma questão inteiramente cultural. Você pode querer ter uma família, com filhos, mulher, achar que isso é a maneira ideal para viver. Ja eu já não pretendo ter filhos, ao menos não biológicos, e se algum dia este sentimento de paternidade se manifestar em meu ser, optarei pela adoção. Esta é uma opção minha. Outros podem querer viver sozinhos, ou podem viver em relações hétero ou homossexuais, com ou sem filhos, isto não importa, o que importa é que cada um tenha o direito de escolher os caminhos de sua própria vida. E novamente se seu argumento é contra a morte, insisto que não existe um ser humano formado antes do terceiro mês de gestação, a medicina afirma isso.
      Obrigado por colaborar com sua opinião.
      Respeito seu pondo de vista, e novamente defendo: Se você é contra o aborto, não aborte, mas não tire o direito de quem o quer fazer, pois isto sim, é impor uma dtadura!
      Abraço!

      • Marcos
        21 de junho de 2013 at 19:52

        Guilherme agradeço por ter lido o documento! Pergunto-te o que não é tendencioso quando se defende uma opinião. Aqui você está tentando me convencer que o que diz é a melhor maneira de se pensar a questão do aborto. Não te acho tendencioso no sentindo pejorativo, te acho um cara de opinião. A questão passa pela veracidade dos argumentos, e com relação ao aborto nenhum argumento pela sua legalização se sustenta.
        Com relação a achar que o texto que enviei não tem argumentos válidos é sua opinião, eles estão lá. Qualquer um que entrar aqui pode lê-lo e considerar o que digo.
        Quando você diz que: “Com a legalização do aborto, você não está proibindo que as pessoas tenham filhos, e nem ao menos incentivando ninguém a fazer um aborto, você simplesmente está garantindo um novo direito às mulheres, e cabe a elas, decidir por usufruir ou não deste direito. Portanto o “inserir uma nova ditadura” já cai por terra.” Tenho que lhe dizer que o aborto não é uma questão de “direito”, mas de privação de direitos. A mulher tem direito sobre seu corpo, mas não sobre o da criança que ela carrega. Um corpo não tem dois corações, dois DNAs…. O direito a vida é o primeiro de todos os direitos e privar a criança dele também o privará de todos os outros. Não estou aqui discutindo o direito da mulher sobre seu corpo (isto é lógico e eu apoio), defendo que todo ser humano tem o direito de viver. Ninguém pode violar este direito. Se por “n” motivos uma gravidez se tornou indesejada, não é isto que tira a dignidade da criança na barriga. Ora, então quem decide quem deve viver?
        Sobre suas citações de argumentos religiosos devo lhe dizer que a Igreja sempre luta pela defesa dos direitos humanos e por uma sociedade mais justa. Embora seus filhos tenham cometidos erros como todos os seres humanos, e por isso o Papa pediu perdão, seu testemunho sempre foi pela vida. Poderia citar vários documentos e fatos históricos que comprovam o que estou dizendo, mas apenas lembro que não é isto que estou discutindo com você. É você quem apresentou isto! A Igreja sabe que uma pessoa não católica dificilmente deixará de usar métodos anticoncepcionais artificiais e não a obriga a isto. Primeiro porque não tem este direito e segundo que suas leis valem para os que fazem parte de seu corpo. A questão do aborto extrapola a moral religiosa e cai na questão da ética. Mas enfim, eu não quero ficar falando aqui de religião, pois não vem ao caso!
        Dentro do seu argumento sobre família devo dizer-lhe que a instituição família se sustenta em um pilar da lei natural que desde a Grécia antiga sempre norteou os rumos da sociedade. Você pode dizer o contrário, pode ser baixado um decreto, mas a verdade está aí e embora se brade a mentira em um eco forte, uma hora ela vem com força total e se impõe.
        Como disse Chesterton “Grandes verdades podem, somente, ser esquecidas, mas nunca podem ser falsificadas.”
        Se uma pessoa quer ou não ter um filho, se vai casar ou não, se vai se juntar com pessoa do mesmo sexo ou não, é questão pessoal. Matar um inocente na barriga é um crime.
        Peço que me apresente de forma séria e científica, com referências bibliográficas, sua afirmação de que a “medicina” diz “que não existe um ser humano formado antes do terceiro mês de gestação”.
        Eu também respeito seu ponto de vista e novamente reitero que defender a vida não é ser ditador, mas libertário. Matar não é direito! A vida é um direito.
        Obrigado pelo debate!
        Abraço!

      • vanuza
        10 de setembro de 2013 at 12:02

        Amada, minha intensão não é medir dor, mas gostaria de lhe fazer uma pergunta:

        VOCE CONSEGUIRIA VIVER BEM, HOJE, SEM A SUA FILHA???

        “…Todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam A DEUS.”

        Fique na Paz do Senhor.

  39. José Antonio Rosa
    8 de junho de 2013 at 22:11

    Sinto profunda compaixão pela mãe da Cláudia. Digo isso porque depois de todo o sofrimento, humilhações, tribulações, renúncias, sacrifícios, dedicação e superação ler este artigo fica a sensação de que não valeu a pena. Pobre mulher. Como a filha mesmo afirma, nunca lhe faltou nada e pela educação que recebeu da mãe teve uma vida tranquila. A mãe vendo os frutos positivos do seu sacrifício não se arrependeu da decisão de ter a filha. A mãe decidiu pela vida e a superou. A filha viva lamenta a vida e louva a morte. O texto é um misto de egoísmo e ingratidão. Não entendeu nada. Nem a vida e muito menos a mãe.

    • Carolina
      8 de junho de 2013 at 23:46

      Não sei se você leu o texto, a mãe dela não teve escolha, não foi uma mártir que decidiu ter a filha, ela assumiu a responsabilidade de sua criação.
      Não se pode julgar sentimento, é algo íntimo e só quem sabe é quem sente. Ela não louva a morte, mas por diversas vezes desejou não ter nascido. É muito fácil, julgar os outros, tentar entender e aceitar dá trabalho.

      • José Antonio Rosa
        9 de junho de 2013 at 00:16

        Carolina, em momento algum disse que a mãe da Cláudia era uma mártir, mas se tornou depois do artigo da filha. Depois de todo o sofrimento que passou sem ter as opções que a filha hoje teria, ainda assim assumiu a responsabilidade, deu o seu melhor, e não se arrependeu da decisão que tomou. Venceu. Isso é que tem que ser destacado. Não é uma questão de julgamento e sim de reconhecimento. Tem mais valor a atitude da mãe que disse sem à vida do que a de alguém que infelizmente parece não manifestar nem mesmo gratidão. Concordar, com a Cláudia é como estar concordando com a sua morte, torcendo para que não tivesse nascido.

    • Rhaisa Figueira
      11 de junho de 2013 at 20:25

      Nossa, a interpretação de texto mandou lembranças!!
      Quem disse que ela superou? A moça mesmo disse que a mãe dela nunca a amou…
      E o analfabetismo no Brasil só cresce…

      • José Antonio Rosa
        11 de junho de 2013 at 23:23

        Rhaisa, não é o caso de simples interpretação de texto, mas de fatos. Em tempos de amor líquido onde as relações são perfunctórias e se confunde sentimento com amor é fácil chegar a conclusão de que a mãe da Cláudia não a amou, ainda que ela não afirme isso no texto, mas que era o seu “sentimento” que, segundo ela, perdura até hoje. Mas amor não é sentimento. O sentimento é um sintoma do amor. Amor é uma decisão. A mãe da Cláudia decidiu amar a filha. Esse amor começou quando decidiu pelo prosseguimento da gestação. A Cláudia mesmo afirma que a mãe poderia ter interrompido a gravidez, mas não fez. Ela mesmo não sabe explicar. Supõe ser ignorância da mãe. Será? Por que não optar pelo amor e pela vida? Mas não parou por aí. A Cláudia relata que a mãe sempre trabalhou para que nada lhe faltasse (e não faltou) e fez o possível para que “crescesse com dignidade” e “tivesse uma boa educação”. Ou seja, atendeu a filha no aspecto material e moral. Se isso não é amor o que é então? Talvez a Cláudia estivesse esperando outros tipos de manifestações como carinho, afago, um colo. Mas isso a sua mãe nunca teve. Ela mesmo relata essa realidade, inclusive na sua própria família. Exigir perfeição dessa pobre mulher é crueldade. Ninguém dá o que não tem. A forma que encontrou para manifestar o seu amor foi o de ser provedora, típico das famílias mais antigas e de uma cultura patriarcal. Mas uma certeza a Cláudia tem: que sua mãe não se arrependeu do seu nascimento. Quem ama verdadeiramente não se arrepende por pior que sejam as circunstâncias e as consequências. Ela deve sentir muito orgulho do seu ato de amor e coragem porque sua filha foi ainda a alegria da sua família. Deve estar de consciência tranquila. Tanto é verdade que o seu pai, avô da Cláudia, foi um pai para a sua neta. Talvez um pai que não tenha sido para a sua própria filha. Quem sabe não foi uma forma que encontrou para se redimir com a filha sendo pai para a neta? O que percebo nesta carta da Cláudia é um drama humano mais profundo que não se resume ao fato de se a mãe deveria ou não tê-la abortado. O drama que vejo é que todos querem se perdoar e se amar mas não encontram a maneira adequada para isso. Agradeço a tua resposta e sugiro que tentes ler o texto com uma outra visão. Abraço

  40. José Antonio Rosa
    8 de junho de 2013 at 22:11

    Sinto profunda compaixão pela mãe da Cláudia. Digo isso porque depois de todo o sofrimento, humilhações, tribulações, renúncias, sacrifícios, dedicação e superação ler este artigo fica a sensação de que não valeu a pena. Pobre mulher. Como a filha mesmo afirma, nunca lhe faltou nada e pela educação que recebeu da mãe teve uma vida tranquila. A mãe vendo os frutos positivos do seu sacrifício não se arrependeu da decisão de ter a filha. A mãe decidiu pela vida e a superou. A filha viva lamenta a vida e louva a morte. O texto é um misto de egoísmo e ingratidão. Não entendeu nada. Nem a vida e muito menos a mãe.

    • Carolina
      8 de junho de 2013 at 23:46

      Não sei se você leu o texto, a mãe dela não teve escolha, não foi uma mártir que decidiu ter a filha, ela assumiu a responsabilidade de sua criação.
      Não se pode julgar sentimento, é algo íntimo e só quem sabe é quem sente. Ela não louva a morte, mas por diversas vezes desejou não ter nascido. É muito fácil, julgar os outros, tentar entender e aceitar dá trabalho.

      • José Antonio Rosa
        9 de junho de 2013 at 00:16

        Carolina, em momento algum disse que a mãe da Cláudia era uma mártir, mas se tornou depois do artigo da filha. Depois de todo o sofrimento que passou sem ter as opções que a filha hoje teria, ainda assim assumiu a responsabilidade, deu o seu melhor, e não se arrependeu da decisão que tomou. Venceu. Isso é que tem que ser destacado. Não é uma questão de julgamento e sim de reconhecimento. Tem mais valor a atitude da mãe que disse sem à vida do que a de alguém que infelizmente parece não manifestar nem mesmo gratidão. Concordar, com a Cláudia é como estar concordando com a sua morte, torcendo para que não tivesse nascido.

    • Rhaisa Figueira
      11 de junho de 2013 at 20:25

      Nossa, a interpretação de texto mandou lembranças!!
      Quem disse que ela superou? A moça mesmo disse que a mãe dela nunca a amou…
      E o analfabetismo no Brasil só cresce…

      • José Antonio Rosa
        11 de junho de 2013 at 23:23

        Rhaisa, não é o caso de simples interpretação de texto, mas de fatos. Em tempos de amor líquido onde as relações são perfunctórias e se confunde sentimento com amor é fácil chegar a conclusão de que a mãe da Cláudia não a amou, ainda que ela não afirme isso no texto, mas que era o seu “sentimento” que, segundo ela, perdura até hoje. Mas amor não é sentimento. O sentimento é um sintoma do amor. Amor é uma decisão. A mãe da Cláudia decidiu amar a filha. Esse amor começou quando decidiu pelo prosseguimento da gestação. A Cláudia mesmo afirma que a mãe poderia ter interrompido a gravidez, mas não fez. Ela mesmo não sabe explicar. Supõe ser ignorância da mãe. Será? Por que não optar pelo amor e pela vida? Mas não parou por aí. A Cláudia relata que a mãe sempre trabalhou para que nada lhe faltasse (e não faltou) e fez o possível para que “crescesse com dignidade” e “tivesse uma boa educação”. Ou seja, atendeu a filha no aspecto material e moral. Se isso não é amor o que é então? Talvez a Cláudia estivesse esperando outros tipos de manifestações como carinho, afago, um colo. Mas isso a sua mãe nunca teve. Ela mesmo relata essa realidade, inclusive na sua própria família. Exigir perfeição dessa pobre mulher é crueldade. Ninguém dá o que não tem. A forma que encontrou para manifestar o seu amor foi o de ser provedora, típico das famílias mais antigas e de uma cultura patriarcal. Mas uma certeza a Cláudia tem: que sua mãe não se arrependeu do seu nascimento. Quem ama verdadeiramente não se arrepende por pior que sejam as circunstâncias e as consequências. Ela deve sentir muito orgulho do seu ato de amor e coragem porque sua filha foi ainda a alegria da sua família. Deve estar de consciência tranquila. Tanto é verdade que o seu pai, avô da Cláudia, foi um pai para a sua neta. Talvez um pai que não tenha sido para a sua própria filha. Quem sabe não foi uma forma que encontrou para se redimir com a filha sendo pai para a neta? O que percebo nesta carta da Cláudia é um drama humano mais profundo que não se resume ao fato de se a mãe deveria ou não tê-la abortado. O drama que vejo é que todos querem se perdoar e se amar mas não encontram a maneira adequada para isso. Agradeço a tua resposta e sugiro que tentes ler o texto com uma outra visão. Abraço

  41. Marcella
    8 de junho de 2013 at 22:12

    O texto é uma triste realidade, mas no caso da querida e desejada sim, pois vc veio ao mundo com um propósito, digo que o mal já tinha sido feito a sua mãe e se ela fizesse o aborto só iria acrescentar-lhe mais dores e mais feridas.
    A favor da vida, sempre!

    • erostheboinextdoor
      8 de junho de 2013 at 23:09

      Antes de ir: continuar repetindo que debater aborto eh debater “aonde comeca a vida” nao ajuda em nada. Eh sobre o que eh um cidadao para o estado.

      http://www.elivieira.com/2013/04/pela-defesa-da-vida-atraves-da.html?m=1

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:39

      Como vc sabe? Vc conhece a mãe da Olga para saber o que ia ser da cabeça e da vida dela caso ela tivesse feito um aborto? Acho o cúmulo esse povo que acha que é deus, onisciente, e simplesmente DECRETA que a vida dos outros é melhor com um filho do que sem. Você não sabe como seria, simplesmente porque não foi. A Olga existe. Pelamor…

      • erostheboinextdoor
        9 de junho de 2013 at 17:36

        Ola Marjorie,
        Obrigadi pela resposta.
        Sim, eu a conheco e posso lhe dizer que a Claudia relatou o acontecimento de uma maneira ate ‘bela’ para nao prejudicar outras pessoas envolvidas. E mesmo que nao a conhecesse, o texto que anexei da uma explicacao cientifica sobre a gravidez. Vc chegou a ler p artigo?
        Independente da sua opiniao pessoal, as mulheres precisam ter o direito de decidirem o que for melhor para elas. Nao eh sobre achar uma ou duas pessoas que acha um absurdo mas sim de estender o direito aquelas que talvez precisam usar do mesmo.
        Existem inumeras outras questoes neste caso que infelizmente relata um estado que falha em prover questoes como educacao sexual, combate a violencia a mulheres, planejamento familiar etc..
        Sem contar que nao so a ignorancia mata mulheres mas como o machismo incubado na sociedade como comportamento geral.
        Eu conheco a familia em questao e sei o quao eh triste ter uma familia quebrada e tantas outros casos que vemos por ae.. Ate mesmo quantos casos nao vemos que o invidividuo some depois de ouvir a palavra gravidez?
        Para mim, como ativista, genderqueer, humanista e feminista esta mais do que na hora das mulheres se erguerem e se posicionarem em uma sociedade em que sao iguais.
        Aonde machismo nao seja aceitado como normal e de comportamento de genero.
        A Claudia, autora do artigo defende a escolha.
        Nao eh sobre ser mais ou menos do que ninguem e sim lutarmos por direitos iguais.
        Menos sexismo, misogyny e muito mais poder as mulheres para viverem com liberdade e autonomia sobre seus proprios corpos.

  42. Marcella
    8 de junho de 2013 at 22:12

    O texto é uma triste realidade, mas no caso da querida e desejada sim, pois vc veio ao mundo com um propósito, digo que o mal já tinha sido feito a sua mãe e se ela fizesse o aborto só iria acrescentar-lhe mais dores e mais feridas.
    A favor da vida, sempre!

    • erostheboinextdoor
      8 de junho de 2013 at 23:09

      Antes de ir: continuar repetindo que debater aborto eh debater “aonde comeca a vida” nao ajuda em nada. Eh sobre o que eh um cidadao para o estado.

      http://www.elivieira.com/2013/04/pela-defesa-da-vida-atraves-da.html?m=1

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:39

      Como vc sabe? Vc conhece a mãe da Olga para saber o que ia ser da cabeça e da vida dela caso ela tivesse feito um aborto? Acho o cúmulo esse povo que acha que é deus, onisciente, e simplesmente DECRETA que a vida dos outros é melhor com um filho do que sem. Você não sabe como seria, simplesmente porque não foi. A Olga existe. Pelamor…

      • erostheboinextdoor
        9 de junho de 2013 at 17:36

        Ola Marjorie,
        Obrigadi pela resposta.
        Sim, eu a conheco e posso lhe dizer que a Claudia relatou o acontecimento de uma maneira ate ‘bela’ para nao prejudicar outras pessoas envolvidas. E mesmo que nao a conhecesse, o texto que anexei da uma explicacao cientifica sobre a gravidez. Vc chegou a ler p artigo?
        Independente da sua opiniao pessoal, as mulheres precisam ter o direito de decidirem o que for melhor para elas. Nao eh sobre achar uma ou duas pessoas que acha um absurdo mas sim de estender o direito aquelas que talvez precisam usar do mesmo.
        Existem inumeras outras questoes neste caso que infelizmente relata um estado que falha em prover questoes como educacao sexual, combate a violencia a mulheres, planejamento familiar etc..
        Sem contar que nao so a ignorancia mata mulheres mas como o machismo incubado na sociedade como comportamento geral.
        Eu conheco a familia em questao e sei o quao eh triste ter uma familia quebrada e tantas outros casos que vemos por ae.. Ate mesmo quantos casos nao vemos que o invidividuo some depois de ouvir a palavra gravidez?
        Para mim, como ativista, genderqueer, humanista e feminista esta mais do que na hora das mulheres se erguerem e se posicionarem em uma sociedade em que sao iguais.
        Aonde machismo nao seja aceitado como normal e de comportamento de genero.
        A Claudia, autora do artigo defende a escolha.
        Nao eh sobre ser mais ou menos do que ninguem e sim lutarmos por direitos iguais.
        Menos sexismo, misogyny e muito mais poder as mulheres para viverem com liberdade e autonomia sobre seus proprios corpos.

  43. Maria
    8 de junho de 2013 at 22:30

    ou seja, Beth Lima, não houve falta de informação nas opiniões contrárias ao aborto, em especial a da Marjorie e a da autora da história.
    Em nenhum momento o estatuto se pôs a favor do livre arbítrio a respeito da decisão da gestante. Vale acrescentar que o mesmo estatuto também traz, nas ultimas páginas, oposição clara ao estudo com células tronco. Considera ATROCIDADE o aborto e e uso de células tronco para salvar vidas, mas não cita qualquer tipo de punição ao autor da violência sexual.

    [seguem transcritos os trechos do estatuto aos quais me refiro]
    “A proliferação de abusos com seres humanos não nascidos, incluindo a
    manipulação, o congelamento, o descarte e o comércio de embriões humanos, a condenação de bebês à morte por causa de deficiências físicas ou por causa de crime cometido por seus pais, os planos de que bebês sejam clonados e mortos com o único fim de serem suas células transplantadas para adultos doentes, tudo isso requer que, a exemplo de outros países como a Itália, seja promulgada uma lei que ponha um “basta” a tamanhas atrocidades.”

    “O nobre deputado Givaldo Carimbão teve a idéia de incluir o aborto entre
    os crimes hediondos. Tal sugestão é acolhida no presente Estatuto. […] O melhor de tudo é que, reconhecido o aborto como crime hediondo, não será mais possível suspender o processo, como hoje habitualmente se faz.”

    Deixo como dica à você, Beth, a releitura do Estatuto do Nascituro cujo link você disponibilizou no seu comentário anterior.

  44. Maria
    8 de junho de 2013 at 22:30

    ou seja, Beth Lima, não houve falta de informação nas opiniões contrárias ao aborto, em especial a da Marjorie e a da autora da história.
    Em nenhum momento o estatuto se pôs a favor do livre arbítrio a respeito da decisão da gestante. Vale acrescentar que o mesmo estatuto também traz, nas ultimas páginas, oposição clara ao estudo com células tronco. Considera ATROCIDADE o aborto e e uso de células tronco para salvar vidas, mas não cita qualquer tipo de punição ao autor da violência sexual.

    [seguem transcritos os trechos do estatuto aos quais me refiro]
    “A proliferação de abusos com seres humanos não nascidos, incluindo a
    manipulação, o congelamento, o descarte e o comércio de embriões humanos, a condenação de bebês à morte por causa de deficiências físicas ou por causa de crime cometido por seus pais, os planos de que bebês sejam clonados e mortos com o único fim de serem suas células transplantadas para adultos doentes, tudo isso requer que, a exemplo de outros países como a Itália, seja promulgada uma lei que ponha um “basta” a tamanhas atrocidades.”

    “O nobre deputado Givaldo Carimbão teve a idéia de incluir o aborto entre
    os crimes hediondos. Tal sugestão é acolhida no presente Estatuto. […] O melhor de tudo é que, reconhecido o aborto como crime hediondo, não será mais possível suspender o processo, como hoje habitualmente se faz.”

    Deixo como dica à você, Beth, a releitura do Estatuto do Nascituro cujo link você disponibilizou no seu comentário anterior.

  45. Luis F. Sperandio
    8 de junho de 2013 at 23:14

    Deixa-se então de lado a opção pela vida; você não teve culpa de nada; sua mãe não teve culpa de nada; ambas foram vítimas. Você, na verdade, deveria ter muito orgulho da sua mãe pela opção que ela escolheu, optou por te trazer ao mundo mesmo estando diante de um grande trauma. O aborto deixa marcas indeléveis na mulher e no seu corpo, sua mãe respondeu aquela agressão não com morte, mas com vida. Eu, em algumas situações, era favorável ao aborto, mas assisti ao filme chamado “O grito silencioso” e mudei radicalmente de opinião, pois constatei de forma dolorosa, dura, impactante, o quão é abominável, inaceitável e monstruoso um aborto. Que Deus abençoe.

  46. Luis F. Sperandio
    8 de junho de 2013 at 23:14

    Deixa-se então de lado a opção pela vida; você não teve culpa de nada; sua mãe não teve culpa de nada; ambas foram vítimas. Você, na verdade, deveria ter muito orgulho da sua mãe pela opção que ela escolheu, optou por te trazer ao mundo mesmo estando diante de um grande trauma. O aborto deixa marcas indeléveis na mulher e no seu corpo, sua mãe respondeu aquela agressão não com morte, mas com vida. Eu, em algumas situações, era favorável ao aborto, mas assisti ao filme chamado “O grito silencioso” e mudei radicalmente de opinião, pois constatei de forma dolorosa, dura, impactante, o quão é abominável, inaceitável e monstruoso um aborto. Que Deus abençoe.

  47. Sandra
    8 de junho de 2013 at 23:24

    Acho uma graça tremenda quando as pessoas defendem a possibilidade legal ao aborto APENAS em caso de estupro.

    Se o que elas estiverem defendendo é a vida intra-uterina, não existe razão lógica para apoiar o abortamento voluntário nesse caso. O feto “filho de estuprador” é, em todos os sentidos, humano também. Porque a ele não cabe os argumentos tradicionais de “assassinato”? Porque nessa situação específica, ninguém fala em “um bebê inocente”?

    Reparem: quando não existe um ato sexual consensual, até a lei faz a exceção de punibilidade. Quando é consentido e esse consentimento é juridicamente válido, daí se tira o direito ao aborto.

    Ora, é a consensualidade da relação sexual que determina, aos olhos da lei e da opinião de diversas pessoas, se esse feto humano poderá ou não ser levado a termo caso a genitora assim queira.

    A consensualidade é ato volitivo da mulher. É a mulher, privada do consentimento no evento que resultou em gravidez que decide se ela continuará ou não.

    Daí pergunto: porque então o aborto não é legalizado?

    Simples: porque, embora o delito de aborto esteja contido no capítulo dos crimes contra a vida, nem de longe é a vida do feto que se defende. Se fosse, ele seria inadmissível, por coerência, em qualquer hipótese que não fosse o risco à gestante. Consensualidade ou falta dela não teria a menor relevância na proteção do nascituro. Mas tem.

    E uma coisinha pra se pensar na cama: a lei penal vigente é de 1940 e nessa época ainda era vigente também o Código Civil que só foi revogado em 2002. Considerando a presunção de que filhos havidos na constância do casamento eram necessariamente do marido em tempos sem exame de DNA, a lei penal só fez essa exceção de punibilidade para evitar que homens tivessem que assumir prole que sabidamente não era sua. E ainda chamam isso de “aborto sentimental”. Sei.

  48. Sandra
    8 de junho de 2013 at 23:24

    Acho uma graça tremenda quando as pessoas defendem a possibilidade legal ao aborto APENAS em caso de estupro.

    Se o que elas estiverem defendendo é a vida intra-uterina, não existe razão lógica para apoiar o abortamento voluntário nesse caso. O feto “filho de estuprador” é, em todos os sentidos, humano também. Porque a ele não cabe os argumentos tradicionais de “assassinato”? Porque nessa situação específica, ninguém fala em “um bebê inocente”?

    Reparem: quando não existe um ato sexual consensual, até a lei faz a exceção de punibilidade. Quando é consentido e esse consentimento é juridicamente válido, daí se tira o direito ao aborto.

    Ora, é a consensualidade da relação sexual que determina, aos olhos da lei e da opinião de diversas pessoas, se esse feto humano poderá ou não ser levado a termo caso a genitora assim queira.

    A consensualidade é ato volitivo da mulher. É a mulher, privada do consentimento no evento que resultou em gravidez que decide se ela continuará ou não.

    Daí pergunto: porque então o aborto não é legalizado?

    Simples: porque, embora o delito de aborto esteja contido no capítulo dos crimes contra a vida, nem de longe é a vida do feto que se defende. Se fosse, ele seria inadmissível, por coerência, em qualquer hipótese que não fosse o risco à gestante. Consensualidade ou falta dela não teria a menor relevância na proteção do nascituro. Mas tem.

    E uma coisinha pra se pensar na cama: a lei penal vigente é de 1940 e nessa época ainda era vigente também o Código Civil que só foi revogado em 2002. Considerando a presunção de que filhos havidos na constância do casamento eram necessariamente do marido em tempos sem exame de DNA, a lei penal só fez essa exceção de punibilidade para evitar que homens tivessem que assumir prole que sabidamente não era sua. E ainda chamam isso de “aborto sentimental”. Sei.

  49. Lothar Matthaus Nogueira
    8 de junho de 2013 at 23:25

    Como a Marcella disse acima, é uma triste realidade, porém o fato dela estar com todas essas coisas na cabeça é simplesmente uma questão dela própria(filha). A mãe que passou por tudo isso conseguiu se restabelecer e conseguiu construir uma nova família. Desculpe ser duro contigo, mas se você se acha indesejada é simplesmente seu pensamento. Será que sua mãe pensa assim? Será você não quis assumir uma responsabilidade que não é sua?

    Todo mundo tem o direito sobre o seu próprio corpo, é o “livre Arbítrio”, porem não se esqueçam que no momento que se faz o aborto, uma VIDA é tirada.

    Vi uma pesquisa que mostra que mulheres que abortam tem danos físico e emocionais as vezes irreversíveis.

    Na minha opinião, a única questão que pode ser discutida é quando o feto tende a por em risco a vida da mãe.

    E olhe lá…

    Sucesso para você e se mantenha corajosa prosseguir com suas discussões.

    Abraços!

    • Naiara
      9 de junho de 2013 at 02:13

      E quando a mãe é estuprada (como neste caso),olhar pra filha e sempre lembrar que ela é fruto de um ato violento e ter que conviver com isso não conta como dano emocional irreversível? A filha saber que é fruto de um ato violento também não causa dano emocional irreversível? Se for olhar por esse lado todas as opções causam dano,por isso as mulheres devem ter o direito de escolher o que é menos danoso,quais das opções vai ser menos danosa!

    • Rê_Ayla
      9 de junho de 2013 at 20:33

      mulheres que abortam só têm danos físicos irreversíveis se o aborto não for feito em segurança – daí a necessidade de que essas mulheres possam realizá-lo em segurança, com médicos e assistência.

      danos psicológicos? há controvérsias – e nisso as mulheres tb deveriam ter acesso a atendimento e acompanhamento psicológico de qualidade, inclusive para decidirem por realizar ou não o aborto.

      De qq forma, acho que o maior dano psicológico que uma mulher pode sofrer não é abortar, caso assim o deseje, e sim ser OBRIGADA a manter uma gravidez, caso não deseje ser mãe.

  50. Ana
    8 de junho de 2013 at 23:25

    Sou totalmente a favor do aborto, pois sou fruto de um casamento forçado pelos meus avós porque meus pais são parentes muito próximos. Eles nunca conseguiram relacionar-se, nunca me aceitaram, nem me amaram; praticamente me deixaram nascer, me alimentaram e me matricularam na escola. Sempre fui como a empregada da casa deles e tenho muita sequelas em relações pessoais por causa do que vi e vivi com eles. Então, imagina uma criança nascida como consequência de um estupro? Ainda sabendo que foi alimentada com a pensão paga pelo pai estuprador? Aliás, esse projeto deve ter sido elaborado por homem e bem insensível…

  51. Ana
    8 de junho de 2013 at 23:25

    Sou totalmente a favor do aborto, pois sou fruto de um casamento forçado pelos meus avós porque meus pais são parentes muito próximos. Eles nunca conseguiram relacionar-se, nunca me aceitaram, nem me amaram; praticamente me deixaram nascer, me alimentaram e me matricularam na escola. Sempre fui como a empregada da casa deles e tenho muita sequelas em relações pessoais por causa do que vi e vivi com eles. Então, imagina uma criança nascida como consequência de um estupro? Ainda sabendo que foi alimentada com a pensão paga pelo pai estuprador? Aliás, esse projeto deve ter sido elaborado por homem e bem insensível…

  52. Higor Fernandes
    8 de junho de 2013 at 23:44

    Acho que muitos filhos se sentem com sua infância incompleta, por pais separados, pais adictos, pais pedófilos ou seja lá qual for o problema … o aborto não me parece a solução, simplesmente evitaria um sofrimento que o filho teria …mas um acompanhamento psicologico teria ajudado bastante pra mãe e pra filha ! A dor do aborto e o peso por tal ato, teria pesado ainda mais a dor do estupro ! Procurem na internet depoimentos de mães que abortaram ! Façam testes psicologicos com cada uma ! Mantendo a imparcialidade, não desejo a ngm A NGM A DOR DE UM ESTUPRO ou qualquer tipo de violencia ! E nem julgo uma mãe que aborta o fruto de um estupro ! Mas muitos sofrimentos nos são colocados de forma terrivel na vida, e nós somos mais ! Podemos ir além das dores ! das doenças, injustiças, incertezas … Querida, ME REFIRO A VC JOVEM FRUTO DE UMA VIOLENICA. Saiba que você é preciosa ! Procure manter essa certeza , e firma-la em cada dia, que vc é amada, querida, e cuidada por Deus ! Porcure junto a sua mãe , superar os traumas e as dores ! temos psicologos excelentes pra isso ! Deus te abençoe ! Paz no seu coração !

  53. Higor Fernandes
    8 de junho de 2013 at 23:44

    Acho que muitos filhos se sentem com sua infância incompleta, por pais separados, pais adictos, pais pedófilos ou seja lá qual for o problema … o aborto não me parece a solução, simplesmente evitaria um sofrimento que o filho teria …mas um acompanhamento psicologico teria ajudado bastante pra mãe e pra filha ! A dor do aborto e o peso por tal ato, teria pesado ainda mais a dor do estupro ! Procurem na internet depoimentos de mães que abortaram ! Façam testes psicologicos com cada uma ! Mantendo a imparcialidade, não desejo a ngm A NGM A DOR DE UM ESTUPRO ou qualquer tipo de violencia ! E nem julgo uma mãe que aborta o fruto de um estupro ! Mas muitos sofrimentos nos são colocados de forma terrivel na vida, e nós somos mais ! Podemos ir além das dores ! das doenças, injustiças, incertezas … Querida, ME REFIRO A VC JOVEM FRUTO DE UMA VIOLENICA. Saiba que você é preciosa ! Procure manter essa certeza , e firma-la em cada dia, que vc é amada, querida, e cuidada por Deus ! Porcure junto a sua mãe , superar os traumas e as dores ! temos psicologos excelentes pra isso ! Deus te abençoe ! Paz no seu coração !

  54. Laerte
    9 de junho de 2013 at 00:38

    O ovo humano não pertence mais a mulher que o acolhe. Ela apenas tem o dever de proteger este ser que pertence a humanidade. Se ela vai rejeitar a criança, este deve ser adotada por uma família pronta para amar sem julgar e oferecer toda assistência psicológica necessária a família. A ningém cabe o direito de matar. Amar, sim. Proteger sim.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:43

      Muito machista da sua parte, Laerte, dizer o que é DEVER das mulheres. Te digo uma coisa: é seu DEVER parar de cagar regra para a vida dos outros. Principalmente se você nunca vai engravidar.

  55. Laerte
    9 de junho de 2013 at 00:38

    O ovo humano não pertence mais a mulher que o acolhe. Ela apenas tem o dever de proteger este ser que pertence a humanidade. Se ela vai rejeitar a criança, este deve ser adotada por uma família pronta para amar sem julgar e oferecer toda assistência psicológica necessária a família. A ningém cabe o direito de matar. Amar, sim. Proteger sim.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:43

      Muito machista da sua parte, Laerte, dizer o que é DEVER das mulheres. Te digo uma coisa: é seu DEVER parar de cagar regra para a vida dos outros. Principalmente se você nunca vai engravidar.

  56. Laerte
    9 de junho de 2013 at 00:41

    Se ela vai rejeitar a criança, esta deve ser adotada A ninguém cabe o direito de matar.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:45

      Abortar não é igual a matar um ser humano formado. Um embrião em seus 3 primeiros meses é um amontado de células sem sistema nervoso, portanto sem consciência e sem capacidade de sentir dor. Você diria que está matando uma árvore ao jogar uma semente no lixo? Pois então. Se uma semente não é uma árvore, pois precisa ser plantada e ficar no solo um certo tempo para germinar e se tornar árvore, um embrião tampouco é um bebê, pois precisa do útero de uma mulher para se tornar um bebê. Estamos pedindo o direito de não plantar todas as sementes, e gente como você diz que queremos desmatar a mata atlântica. É isso.

      • Josué Amador
        9 de junho de 2013 at 14:03

        História interessante ao passo que também é triste. Estranho é você ser, ainda, a favor do aborto. Mas não vem ao caso discutir isto.

        Você defende pontos bem interessantes, sendo os principais a conscientização e repeito à decisão de uma mulher vítima de tal atrocidade. Compartilho contigo estas partes. Ainda assim, não sou a favor do aborto, pois existem métodos que são como aborto da formação da vida e não da vida em si (pílula do dia seguinte. Não sei se há outras). E até menos danoso psicologicamente e fisicamente, apesar dos efeitos colaterais que toda ação tem. Se as vítimas receberem apoio emocional da família, poderão tomar a pílula logo depois do crime. Não precisará esperar 3 dias, 3, 6 meses para resolver fazer ou não o aborto.

        Quanto aos estupradores deveriam ser castrados quimicamente. Bando animais sem noção.

    • Naiara
      9 de junho de 2013 at 02:21

      Como se fosse fácil e simples adotar uma criança no Brasil,vai ser mais largado nos orfanatos desse Brasil!

  57. Laerte
    9 de junho de 2013 at 00:41

    Se ela vai rejeitar a criança, esta deve ser adotada A ninguém cabe o direito de matar.

    • Marjorie Rodrigues
      9 de junho de 2013 at 01:45

      Abortar não é igual a matar um ser humano formado. Um embrião em seus 3 primeiros meses é um amontado de células sem sistema nervoso, portanto sem consciência e sem capacidade de sentir dor. Você diria que está matando uma árvore ao jogar uma semente no lixo? Pois então. Se uma semente não é uma árvore, pois precisa ser plantada e ficar no solo um certo tempo para germinar e se tornar árvore, um embrião tampouco é um bebê, pois precisa do útero de uma mulher para se tornar um bebê. Estamos pedindo o direito de não plantar todas as sementes, e gente como você diz que queremos desmatar a mata atlântica. É isso.

      • Josué Amador
        9 de junho de 2013 at 14:03

        História interessante ao passo que também é triste. Estranho é você ser, ainda, a favor do aborto. Mas não vem ao caso discutir isto.

        Você defende pontos bem interessantes, sendo os principais a conscientização e repeito à decisão de uma mulher vítima de tal atrocidade. Compartilho contigo estas partes. Ainda assim, não sou a favor do aborto, pois existem métodos que são como aborto da formação da vida e não da vida em si (pílula do dia seguinte. Não sei se há outras). E até menos danoso psicologicamente e fisicamente, apesar dos efeitos colaterais que toda ação tem. Se as vítimas receberem apoio emocional da família, poderão tomar a pílula logo depois do crime. Não precisará esperar 3 dias, 3, 6 meses para resolver fazer ou não o aborto.

        Quanto aos estupradores deveriam ser castrados quimicamente. Bando animais sem noção.

    • Naiara
      9 de junho de 2013 at 02:21

      Como se fosse fácil e simples adotar uma criança no Brasil,vai ser mais largado nos orfanatos desse Brasil!

  58. Cristina Danese
    9 de junho de 2013 at 02:47

    Quem é a favor do aborto já assistiu a esse filme?
    http://migre.me/e3PPT
    RECOMENDO!

  59. Cristina Danese
    9 de junho de 2013 at 02:47

    Quem é a favor do aborto já assistiu a esse filme?
    http://migre.me/e3PPT
    RECOMENDO!

  60. Aline
    9 de junho de 2013 at 03:08

    Primeiro quero te parabenizar por dividir a história de sua mãe conosco, foi um ato bravo de sua parte… Eu não tive essa coragem, expus para minha família e já foi humilhação suficiente… Enfim, Não me sinto no direito de dizer se sou contra ou a favor do aborto em caso de estupro, uma porque sou mãe e o amor que temos por um filho, é algo nato, incomparável a qualquer outro tipo de sentimento. Meu filho não é fruto de estupro, mas é fruto de uma relação casual, sem amor, mas foi o melhor presente que já ganhei nessa vida… Tenho certeza que sua mãe te ama muito embora não demonstre e sempre que olhe para você se lembre como você foi gerada. Ela só não, na verdade nunca soube lidar com isso. A culpa obviamente não é dela, mas sim da ignorância alheia e até da própria época mesmo… Me sinto dividida ao falar sobre aborto, pois ao mesmo tempo em que acho que não temos direito a tirar a vida de quem quer que seja, não importando os motivos que o geraram, fico tentando me por no lugar de alguém que também tenha sofrido estupro com consequências tipo essa, um filho indesejado e digo que é uma tarefa muito, mas muito difícil de se fazer, não acho que todas aqui conseguiríamos fazer. Estupro traz sim todas as consequências possíveis e só cabe a quem passa por ele e recebe um filho no ventre tomar a decisão que achar cabível…. Porém em minha opinião, o que acho é que o filho pode ser gerado sim, mas dado para adoção ao nascer (o que acho que não será muito difícil), já se puseram no lugar de um feto que não pediu para estar aqui, mas está, formado com SNC em formação? Pois é, será um alívio para quem o tirar do ventre, mas uma dor para ele que está saindo de lá sem ao menos saber porquê foi parar ali… Não existe forma de rejeição pior… Enfim, só quem vive, sabe… Impossível julgar, ser contra ou a favor a uma situação que não vivi… Fui estuprada aos 14 anos, mas não tive filhos gerados disso, porém tive toda minha infância roubada… E se eu tivesse, EU o teria e o amaria muito, assim como sua mãe fez com você. Tenho certeza que se ela pudesse escolher entre ter ou não você, ela mesmo assim a teria tido e teria lutado do mesmo jeito que lutou por você esse tempo todo… Você foi o maior presente dela e seus filhos serão seu maio presente… Um dia sua hora chega e você será uma mãe tão maravilhosa quanto a sua… Sempre saiba, você é muito, mas muito especial… Um beijo!

  61. Aline
    9 de junho de 2013 at 03:08

    Primeiro quero te parabenizar por dividir a história de sua mãe conosco, foi um ato bravo de sua parte… Eu não tive essa coragem, expus para minha família e já foi humilhação suficiente… Enfim, Não me sinto no direito de dizer se sou contra ou a favor do aborto em caso de estupro, uma porque sou mãe e o amor que temos por um filho, é algo nato, incomparável a qualquer outro tipo de sentimento. Meu filho não é fruto de estupro, mas é fruto de uma relação casual, sem amor, mas foi o melhor presente que já ganhei nessa vida… Tenho certeza que sua mãe te ama muito embora não demonstre e sempre que olhe para você se lembre como você foi gerada. Ela só não, na verdade nunca soube lidar com isso. A culpa obviamente não é dela, mas sim da ignorância alheia e até da própria época mesmo… Me sinto dividida ao falar sobre aborto, pois ao mesmo tempo em que acho que não temos direito a tirar a vida de quem quer que seja, não importando os motivos que o geraram, fico tentando me por no lugar de alguém que também tenha sofrido estupro com consequências tipo essa, um filho indesejado e digo que é uma tarefa muito, mas muito difícil de se fazer, não acho que todas aqui conseguiríamos fazer. Estupro traz sim todas as consequências possíveis e só cabe a quem passa por ele e recebe um filho no ventre tomar a decisão que achar cabível…. Porém em minha opinião, o que acho é que o filho pode ser gerado sim, mas dado para adoção ao nascer (o que acho que não será muito difícil), já se puseram no lugar de um feto que não pediu para estar aqui, mas está, formado com SNC em formação? Pois é, será um alívio para quem o tirar do ventre, mas uma dor para ele que está saindo de lá sem ao menos saber porquê foi parar ali… Não existe forma de rejeição pior… Enfim, só quem vive, sabe… Impossível julgar, ser contra ou a favor a uma situação que não vivi… Fui estuprada aos 14 anos, mas não tive filhos gerados disso, porém tive toda minha infância roubada… E se eu tivesse, EU o teria e o amaria muito, assim como sua mãe fez com você. Tenho certeza que se ela pudesse escolher entre ter ou não você, ela mesmo assim a teria tido e teria lutado do mesmo jeito que lutou por você esse tempo todo… Você foi o maior presente dela e seus filhos serão seu maio presente… Um dia sua hora chega e você será uma mãe tão maravilhosa quanto a sua… Sempre saiba, você é muito, mas muito especial… Um beijo!

  62. Marisa Silva
    9 de junho de 2013 at 03:24

    Parabéns pelo depoimento corajoso.

    E fica aqui minha opinião…

    Se fossem os homens que engravidassem, há muito tempo o Aborto seria legalizado em larga escala pelo planeta Terra. Seria fácil .. fácil.. afinal quem é que domina as decisões nesse planeta ????
    Pois é.

  63. Marisa Silva
    9 de junho de 2013 at 03:24

    Parabéns pelo depoimento corajoso.

    E fica aqui minha opinião…

    Se fossem os homens que engravidassem, há muito tempo o Aborto seria legalizado em larga escala pelo planeta Terra. Seria fácil .. fácil.. afinal quem é que domina as decisões nesse planeta ????
    Pois é.

  64. Valeria
    9 de junho de 2013 at 04:16

    Queridas Cláudia e Ana,

    Parabéns pela coragem em se expor e nos contar suas histórias. Lamento profundamente o que lhes aconteceu; compreendo como se sentem e gostaria muito de ter o poder de apagar de suas vidas a dor e a tristeza que sentem. Infelizmente, não tenho como fazê-lo, mas se a minha compreensão e a minha solidariedade servirem, de alguma forma, para lhes trazer algum alento, contem com ela, incondicionalmente.

    Quanto ao estatuto e seu substitutivo, QUE LI E COMPREENDI NA ÍNTEGRA, são mais um lixo abjeto e estúpido proposto pelo Congresso, infestado de imbecis, ignorantes, analfabetos e marginais.

    Ao site Olga, obrigada por divulgar a vida como ela é, e não como os idiotas que infestam este país gostariam que fosse.

    Aos palpiteiros de plantão, JAMAIS DIGAM A UMA PESSOA COMO ELA DEVE OU NÃO SE SENTIR.

    Aos religiosos de plantão, guarde os dogmas da religião que “escolheu” para si – sua fé não interessa a mais ninguém a não ser você. Viva de acordo com eles e respeite aqueles que não o fazem.

    Meu carinho à Cláudia e Ana,
    Valeria

  65. Valeria
    9 de junho de 2013 at 04:16

    Queridas Cláudia e Ana,

    Parabéns pela coragem em se expor e nos contar suas histórias. Lamento profundamente o que lhes aconteceu; compreendo como se sentem e gostaria muito de ter o poder de apagar de suas vidas a dor e a tristeza que sentem. Infelizmente, não tenho como fazê-lo, mas se a minha compreensão e a minha solidariedade servirem, de alguma forma, para lhes trazer algum alento, contem com ela, incondicionalmente.

    Quanto ao estatuto e seu substitutivo, QUE LI E COMPREENDI NA ÍNTEGRA, são mais um lixo abjeto e estúpido proposto pelo Congresso, infestado de imbecis, ignorantes, analfabetos e marginais.

    Ao site Olga, obrigada por divulgar a vida como ela é, e não como os idiotas que infestam este país gostariam que fosse.

    Aos palpiteiros de plantão, JAMAIS DIGAM A UMA PESSOA COMO ELA DEVE OU NÃO SE SENTIR.

    Aos religiosos de plantão, guarde os dogmas da religião que “escolheu” para si – sua fé não interessa a mais ninguém a não ser você. Viva de acordo com eles e respeite aqueles que não o fazem.

    Meu carinho à Cláudia e Ana,
    Valeria

  66. Flavia
    9 de junho de 2013 at 04:36

    Li todos os comentários e a Marjorie foi alguém que defendeu sua opinião até o fim e o Guilherme Amaral faço de suas palavras as minhas, como existe gente preconceitusa e de todos os tipos, as mulheres foram conquistando seus direitos com o tempo e infelizmente no Brasil ainda não há existe um livro aberto onde podemos encontrar todas as respostas, sou totalmente contra a Igreja Católica que acho que são poucos que se lembram dos assassinatos em massa que eles fizeram na Inquisição, queimaram milhares de mulheres sem ao menos explicarem o motivo, a espere explicaram elas eram praticantes de bruxaria…tinha esquecido. Quero saber como alguém pode colocar religião no meio disto, afinal o amor que foi pregado no inicio dos tempos dizia ame ao próximo e deixe que ele faça suas próprias escolhas, não é justo para nós mulheres não termos o direito de que caminho tomar, acho justo que existam lugares onde nós possamos ir e tenhamos certeza de que sairemos vivas, caso ocorra um ato nojento igual ao estupro.
    Seria burrice aceitar que o governo que não tem nem hospitais e nem educação para oferecer ao povo se disponha a pagar um salario estupro para a mulher que sofreu um ato desumano.
    A Cláudia se expos de uma maneira corajosa e digna perante a todos e demonstrou os seus sentimentos, a culpa nunca foi dela e nem de sua mãe e sim do homem (nem todos) que se acha no direito até hoje de colocar-nos como se fossemos meras meretrizes em muitos casos, existe um caso de uma amiga que foi estuprada e a primeira pergunta que fizeram a ela na delegacia, foi se de alguma maneira ela não teria provocado aquela situação, isto não tem cabimento, todas nós temos direitos e estes direitos tem que ser preservardos, simplesmente um monte de religiosos junto com um bando de bandidos não podem aprovar uma lei onde nós não decidimos mais nada e sim eles. Ninguém enxerga a manipulação que estamos sofrendo…
    Tentem ver que existe algo além de toda esta situação, que existe um meio que possamos todos aceitar que a vida segue caminhos diferentes e que existe o livre arbitrio. Acho que devemos apenas tentar ver o lado de pessoas que já sofreram e que sofrem até hoje, eu já fui vitima e hoje sou mãe de um menino de 10 anos que foi concebido com o maior amor do mundo, não é porque apoiamos o aborto que não desejamos ser mães ou que não somos mães, apenas defendemos o direito do que fazer com nossos corpos e nossas vidas….

    • tata
      9 de junho de 2013 at 15:03

      Concordo totalmente contigo! É absurdo um bando de corruptos, em sua maioria homens, decidirem sobre as vidas de milhões de mulheres!

  67. Flavia
    9 de junho de 2013 at 04:36

    Li todos os comentários e a Marjorie foi alguém que defendeu sua opinião até o fim e o Guilherme Amaral faço de suas palavras as minhas, como existe gente preconceitusa e de todos os tipos, as mulheres foram conquistando seus direitos com o tempo e infelizmente no Brasil ainda não há existe um livro aberto onde podemos encontrar todas as respostas, sou totalmente contra a Igreja Católica que acho que são poucos que se lembram dos assassinatos em massa que eles fizeram na Inquisição, queimaram milhares de mulheres sem ao menos explicarem o motivo, a espere explicaram elas eram praticantes de bruxaria…tinha esquecido. Quero saber como alguém pode colocar religião no meio disto, afinal o amor que foi pregado no inicio dos tempos dizia ame ao próximo e deixe que ele faça suas próprias escolhas, não é justo para nós mulheres não termos o direito de que caminho tomar, acho justo que existam lugares onde nós possamos ir e tenhamos certeza de que sairemos vivas, caso ocorra um ato nojento igual ao estupro.
    Seria burrice aceitar que o governo que não tem nem hospitais e nem educação para oferecer ao povo se disponha a pagar um salario estupro para a mulher que sofreu um ato desumano.
    A Cláudia se expos de uma maneira corajosa e digna perante a todos e demonstrou os seus sentimentos, a culpa nunca foi dela e nem de sua mãe e sim do homem (nem todos) que se acha no direito até hoje de colocar-nos como se fossemos meras meretrizes em muitos casos, existe um caso de uma amiga que foi estuprada e a primeira pergunta que fizeram a ela na delegacia, foi se de alguma maneira ela não teria provocado aquela situação, isto não tem cabimento, todas nós temos direitos e estes direitos tem que ser preservardos, simplesmente um monte de religiosos junto com um bando de bandidos não podem aprovar uma lei onde nós não decidimos mais nada e sim eles. Ninguém enxerga a manipulação que estamos sofrendo…
    Tentem ver que existe algo além de toda esta situação, que existe um meio que possamos todos aceitar que a vida segue caminhos diferentes e que existe o livre arbitrio. Acho que devemos apenas tentar ver o lado de pessoas que já sofreram e que sofrem até hoje, eu já fui vitima e hoje sou mãe de um menino de 10 anos que foi concebido com o maior amor do mundo, não é porque apoiamos o aborto que não desejamos ser mães ou que não somos mães, apenas defendemos o direito do que fazer com nossos corpos e nossas vidas….

    • tata
      9 de junho de 2013 at 15:03

      Concordo totalmente contigo! É absurdo um bando de corruptos, em sua maioria homens, decidirem sobre as vidas de milhões de mulheres!

  68. Euzina
    9 de junho de 2013 at 05:10

    Cláudia, você é uma mulher forte, com certeza. A coragem de trazer a público tua história e permitir que as pessoas comentem demonstra isso. Assim, desejo profundamente que você não se deixe entristecer por certas opiniões expressadas. Quero apenas fazer alguns comentários:
    Desde que tomei conhecimento do projeto meu primeiro pensamento foi: “Como será para as crianças que serão obrigadas a a carregar o estigma de conhecer o pai biológico que estuprou sua mãe? ou receber auxílio financeiro a esse título?”.
    O mundo apresentado por algumas pessoas que são contra o aborto está muito longe de ser o real. Em nenhum lugar existe garantia de que a criança deixada para adoção encontrará um lar feliz e cheio de amor, muito menos no Brasil em que o número de crianças que jamais serão adotadas é enorme e as instituições que abrigam menores abandonados são precárias e muitas vezes tais menores convivem com infratores e em meio a violência, inclusive sexual. É só dar uma passadinha nas Varas Criminais e ver relatos de estupro coletivo de crianças de até 4 anos por adolescentes de 15 a 17 anos na Fundação Casa (ex-Febem).
    Dizer que o fato de você ter superado as condições que descreveu; ser saudável, inteligente e educada, comprovaria que foi desejada e amada é ser simplista demais e, inclusive, desrespeitoso com seu relato e sua dor.
    Gerar e criar um filho é, principalmente nos dias atuais, uma tarefa de grande responsabilidade que deve ir além da satisfação de um apelo da natureza.
    Muitas críticas à legalização do aborto, por mais bem intencionadas ou polidas que sejam, em verdade, demonstram um rancor à mulher que cede a uma necessidade de afeto ou mesmo de satisfação sexual.
    Ninguém sonha com um aborto, sendo que ele é uma decisão traumática e desesperada. Sem contar o grande perigo de fazê-lo na clandestinidade (novamente a mulher sendo penalizada).
    Sou mãe e esta foi e tem sido a maior experiência da minha vida.
    Em princípio, gostaria que nenhum aborto fosse necessário, mas defendo o direito da mulher escolher e ter a melhor assistência possível para tal.
    Outro detalhe que me parece alarmante é que o tal projeto ao instituir o benefício à mulher que tiver o filho advindo do estupro, regulamenta o próprio estupro, assumindo-o como normal e corriqueiro. Sendo que é obrigação das instituições combatê-lo. Note-se que ninguém apresentou um projeto de combate à violência sexual.
    .

    • tata
      9 de junho de 2013 at 14:58

      Excelente comentário! Na lei não cita em nenhum momento a punição ao estuprador, o que é absurdo, pois estupro é crime, mas nessa lei ridícula o estupro é tratado como uma coisa banal.

  69. Euzina
    9 de junho de 2013 at 05:10

    Cláudia, você é uma mulher forte, com certeza. A coragem de trazer a público tua história e permitir que as pessoas comentem demonstra isso. Assim, desejo profundamente que você não se deixe entristecer por certas opiniões expressadas. Quero apenas fazer alguns comentários:
    Desde que tomei conhecimento do projeto meu primeiro pensamento foi: “Como será para as crianças que serão obrigadas a a carregar o estigma de conhecer o pai biológico que estuprou sua mãe? ou receber auxílio financeiro a esse título?”.
    O mundo apresentado por algumas pessoas que são contra o aborto está muito longe de ser o real. Em nenhum lugar existe garantia de que a criança deixada para adoção encontrará um lar feliz e cheio de amor, muito menos no Brasil em que o número de crianças que jamais serão adotadas é enorme e as instituições que abrigam menores abandonados são precárias e muitas vezes tais menores convivem com infratores e em meio a violência, inclusive sexual. É só dar uma passadinha nas Varas Criminais e ver relatos de estupro coletivo de crianças de até 4 anos por adolescentes de 15 a 17 anos na Fundação Casa (ex-Febem).
    Dizer que o fato de você ter superado as condições que descreveu; ser saudável, inteligente e educada, comprovaria que foi desejada e amada é ser simplista demais e, inclusive, desrespeitoso com seu relato e sua dor.
    Gerar e criar um filho é, principalmente nos dias atuais, uma tarefa de grande responsabilidade que deve ir além da satisfação de um apelo da natureza.
    Muitas críticas à legalização do aborto, por mais bem intencionadas ou polidas que sejam, em verdade, demonstram um rancor à mulher que cede a uma necessidade de afeto ou mesmo de satisfação sexual.
    Ninguém sonha com um aborto, sendo que ele é uma decisão traumática e desesperada. Sem contar o grande perigo de fazê-lo na clandestinidade (novamente a mulher sendo penalizada).
    Sou mãe e esta foi e tem sido a maior experiência da minha vida.
    Em princípio, gostaria que nenhum aborto fosse necessário, mas defendo o direito da mulher escolher e ter a melhor assistência possível para tal.
    Outro detalhe que me parece alarmante é que o tal projeto ao instituir o benefício à mulher que tiver o filho advindo do estupro, regulamenta o próprio estupro, assumindo-o como normal e corriqueiro. Sendo que é obrigação das instituições combatê-lo. Note-se que ninguém apresentou um projeto de combate à violência sexual.
    .

    • tata
      9 de junho de 2013 at 14:58

      Excelente comentário! Na lei não cita em nenhum momento a punição ao estuprador, o que é absurdo, pois estupro é crime, mas nessa lei ridícula o estupro é tratado como uma coisa banal.

  70. Eduarda rib
    9 de junho de 2013 at 06:02

    Sò Queria dizer que Os filhos dos casais da propaganda de maragarina, filhos desejados, planejados, amados e queridos, nem ao menos esses, puderam pedir para nascer!. Sua opiniao pro-aborto nao Tem nada a ver com achar que Nao Valeu a pena voce ter nascido! Nao sobre Como vìtima das circunstancias. Vamos a luta, sua linda!

  71. Eduarda rib
    9 de junho de 2013 at 06:02

    Sò Queria dizer que Os filhos dos casais da propaganda de maragarina, filhos desejados, planejados, amados e queridos, nem ao menos esses, puderam pedir para nascer!. Sua opiniao pro-aborto nao Tem nada a ver com achar que Nao Valeu a pena voce ter nascido! Nao sobre Como vìtima das circunstancias. Vamos a luta, sua linda!

  72. Camila
    9 de junho de 2013 at 13:46

    Claudia, ja que você se expressou me senti a vontade de me expressar tbm. Para mim, a mãe não tem direito algum de decidir se o filho merece ou não nascer, se é digno ou mau fruto. Para mim, a capacidade de superaçao está possível em qualquer situaçao, mesmo parecendo impossível, não é. Também nasci no interior de SC; mas graças a Deus fui adotada. Não me imagino mais feliz em outra familia. Pensar na possibilidade de por em adoçao não é jogar fora seu filho e sim aceitar que mesmo você não se achando capaz de proporcioná-lo tamanha felicidade, alguém irá. Entendo que muitos acabam não sendo adotados, mas somente dando uma chance, o inesperado acontecerá como aconteceu comigo. Existem possibilidades menos extremas que solucionarão o problema. Sou prova disso e posso dizer que me sinto abençoada todos os dias. Bom, espero ter ajudado,
    Camila.

  73. Camila
    9 de junho de 2013 at 13:46

    Claudia, ja que você se expressou me senti a vontade de me expressar tbm. Para mim, a mãe não tem direito algum de decidir se o filho merece ou não nascer, se é digno ou mau fruto. Para mim, a capacidade de superaçao está possível em qualquer situaçao, mesmo parecendo impossível, não é. Também nasci no interior de SC; mas graças a Deus fui adotada. Não me imagino mais feliz em outra familia. Pensar na possibilidade de por em adoçao não é jogar fora seu filho e sim aceitar que mesmo você não se achando capaz de proporcioná-lo tamanha felicidade, alguém irá. Entendo que muitos acabam não sendo adotados, mas somente dando uma chance, o inesperado acontecerá como aconteceu comigo. Existem possibilidades menos extremas que solucionarão o problema. Sou prova disso e posso dizer que me sinto abençoada todos os dias. Bom, espero ter ajudado,
    Camila.

  74. Mariana
    9 de junho de 2013 at 14:11

    Sabe o que é mais incrível??? São os defensores do aborto dizendo que os vão de encontro as suas ideias querem impor sua moral e seus valores. Não é exatamente isso que vocês também querem fazer??? Que gente contraditória e hipócrita. Quando são meus princípios, eles devem ser aceitos; quando não, vamos a caça às bruxas!!!
    E tem mais, o sistema de saúde brasileiro distribui anticoncepcionais e preservativos gratuitamente em todo país. E não me venham com essa de falta de informação…

  75. Mariana
    9 de junho de 2013 at 14:11

    Sabe o que é mais incrível??? São os defensores do aborto dizendo que os vão de encontro as suas ideias querem impor sua moral e seus valores. Não é exatamente isso que vocês também querem fazer??? Que gente contraditória e hipócrita. Quando são meus princípios, eles devem ser aceitos; quando não, vamos a caça às bruxas!!!
    E tem mais, o sistema de saúde brasileiro distribui anticoncepcionais e preservativos gratuitamente em todo país. E não me venham com essa de falta de informação…

  76. Pri
    9 de junho de 2013 at 14:50

    Quem é contra o aborto tem a obrigação moral de adotar, criar, educar e formar a todas as crianças frutos de mães que queriam abortar.
    Porque só assim, se responsabilizando pelas crianças não abortadas, uma pessoa teria o direito de se meter na vida da mãe, dizendo o que ela deve ou não fazer.
    🙂

  77. Pri
    9 de junho de 2013 at 14:50

    Quem é contra o aborto tem a obrigação moral de adotar, criar, educar e formar a todas as crianças frutos de mães que queriam abortar.
    Porque só assim, se responsabilizando pelas crianças não abortadas, uma pessoa teria o direito de se meter na vida da mãe, dizendo o que ela deve ou não fazer.
    🙂

  78. paolawojciechowski
    9 de junho de 2013 at 16:16

    Fabulosa a lucidez para tratar de um assunto tão delicado, e especialmente delicado para a Claudia. É incrível ver a capacidade de realização de uma análise “desapaixonada”, mas extremamente ponderada nesses casos. Fantástico!

  79. paolawojciechowski
    9 de junho de 2013 at 16:16

    Fabulosa a lucidez para tratar de um assunto tão delicado, e especialmente delicado para a Claudia. É incrível ver a capacidade de realização de uma análise “desapaixonada”, mas extremamente ponderada nesses casos. Fantástico!

  80. Luiz Felicio
    9 de junho de 2013 at 16:52

    Sou a favor do aborto, mas o que é isso?
    Ser a favor do aborto é neste caso ser a favor do direito a liberdade. A mulher, vítima de uma violência, deve ter o acompanhamento, médico, legal, psicológico e espiritual (não religioso!) para tomar a decisão que achar melhor para si.
    Creio que o pagamento de uma “bolsa-estupro” deveria ser feito a vítima sob a forma de cuidados e financeiramente, seja qual fora escolha da mulher.
    A “bolsa-estupro” deveria ser apenas parte de uma solução, que teria medidas de médio e longo prazo. Aumento da segurança e educação, para que todos os seres humanos possam viver melhor consigo, com os outros e com a Natureza.
    PS: Cláudia, seja você, a sua Essência, não o ego, nem o que o ego dos outros quer que você seja ou faça. Paz com Amor, _/_!

  81. Luiz Felicio
    9 de junho de 2013 at 16:52

    Sou a favor do aborto, mas o que é isso?
    Ser a favor do aborto é neste caso ser a favor do direito a liberdade. A mulher, vítima de uma violência, deve ter o acompanhamento, médico, legal, psicológico e espiritual (não religioso!) para tomar a decisão que achar melhor para si.
    Creio que o pagamento de uma “bolsa-estupro” deveria ser feito a vítima sob a forma de cuidados e financeiramente, seja qual fora escolha da mulher.
    A “bolsa-estupro” deveria ser apenas parte de uma solução, que teria medidas de médio e longo prazo. Aumento da segurança e educação, para que todos os seres humanos possam viver melhor consigo, com os outros e com a Natureza.
    PS: Cláudia, seja você, a sua Essência, não o ego, nem o que o ego dos outros quer que você seja ou faça. Paz com Amor, _/_!

  82. Júlia
    9 de junho de 2013 at 17:15

    Não é só sobre a vida da mulher, tem a vida criança também. Aborto é assassinato

  83. Júlia
    9 de junho de 2013 at 17:15

    Não é só sobre a vida da mulher, tem a vida criança também. Aborto é assassinato

  84. natali
    9 de junho de 2013 at 17:19

    A gestação é escolha da mulher, vivemos há muito tempo cercados por dogmas morais de religiões,
    passamos anos e anos vivendo em uma ignorância, que atrasa nossa evolução.
    Ser mãe ou não, é escolha exclusivamente da mulher, acho a lei de nascituro um absurdo, e espero que não seja aprovado;
    tudo bem sofrer uma violência sexual, porque você receberá uma bolsa auxílio, ou achar que não gerar uma
    criança, não planejada e não desejada, é um ato criminoso. Ato criminoso, é não dar a mulher escolhas de
    fazer o que bem entende com seu corpo. Todos tem o direito de expressar suas opiniões; eu expressei a minha
    sou a favor do aborto.

  85. natali
    9 de junho de 2013 at 17:19

    A gestação é escolha da mulher, vivemos há muito tempo cercados por dogmas morais de religiões,
    passamos anos e anos vivendo em uma ignorância, que atrasa nossa evolução.
    Ser mãe ou não, é escolha exclusivamente da mulher, acho a lei de nascituro um absurdo, e espero que não seja aprovado;
    tudo bem sofrer uma violência sexual, porque você receberá uma bolsa auxílio, ou achar que não gerar uma
    criança, não planejada e não desejada, é um ato criminoso. Ato criminoso, é não dar a mulher escolhas de
    fazer o que bem entende com seu corpo. Todos tem o direito de expressar suas opiniões; eu expressei a minha
    sou a favor do aborto.

  86. Marcelo Henrique (@tiocelo)
    9 de junho de 2013 at 17:21

    O José Antonio Rosa foi perfeito em suas palavras.

  87. Marcelo Henrique (@tiocelo)
    9 de junho de 2013 at 17:21

    O José Antonio Rosa foi perfeito em suas palavras.

  88. Diego
    9 de junho de 2013 at 17:22

    “Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.”

    Não vou levar em conta sua opinião pró-morte. Só esse trecho acima.

    O que a senhora pensa sobre a adoção de crianças por gays? Será que mais uma mãe sanaria seu déficit paterno? Continuaria se sentindo humilhada? Ou, melhor, como ensina a regra de ouro (não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem consigo), considera aceitável que crianças sejam adotadas por pessoas homossexuais?

    Seu caso é curioso: defende a morte dos outros, quando se tem a vida e não se abre mão dela, ou seja, quer continuar vivendo. Deveria ser a primeira a se levantar contra a chacina de seus pares em condições (crianças oriundas de estupro).

    Abraços,
    Diego.

    • natali
      9 de junho de 2013 at 20:55

      Diego,

      Você não é Cláudia, não sente o que ela sente, ou passou por situação parecida.
      Todos temos opiniões diferentes, mas seu argumento…
      Acho que ninguém entende a situação, parei para pensar, e me imaginei em uma situação
      dessas, não suportaria ter um filho que foi concebido sem meu consentimento, e
      me sentiria frustrada sim, se soubesse que minha mãe foi violentada, e que não
      fui desejada.
      As mulheres tem o direito e liberdade de fazer o que bem entende com seu corpo,
      uma vez que é ela quem gerá a criança. Cabe a nós mulheres, decidir ter a criança; sendo um fruto
      de violência ou não, ou sendo não desejado e planejado.
      Um feto no começo de uma gestação, não sente dor, emoções, e não sabe ainda
      o que é melhor para si.
      A legislação deveria se preocupar mais em combater a Violência sexual, ou tantos outros
      crimes que vemos todos os dias, do que tentar impor ás mulheres o que fazer com seu corpo.
      E o que tem a ver adoção homossexual, com direito da mulher sobre o aborto?

  89. Diego
    9 de junho de 2013 at 17:22

    “Minha infância ficou incompleta porque me faltou a figura paterna, minha mãe era instável emocionalmente, me senti enganada e não consegui assimilar quando ela me contou a minha origem. Me sentia humilhada quando via minhas amigas com seus pais num lar ajustado.”

    Não vou levar em conta sua opinião pró-morte. Só esse trecho acima.

    O que a senhora pensa sobre a adoção de crianças por gays? Será que mais uma mãe sanaria seu déficit paterno? Continuaria se sentindo humilhada? Ou, melhor, como ensina a regra de ouro (não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem consigo), considera aceitável que crianças sejam adotadas por pessoas homossexuais?

    Seu caso é curioso: defende a morte dos outros, quando se tem a vida e não se abre mão dela, ou seja, quer continuar vivendo. Deveria ser a primeira a se levantar contra a chacina de seus pares em condições (crianças oriundas de estupro).

    Abraços,
    Diego.

    • natali
      9 de junho de 2013 at 20:55

      Diego,

      Você não é Cláudia, não sente o que ela sente, ou passou por situação parecida.
      Todos temos opiniões diferentes, mas seu argumento…
      Acho que ninguém entende a situação, parei para pensar, e me imaginei em uma situação
      dessas, não suportaria ter um filho que foi concebido sem meu consentimento, e
      me sentiria frustrada sim, se soubesse que minha mãe foi violentada, e que não
      fui desejada.
      As mulheres tem o direito e liberdade de fazer o que bem entende com seu corpo,
      uma vez que é ela quem gerá a criança. Cabe a nós mulheres, decidir ter a criança; sendo um fruto
      de violência ou não, ou sendo não desejado e planejado.
      Um feto no começo de uma gestação, não sente dor, emoções, e não sabe ainda
      o que é melhor para si.
      A legislação deveria se preocupar mais em combater a Violência sexual, ou tantos outros
      crimes que vemos todos os dias, do que tentar impor ás mulheres o que fazer com seu corpo.
      E o que tem a ver adoção homossexual, com direito da mulher sobre o aborto?

  90. Raquel Lima
    9 de junho de 2013 at 17:27

    O que realmente eu acho mais surpreendente nessa história é que todas as mulheres, inclusive a autora desse depoimento, não se quer colocam a questão de que se não houvesse a violência em si a legitimidade sobre o aborto, no âmbito do estupro, nem precisaria ser discutido. A grande questão é que a sociedade não pensa na prevenção, mas na “remediação” do caos. Para mim ignorância é corrupção, é impunidade, injustiça, intolerância, é deixar que o governo nos faça engolir pela goela abaixo que não é capaz, ou que não tem responsabilidade sobre certas áreas vitais para o indivíduo. Eu não sou a favor do aborto. Até porque quem estaria compartilhando essa história nesse momento de forma tão sincera, sensível sendo capaz de nos fazer refletir sobre a questão? Não sou a favor dessa “bolsa estupro”. Sou a favor do respeito as individualidades. Sou a favor de que cada pessoa responda pelos seus atos. Sou a favor do respeito. Sou a favor da segurança, da saúde, do bem estar.

    • Guilherme Amaral
      12 de junho de 2013 at 02:41

      Pois é Raquel, você é a favor da segurança, da saúde, do bem estar, mas infelizmente a vida não é perfeita como todos queríamos que fosse… Talvez a vida tenha sido generosa com você, ou não…. o caso é que isso não importa. A questão discutida aqui envolve a descriminalização do aborto. Você pelo que apontou, é contra o aborto, e eu, respeito seu ponto de vista.
      A legalização do aborto não interfere em nada em seu ponto de vista, e não impede que você espalhe suas ideologias e tente convencer milhares de mulheres no mundo que o aborto é errado. Não existe nenhum incentivo para que mulheres abortem, ou que não queiram ter filhos em algum momento da vida, ou constituir família….Enfim, a legalização do aborto, respeita totalmente seu ponto de vista. Já a criminalização, oprime diretamente as opiniões contrárias. Se você se diz “a favor do respeito as individualidades”, como diz em seu discurso, por favor, seja a favor da legalização do aborto, e defenda seus ideias, permitindo que as pessoas possam decidir por si próprias.
      Obrigado!

  91. Raquel Lima
    9 de junho de 2013 at 17:27

    O que realmente eu acho mais surpreendente nessa história é que todas as mulheres, inclusive a autora desse depoimento, não se quer colocam a questão de que se não houvesse a violência em si a legitimidade sobre o aborto, no âmbito do estupro, nem precisaria ser discutido. A grande questão é que a sociedade não pensa na prevenção, mas na “remediação” do caos. Para mim ignorância é corrupção, é impunidade, injustiça, intolerância, é deixar que o governo nos faça engolir pela goela abaixo que não é capaz, ou que não tem responsabilidade sobre certas áreas vitais para o indivíduo. Eu não sou a favor do aborto. Até porque quem estaria compartilhando essa história nesse momento de forma tão sincera, sensível sendo capaz de nos fazer refletir sobre a questão? Não sou a favor dessa “bolsa estupro”. Sou a favor do respeito as individualidades. Sou a favor de que cada pessoa responda pelos seus atos. Sou a favor do respeito. Sou a favor da segurança, da saúde, do bem estar.

    • Guilherme Amaral
      12 de junho de 2013 at 02:41

      Pois é Raquel, você é a favor da segurança, da saúde, do bem estar, mas infelizmente a vida não é perfeita como todos queríamos que fosse… Talvez a vida tenha sido generosa com você, ou não…. o caso é que isso não importa. A questão discutida aqui envolve a descriminalização do aborto. Você pelo que apontou, é contra o aborto, e eu, respeito seu ponto de vista.
      A legalização do aborto não interfere em nada em seu ponto de vista, e não impede que você espalhe suas ideologias e tente convencer milhares de mulheres no mundo que o aborto é errado. Não existe nenhum incentivo para que mulheres abortem, ou que não queiram ter filhos em algum momento da vida, ou constituir família….Enfim, a legalização do aborto, respeita totalmente seu ponto de vista. Já a criminalização, oprime diretamente as opiniões contrárias. Se você se diz “a favor do respeito as individualidades”, como diz em seu discurso, por favor, seja a favor da legalização do aborto, e defenda seus ideias, permitindo que as pessoas possam decidir por si próprias.
      Obrigado!

  92. anafredericobalani
    9 de junho de 2013 at 19:14

    Claudia,
    Independente de ser a favor ou não do aborto, gostaria de te convidar a conhecer um trabalho chamado “renascendo com amor”. Veja o link: http://www.tadashi.com.br/Treinamentos/Renascendo-com-amor/

    Este treinamento pode ser uma chance única para você resignificar muitos desses sentimentos que você fala no texto. Infelizmente não podemos voltar atrás e mudar o que já aconteceu, mas podemos mudar a forma como encaramos tudo isso!

    Desejo que você e sua mãe encontrem muita paz e amor uma na outra. A vida começou por um caminho muito difícil, mas como você mesma disse, hoje vocês vivem uma realidade muito melhor! Seja feliz e lute sempre pela sua felicidade!

    Ana

    • Alessandra
      10 de junho de 2013 at 14:19

      Claudia, obrigada por dividir sua história, geralmente ouvimos e lemos apenas a história de alguém que sofreu algum tipo de violência direta, é a primeira vez que leio um relato do fruto da violência.

      Saindo fora desse papo de “Deus lhe abençoe”, o importante é procurar orientação psicológica para que isso não interfira ainda mais no seu futuro.

      Desejo muita luz .

      Alessandra
      @cervejaesmalte

  93. anafredericobalani
    9 de junho de 2013 at 19:14

    Claudia,
    Independente de ser a favor ou não do aborto, gostaria de te convidar a conhecer um trabalho chamado “renascendo com amor”. Veja o link: http://www.tadashi.com.br/Treinamentos/Renascendo-com-amor/

    Este treinamento pode ser uma chance única para você resignificar muitos desses sentimentos que você fala no texto. Infelizmente não podemos voltar atrás e mudar o que já aconteceu, mas podemos mudar a forma como encaramos tudo isso!

    Desejo que você e sua mãe encontrem muita paz e amor uma na outra. A vida começou por um caminho muito difícil, mas como você mesma disse, hoje vocês vivem uma realidade muito melhor! Seja feliz e lute sempre pela sua felicidade!

    Ana

    • Alessandra
      10 de junho de 2013 at 14:19

      Claudia, obrigada por dividir sua história, geralmente ouvimos e lemos apenas a história de alguém que sofreu algum tipo de violência direta, é a primeira vez que leio um relato do fruto da violência.

      Saindo fora desse papo de “Deus lhe abençoe”, o importante é procurar orientação psicológica para que isso não interfira ainda mais no seu futuro.

      Desejo muita luz .

      Alessandra
      @cervejaesmalte

  94. sunahara
    9 de junho de 2013 at 20:35

    sou a favor do aborto sim. pois acredito que um filho um ser humano so pode vir a este mundo e ser feliz se for querido se for desejado vim a este mundo, nao um ser gerado por um ato de violencia e ate uma maldade permitir que um ser gerado nestas condicoes venha ao mundo , pois e obvio que vai ser infeliz revoltado mal amado, e simplesmente um sofrimento prolongado pra este ser, sem contar a mulher que angustia estar obrigada a carregar no seu ventre o fruto de uma descomunhal violencia , pelo amor de Deus nos mulheres nao podemos aceitar isso ….filho so se for desejado feito com conciencia com amor e com total controle e querer.

  95. sunahara
    9 de junho de 2013 at 20:35

    sou a favor do aborto sim. pois acredito que um filho um ser humano so pode vir a este mundo e ser feliz se for querido se for desejado vim a este mundo, nao um ser gerado por um ato de violencia e ate uma maldade permitir que um ser gerado nestas condicoes venha ao mundo , pois e obvio que vai ser infeliz revoltado mal amado, e simplesmente um sofrimento prolongado pra este ser, sem contar a mulher que angustia estar obrigada a carregar no seu ventre o fruto de uma descomunhal violencia , pelo amor de Deus nos mulheres nao podemos aceitar isso ….filho so se for desejado feito com conciencia com amor e com total controle e querer.

  96. sunahara
    9 de junho de 2013 at 20:48

    Minha Linda eu penso que vc nao pode e nem deve se sentir culpada, , na verdade vc e tao vitima como sua mae… mas procure nao fazer desta tragedia a sua vida!! ela e muito mais importante doque a forma que vc foi gerada de apoio a sua mae de carinho fale fale fale muito a ela que nao tem importan